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Mitologia: Uma das formas que o homem encontrou para explicar o mundo

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Por considerar a raça humana irremediavelmente perdida e cheia de defeitos, Zeus, o soberano dos deuses, resolveu acabar com ela. Para isso, provocou um dilúvio no mundo para afogar a humanidade. Apenas o casal formado por Deucalião e Pirra seria poupado, em virtude de sua bondade. Zeus os aconselhou a construírem uma arca e se abrigarem nela. Depois de flutuar nove dias e nove noites, sobre as águas da tormenta, a arca parou no topo de uma montanha, onde o casal desembarcou.

Quando as águas baixaram, apareceu Hermes, o mensageiro de Zeus, e lhes disse que o soberano satisfaria qualquer desejo dos dois. Deucalião lhe disse que queriam ter amigos. Hermes determinou que ambos jogassem por cima dos ombros pedras recolhidas do chão. As pedras jogadas por Deucalião se transformaram em homens ao atingir o solo. As pedras de Pirra tornaram-se mulheres e, assim, o mundo foi repovoado.

Muito semelhante ao episódio do dilúvio bíblico, esse mito grego narra a destruição e o ressurgimento da humanidade na Terra. De fato, a mitologia, entre os povos antigos ou primitivos, era uma forma de se situar no mundo, isto é, de encontrar o seu lugar entre os demais seres da natureza.

Era também um modo de estabelecer algumas verdades que não só explicassem parte dos fenômenos naturais ou culturais, mas que ainda dessem formas para a ação humana. Não sendo, porém, nem racional nem teórico, o mito não obedece a lógica nem da realidade objetiva, nem da verdade científica. Trata-se de uma verdade intuída, que dispensa provas para ser aceita.

À mercê de forças naturais

O mito pode ter nascido do desejo e da necessidade de dominar o mundo, para fugir ao medo e à insegurança. À mercê das forças naturais, que são assustadoras, o homem passou a lhes atribuir qualidades emocionais. As coisas não eram consideradas como matéria morta, nem como independentes do sujeito que as percebe: o próprio ser humano.

As coisas, ao contrário, eram vistas como plenas de qualidades, podendo tornar-se boas ou más, amigas ou inimigas, familiares ou sobrenaturais, fascinantes e atraentes ou ameaçadoras e repelentes. Assim, o homem se movia num mundo animado por forças que ele precisava agradar para haver caça abundante, para fertilizar a terra, para que a tribo ou grupo fosse protegido, para que as crianças nascessem e os mortos pudessem ir em paz para o além.

Mito, magia e desejo

O pensamento mítico, portanto, está muito ligado à magia e ao desejo de que as coisas aconteçam de um determinado modo. A partir dele desenvolveram-se os rituais, como técnicas de obter os acontecimentos desejados. O ritual é o mito em ação. Já nas cavernas de Lascaux e Altamira, o homem do Paleolítico (12.000 a 5.000 a.C.) desenhava os animais – com um estilo muito realista, diga-se de passagem – e depois os atacava com flechas, para garantir o êxito da caçada.

O mito tem funções determinadas nas sociedades antigas e primitivas. Inicialmente, ele serve para acomodar e tranquilizar o homem num mundo perigoso e assustador, dando-lhe segurança. O que acontece no mundo natural passa a depender, através de suas ações mágicas, dos atos humanos. Além disso, o mito também serve para fixar modelos exemplares de todas as atividades humanas.

Atualizando o sagrado

O ritual é a repetição dos atos dos deuses, que foram executados no início dos tempos e que devem ser imitados e repetidos para as forças do bem e do mal se manterem sob controle. Desse modo, o ritual é uma atualização dos acontecimentos sagrados que tiveram lugar no passado mítico.

Assim, o mito é uma primeira narrativa sobre o mundo, uma primeira atribuição de sentido ao mundo, na qual a afetividade e a imaginação exercem grande papel. Sua função principal não é propriamente a de explicar a realidade, mas a de adaptar psicologicamente o homem ao mundo.

O mito primitivo é sempre um mito coletivo. O grupo, cuja sobrevivência precisa ser assegurada, existe antes do indivíduo. É só através do grupo que os sujeitos individuais se reconhecem enquanto tal. O indivíduo só tem consciência, só se conhece como parte do grupo, da tribo. Através da existência e do reconhecimento dos outros, ele se afirma enquanto ser humano.

A prevalência da fé

Outra característica do mito é a de apresentar-se como uma verdade que não precisa ser provada e que não admite contestação. A sua aceitação decorre da fé e da crença. Não é uma aceitação racional, fundamentada em provas e raciocínios.

Sob essa perspectiva coletiva, a transgressão da norma, a não-obediência da regra afeta o transgressor e toda sua família ou comunidade. Desse modo é criado o tabu – a proibição -, cuja desobediência é extremamente grave. Só os ritos de purificação podem restaurar o equilíbrio da comunidade e evitar que o castigo dos deuses recaia sobre todos.

A imortalidade do mito

Mas e quanto aos nossos dias? Por acaso não existem mais mitos? O pensamento filosófico e científico, que tiveram início com os primeiros filósofos, na Grécia do século 6 a.C., teriam ocupado todo o lugar do conhecimento e condenado à morte o modo mítico de nos situarmos no mundo?

Essa é a posição defendida por Augusto Comte, filósofo francês do século 19, fundador de uma corrente filosófica chamada positivismo. As ideias positivistas explicam a evolução da espécie humana em três fases: a mítica (religiosa), a filosófica (metafísica) e a científica. Esta última seria o ápice do desenvolvimento humano e não só é considerada superior às outras, como também seria a única válida para se chegar à verdade.

Além da razão

Porém, ao opor a razão ao mito, o positivismo empobrece a realidade humana. O homem moderno, tanto quanto o antigo, não é constituído só de razão, mas também de afetividade e emoção. Se a ciência é importante e necessária à nossa construção de mundo, por outro lado ela não oferece a única interpretação válida do real.

Negar o mito é negar uma das formas fundamentais da existência humana. O mito é a primeira forma de dar significado ao mundo: fundamentada no anseio de segurança, a imaginação cria histórias que nos tranquilizam, que são exemplares e nos orientam no dia-a-dia.

Os super-heróis e os salvadores da pátria

Na verdade, independentemente de nosso desenvolvimento intelectual, o mito continua a nos acompanhar. Sua função de criar narrativas mágicas subsiste, por exemplo, na arte e permeia a nossa vida diária.

Atualmente, os meios de comunicação de massa trabalham os desejos e anseios que existem na nossa natureza inconsciente e primitiva. Os super-heróis dos desenhos animados e das histórias em quadrinhos, por exemplo, encarnam o Bem e a Justiça e assumem a nossa proteção imaginária, exatamente por que o mundo moderno, com todos os seus problemas, especialmente nos grandes centros urbanos, revela-se cada vez mais um lugar extremamente inseguro.

Da mesma maneira, no plano político, certas figuras procuram se transformar em heróis populares, dizendo lutar contra as injustiças sociais e os privilégios. Também artistas e esportistas podem ser transformados em modelos de existência: são fortes, saudáveis, bem alimentados, etc. Até as telenovelas, ao trabalhar a luta entre o Bem e o Mal, estão lidando com valores míticos, pré-reflexivos, que se encontram dentro de todos nós.

Além de mitos, o mundo moderno também tem seus rituais. Afinal, as festas de formatura, de Ano Novo, os trotes dos calouros, os bailes de quinze anos, não são em tudo semelhantes aos antigos rituais de passagem das velhas tribos e clãs?

(escrito por Antonio Carlos Olivieri em 20/10/2005)

Poeminha em grego

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Reblogado de: http://gonzum.wordpress.com/2010/12/18/poema-em-grego-antigo/

Em homenagem ao falecido de um mês atrás.

A terra preta bebe [a chuva],
As árvores a bebem [absorvem a água da chuva],
O mar bebe os rios,
O sol bebe o mar.
A lua bebe o sol.
Porque vocês ralham comigo, meus camaradas,
quando eu também quero beber?

Confira aqui como se pronunciam as palavras:

Hé gué melaina pinei,
Pinei de dendre auten,
Pinei Talassa crunus,
Hó d’élios talassan,
Ton d’élion selene.
Pi moi makest’ hetairoi,
Kautoô telonti pinein?

Vocabulário:
Hé – A
gué – Terra
melaina – negra
pinei – bebe
de – e
dendre – árvore
auten – a [água da chuva]
talassa – mar
crunus – rio
ó – o
d’ – e
élios – sol
talassan – rio [como objeto direto]
ton – o
élion – sol [como objeito direto]
selene – lua
ti – então
moi – me, comigo
makest – ralham
hetairoi – amigos
kautoô – também + eu mesmo
telonti – quero
pinei – beber

Não creio…

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…estava eu a postar imagens e programar posts (acho que o último que programei foi para 26 de novembro, coisa assim) no meu blog Another Aurora, quando de repente…

 

Warning: We have a concern about some of the content on your blog. Please click here to contact us as soon as possible to resolve the issue and re-enable posting.

 

Meu, que tipo de erro é esse?!? E como assim eles têm problema com o conteúdo do meu blog?!? Nunca me aconteceu nada do gênero…sem contar que normalmente só posto fotos relacionadas a natureza e citações, coisas inconsequentes afins…affff…quero só ver o que eles vão me responder. Já aconteceu isso com algum de vocês, usuários do WordPress?

Róquenrouuuu!!!!

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Faz tanto tempo que eu não sinto o que é o calor
Faz tanto frio nessa estrada para o pólo sul
Pelos passos largos vastos que eu já trilhei
Ventos sopram e anunciam nenhuma sensação

A minha vida tem sido cheia
De cálculos astronômicos

Festas bares classes praias mares estações
São mil lugares onde mora minha solidão
As pessoas se dispersam escorrem pelas mãos
Fogem do que chamam amor ou mesmo emoção

A minha vida tem sido cheia
De cálculos astronômicos

Faz tanto tempo que eu nem sei mais o que é o calor
Faz tanto frio nessa estrada para o pólo sul
Você pode achar que eu sou maluco mas eu não sei
Já tentei me entender eu juro que eu já tentei

A minha vida tem sido cheia
De cálculos tem sido cheia

A minha vida tem sido cheia
De cálculos eu sinto frio.

História de Paula

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Aurora:

Muito boa a história dela, me identifiquei com algumas coisas…

Postado originalmente em Não Sou Exposição:

Este é o depoimento da leitora Paula Haussen, sobre sua experiência com a cirurgia bariátrica, entre outras questões:

Paula

“Meu nome é Paula, tenho  22 anos e moro em Porto Alegre/RS.

Vim contar um pouquinho da minha história e acima de tudo agradecer por todo apoio e incentivo que encontro no Blog. O mundo precisa de mais pessoas ‘reais’ assim.

Vim aqui contar um pouquinho da minha longa jornada com peso.  Desde pequena fui cercada pelos assuntos ‘dieta’, ‘boletas’, ‘balança’, ‘vigilantes do peso’, entre outros. Minha mãe e tias eram alucinadas por tudo que envolvesse o assunto, e consequentemente eu e minha irmã absorvíamos tudo aquilo.

Comecei a ganhar um pouco mais de peso ainda na infância, o que virou um tormento, pois nem a escola eu queria ir mais devido às piadas de colegas e até amigas. Isso tudo se tornava um ciclo, pois ao mesmo tempo em…

Ver original 996 mais palavras

Inaction breeds doubt and fear. Action breeds confidence and courage. If you want to conquer fear, do not sit home and think about it. Go out and get busy.

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Inaction breeds doubt and fear. Action breeds confidence and courage. If you want to conquer fear, do not sit home and think about it. Go out and get busy.

Postado originalmente em Don Charisma:


«Inaction breeds doubt and fear. Action breeds confidence and courage. If you want to conquer fear, do not sit home and think about it. Go out and get busy.»

– Dale Carnegie


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