Arquivo do dia: 30 de julho de 2012

Fácil matar


Nos EUA, o homem armado e de máscara entrou em um cinema, na estreia do novo “Batman”. Atirou gás na plateia e, em meio à confusão, abriu fogo. Matou 12 e feriu 58. Nem todos perceberam de saída que era uma chacina –acharam que a bomba e o tiroteio faziam parte do lançamento do filme.

Nos primeiros 70 anos do cinema, até 1966, tal equívoco não seria possível. Sempre se matou na tela, mas era uma morte asséptica, de cinema: não se mostrava no mesmo take o tiro e a bala atingindo o alvo. Num take, o disparo; no outro, o sujeito levando a mão ao peito, estrebuchando e caindo morto. Sangue, então, nem pensar. Esse código era seguido também pelos gibis –raro o tiro e o alvo recebendo a bala no mesmo quadrinho.

Tudo isso se tornou passado quando, em “Uma Rajada de Balas” (1967), Warren Beatty disparou no rosto do homem que se enfiou pela janela do seu carro tentando impedir sua fuga –sequência logo superada pelo “balé de sangue” final, com Bonnie e Clyde metralhados com centenas de tiros em câmera lenta. Balé este que se tornaria o “Lago dos Cisnes” diante do morticínio de “Meu Ódio Será Tua Herança” (1969). E, a partir daí, não haveria mais limite.

O cinema logo se tornou uma extensão da indústria de explosivos. Com o incremento dos efeitos especiais e a avassaladora infantilização dos filmes, matar deixou de ter a carga dramática que caracterizava o cinema adulto. Fuzilar, explodir, reduzir a pó tornaram-se atos banais, levianos, quase um desenho animado.

Certo que chacinar inocentes será sempre uma decisão individual. Mas o farto cardápio de amostras no cinema, na TV, nos games, tablets e smartphones está levando à banalização do ato de matar. Daí o choque quando, sem aviso, a vida se apossa do faz de conta e se descobre que a morte não é um efeito especial.

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Esta crônica me fez lembrar da morte do ator Brandon Lee (filho do Bruce Lee)…tadinho!!! 😦 Será que ninguém processou ninguém por essa morte absurda dele??

“Sua morte ocorreu durante as gravações de The Crow (O Corvo), um longa metragem dirigido por Alex Proyas, nos Estúdios Carolco, em Washington. Enquanto contracenava em uma cena em que era baleado foi atingido por um projétil que deveria estar carregado por festim. Uma das cenas filmadas para o filme requeria que uma arma fosse carregada, engatilhada e apontada para a câmara mas, por causa da curta distância do tiro, a munição carregada era de verdade mas sem pólvora. Após a realização desta cena, o assistente do armeiro limpou a arma para retirar as cápsulas, derrubando um dos projéteis no cano. A arma foi carregada com festim (que normalmente tem duas ou três vezes mais pólvora do que um projétil normal, para fazer um barulho alto). Lee entrou no set com um saco de supermercado contendo uma bolsa explosiva de sangue artificial. O projétil que estava preso no cano foi involuntariamente disparado em Lee, atravessando o saco que ele trazia, causando perfurações em seus órgãos internos e partindo sua coluna vertebral, causando sua morte por hemorragia interna, mesmo com a desesperada tentativa de uma cirurgia de seis horas para retirar a bala. Houve rumores de que os negativos com a filmagem de sua morte teriam sido destruídos sem que nunca fossem revelados. No entanto, segundo fontes extra-oficiais, a trágica cena foi incluída na edição final do filme. Existe praticamente um consenso entre os defensores dessa tese a respeito de qual é a tétrica cena: trata-se do momento em que Eric Draven, o personagem de Brandon, é alvejado por diversos policiais e o impacto do tiro que o matou arremessa o seu corpo para trás, fazendo com que ele atravesse a janela às suas costas. É provável que realmente seja essa cena, pois há uma nítida incoerência na continuidade: Eric, alvejado, atravessa a janela de costas e está caindo em direção ao chão, mas na tomada seguinte(quando os estilhaços do vidro ainda estavam caindo ao solo) ele já está ereto e se agarra ao parapeito da sacada do prédio, inclusive já estando de frente para o mesmo, algo que seria inteiramente impossível. Em toda a sequência seguinte à cena da quebra da janela, quando Eric foge da perseguição policial, o seu rosto não é focalizado em momento algum pela câmera, exceto já quase ao final da mesma e de forma bem rápida e ainda estando parcialmente encoberto, quando ele se levanta após uma queda. Emslow-motion, no entanto, é possível verificar que o rosto do ator que interpreta Eric Draven naquele momento não tem nem sequer a mais remota semelhança com a fisionomia de Brandon, sendo que nesta cena não se fazia necessária a presença de um dublê, pois não se trata de uma cena perigosa, apenas se levanta do chão e sai andando, a cena rendeu a Brandon Lee muita popularidade e após sua morte The Crow ainda teve continuidade, porém, sem o expressivo sucesso do primeiro filme.

Nos créditos finais do filme, os produtores incluíram uma homenagem a ele e sua noiva, Elisa Hutton. Sobre o fundo preto, aparece escrita a frase em branco: “For Brandon and Elisa.” O casamento de ambos se realizaria no dia 17 de abril de 1993, no México. Brandon, porém, morreu menos de três semanas antes, em 31 de março daquele ano.

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