Arquivo do mês: janeiro 2013

Mensagem do John para você:


The contemporary society is competitive, logical (inasmuch as the society makes an attempt or pretense of basing its thinking on logic) and power-oriented in its structure. Hypocrisy, violence and chaos result from this structure. We can now change the society with intelligence and awareness, into a basically organic, non-competitive one based on love rather than reasoning. The result will be balance, peace and contentment.

John Lennon & Yoko Ono
It’s Never Too Late To Start From The Start, 1971

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Everybody’s talking about peace, but nobody does anything about it in a peaceful way.
It doesn’t help murderers to hang them, it doesn’t help violent people to be violent to them.
Violence begets violence.
You can’t kill off all the violent people or all the murderers or you’d have to kill off the government.

John Lennon, 1969

a.guerra.acabou

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It’s our responsibility what happens around the world. It’s our responsibility for Vietnam, and all the other wars that we don’t quite hear about. It’s all our responsibility,
and when we all want peace we’ll get it.
People have said we’re naive for trying to
sell peace like a car, or bar of soap.
But I ask ya, is the Ford company naive…
or the soap powder company?
They’re selling the same old soap that’s been around for two thousand years, but now it’s ‘New Blue Soap.’ Well, we’re selling ‘New Blue Peace!’ …and we hope some of you buy it!”

John Lennon, 1969

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Ugh


Tentei ficar longe das notícias sobre o ocorrido no Rio Grande do Sul, mas não deu…o que me deu foi náusea, vendo as fotos das vítimas: todos lindos, com futuro brilhante pela frente, planos, amores

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A arma de guerra chamada Barbie


Por Paula Sibila

A boneca criada em 1958 é pioneira na configuração de um modelo corporal que talvez seja o mais tirânico da história ocidental

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A imagem mostra que as a Barbie é desproporcional se comparada a um corpo feminino. 

A mulher na foto é Katie Halchishick, idealizadora da Healthy Is The New Skinny, uma organização dedicada a “revolucionar a forma como pensamos, falamos, vivemos e amamos os nossos corpos”

Uma temporada após a outra, desfiles de moda acendem seus holofotes nas mais diversas cidades do mundo. Olhos fascinados (ou entediados) assistem aos vaivéns das passarelas, onde as modelos que servem de “cabide para as roupas” costumam despertar mais curiosidade que as extravagantes vestes em exibição.

O corpo das modelos exerce um magnetismo não isento de polêmicas, tais como os escândalos e burburinhos ligados à anorexia, mas seu brilho nunca diminui. Elas continuam atraindo os olhares, surpreendentemente idênticas umas às outras, e todas muito diferentes das comuns mortais que as admiram em silêncio -e que gostariam de se parecer com elas. Exércitos de mulheres de todas as procedências querem copiar esses corpos-modelos que tanto se assemelham entre si, como numa clonagem universal de um protótipo que há décadas permanece incólume: a Barbie.

Embora já esteja ficando quase velha, essa boneca esguia e eternamente jovem continua sendo o ícone de um padrão de beleza dos mais insistentes. Tendo habitado a infância das meninas do mundo inteiro há quase meio século, a Barbie tornou-se um verdadeiro clássico na imposição das leis do “corpo bom” em nossa sociedade. Todo um baluarte pedagógico, a famosa boneca é uma pioneira na configuração de um modelo corporal que provavelmente seja o mais tirânico da história ocidental.

Pois as medidas da Barbie são humanamente impossíveis: se os 29 cm de plástico oco que a conformam fossem transformados em carne feminina, para conservar as proporções de sua silhueta curvilínea demandariam uma altura de 2m13 e as seguintes medidas de busto, cintura e quadris: 96-45-83 cm.

Os cálculos indicam que uma mulher com essa contextura pesaria menos de 50 kg, portanto não possuiria a quantidade de gordura corporal suficiente para ter ciclos menstruais regulares e não conseguiria nem sequer andar. Isto significa que até mesmo as modelos que mais aproximam seus corpos dessa imagem ideal ainda permanecem longe da “boneca perfeita”. As medidas habituais das profissionais da passarela são 1m75 de altura e os clássicos 90-60-90.

Quanto às mulheres “reais”, a meta está bem mais longe dessa harmonia numérica: para ter as formas da Barbie, uma mulher ocidental de porte médio deveria esticar sua altura corporal em 40 cm, extrair uns 25 cm da sua cintura e uns 20 cm dos quadris e, além disso, acrescentar mais alguns centímetros nos seios.

Há, ainda, um dado bombástico: em 1958, quando a esposa do dono da empresa Mattel teve a idéia genial de fabricar esse novo brinquedo, o design da Barbie foi encomendado a um especialista com um currículo expressivo. Trata-se de Jack Ryan, um engenheiro, que antes de chefiar o departamento de pesquisa e desenvolvimento da Mattel, também trabalhou para o Pentágono e para a empresa Raytheon, fabricante de equipamento bélico.

Nesse emprego anterior, o engenheiro foi responsável pelo design dos mísseis Sparrow e Hawk. Sabe-se que os brinquedos nunca são artefatos neutros ou “inocentes”; ao contrário, eles propõem “estilos de vida” capazes de influenciar uma geração inteira -ou várias, como é o caso da bem-sucedida boneca norte-americana. Nesse sentido, a Barbie não é uma trivial mercadoria, e tampouco é apenas uma boneca. Ela é, sobretudo, um tipo de corpo: um poderoso modelo corporal que com ela nasceu e com ela ainda se desenvolve. Ela é, aliás, uma verdadeira arma de guerra, cujo efeito consiste na radiação do “corpo perfeito” por todos os cantos do planeta.

A história da Barbie é muito eloqüente. Ela foi a primeira boneca cujo corpo ousou imitar as formas de uma mulher adulta, enquanto os brinquedos mais tradicionais destinados às meninas sempre reproduziram a figura do bebê ou de uma criança. “Be anything”, promete o slogan da Barbie: seja o que desejar, você é livre para inventar seu próprio destino, pode escolher o tipo de trabalho que irá desempenhar quando for adulta. Faça o que você quiser, desde que a sua aparência seja como deve ser; isto é, o mais parecida possível com a boneca impossível.

Pois a Barbie encarna duas tendências aparentemente contraditórias: por um lado, ilustra a ampliação da autonomia e das liberdades de escolha para as mulheres; por outro lado, também representa a ardilosa transformação do corpo em uma mercadoria que deve ser constantemente aperfeiçoada. Duas tendências que se aprofundaram nas últimas décadas, e não há dúvidas que a própria Barbie contribuiu para sua expansão. Por isso, quando as meninas crescem e não conseguem atingir nem o sucesso e nem o talhe prometidos na infância, costumam recorrer a consolos mais acessíveis para aliviar suas frustrações: as modelagens do bisturi, por exemplo, ou então os antidepressivos -que um jargão mais antiquado chamaria de barbitúricos.

Não deixa de ser significativo, portanto, que esta altíssima loira de silicone tenha sido lançada em 1959, prenunciando não apenas a “liberação feminina” que logo viria, mas também a popularização das modelos hipermagras que seguiram o exemplo da manequin Twiggy. Com suas inéditas medidas enxutas e sua aparência “desnutrida”, essa modelo britânica escandalizou o mundo quando apareceu pela primeira vez nas páginas da revista “Vogue”, em 1965.

No entanto, apesar das convulsões iniciais, suas formas descarnadas logo conquistaram tanto o público como os mercados, e hoje nem suas medidas nem seu aspecto causam espanto algum. Ao contrário, parecem perfeitamente “normais”. Tanto, que seria difícil identificar a magricela Twiggy se ela desfilasse em qualquer “fashion week” do planeta.

Na época do seu lançamento, porém, há mais de quatro décadas, até a revista que a descobrira admitiu o choque da novidade que tais formas corporais apresentavam. A “Vogue” viu-se obrigada a publicar a seguinte advertência junto às fotografias: “Suas pernas fazem pensar que ela não tomou suficiente leite quando era bebê, e seu rosto mostra a expressão que deviam ter os habitantes de Londres durante a guerra”.

Paralelamente a estes dois fenômenos emblemáticos -a aparição da Barbie em 1959 e de Twiggy em 1965-, que marcaram os primeiros passos no advento deste novo ideal do corpo feminino, o mundo ingressava em uma nova era. Nesse ambiente transtornado pelas revoltas da juventude e pelas reivindicações feministas, vivenciava-se uma flexibilização da rigidez moral que até então tinha constrangido os relacionamentos e costumes.

Nesse quadro, começava a agonizar a velha “cultura da intimidade”, que teve seu auge no século 19 e na primeira metade do 20, e deu à luz às subjetividades interiorizadas da modernidade. Um mundo, enfim, no qual os sofrimentos eram vivenciados como conflitos interiores (pessoais e privados), muitas vezes provocados pela necessidade de “reprimir” os desejos individuais em face à severa moral vigente.

Diante da agonia desse universo, na segunda metade do século passado, começou a despontar um novo regime de constituição das imagens corporais e dos “modos de ser”, um movimento histórico extremamente complexo que ainda está em andamento, e que deslancharia uma crescente exteriorização do eu. Desse processo participaram ativamente aquelas duas personagens femininas: tanto a boneca Barbie como o corpo-modelo cuja linhagem Twiggy inaugurara.

Constantemente se renovam as roupas, os estilos e os incontáveis acessórios que a empresa Mattel comercializa há 48 anos sob a lucrativa marca Barbie, mas a silhueta da boneca permaneceu praticamente idêntica ao longo de todo esse tempo. Em 1965, suas pernas se tornaram flexíveis; em 1968, o rosto ganhou um aspecto ainda mais jovem, com longos cílios contornando seus enormes olhos azuis. Depois, os cabelos lisos cresceram ainda mais e o corpo ganhou maior mobilidade.

Em 1997, quando a moça já era bem mais que uma balzaquiana, os fabricantes resolveram responder às crescentes críticas acerca da influência negativa que estaria exercendo sobre as meninas do mundo inteiro, alastrando um padrão corporal inatingível e contribuindo, dessa maneira, para a “epidemia” de distúrbios alimentares e transtornos da imagem corporal. Assim, nos exemplares mais recentes, tanto a cintura como os quadris da boneca engrossaram levemente, na tentativa de tornar seu corpo um pouco mais “realista”, enquanto os seios foram diminuídos. De todo modo, as mudanças são bastante sutis, e a Barbie continua sendo a Barbie.

A verdade é que o mercado desaconselha alterações mais profundas nessa esbelta figura, que é líder de vendas entre todas as bonecas jamais criadas: somente no ano em que virou quarentona, faturou US$ 2 bilhões. Vendem-se anualmente mais de 100 milhões de exemplares em 140 países: a cada segundo, três meninas deste planeta ganham um novo clone. Mas tais números se referem apenas à marca oficial; esquecendo as incontáveis imitações que, a rigor, cumprem idêntica função. Existe até um dado tão inútil como ilustrativo: se colocássemos todas as Barbies vendidas nos primeiros 30 anos -isto é, apenas até 1989- enfileiradas da ponta das madeixas aos curvos pés, seria possível dar quatro vezes a volta ao mundo. Ninguém pode dizer que seja pouca coisa.

É claro que não se trata apenas de uma mercadoria a mais, porém de um produto intensamente fetichizado. Não por acaso, esta boneca já foi tema de sérios estudos acadêmicos e protagonizou exposições em museus e centros culturais. Sob o nome de “complexo de Barbie”, ainda, conhece-se a síndrome que leva algumas mulheres a recorrer à cirurgia plástica e outras técnicas afins para provocar drásticas mudanças em seus corpos, tendentes a se parecerem com a loiríssima boneca.

Algumas o fazem explicitamente, e chegam a ficar famosas por causa disso: escrevem livros sobre sua cruzada, contam suas experiências na televisão e mostram orgulhosas os resultados. Um exemplo é Cindy Jackson, cujo site na internet dispensa comentários: http://www.cindyjackson.com. Mas não é preciso evocar esses extremos: são inúmeras as mulheres que perseguem essa meta sem explicitá-lo, por isso é tão comum encontrar êmulas anônimas da Barbie andando pelas ruas de qualquer cidade.

Como uma prova da vigorosa influência cultural desse modelo, não surpreende que os padrões de beleza vigentes em nossa sociedade tenham mudado radicalmente nos últimos 50a anos. Junto com esses protótipos ideais, também foi se metamorfoseando a silhueta das mulheres reais de todo o planeta. Basta citar apenas um exemplo bastante elucidativo: em 1951, a moça que ganhou o concurso de Miss Suécia media 1m71 de altura e pesava 68,5 kg; pouco mais de três décadas depois, sua colega de 1983 media 1m75 e pesava 49 kg.

Entre uma e outra rainha de beleza escandinava, houve uma verdadeirabarbierização dos padrões. Em termos médicos, o índice de massa corporal (IMC) da primeira era de 23,4, um valor que ainda é tido como normal, enquanto o da segunda é de 16, e já está bem aquém do mínimo considerado saudável.

As manequins sempre foram magras: algumas décadas atrás, quando ainda não eram celebridades e nem constituíam o sonho que toda menina quer encarnar quando crescer, pesavam 8% menos que a média da população, mas atualmente essa diferença é de 23%. No ano passado, ecoando uma série de notícias trágicas sobre mortes de modelos que sofriam de anorexia (entre elas, a brasileira Ana Carolina Reston), os organizadores da “fashion week” de Madri impediram a participação de todas aquelas profissionais cujo índice de massa corporal fosse inferior a 18. Para uma jovem de 1m75 de altura, esse valor implica um peso de 56 kg.

Proibições semelhantes foram adotadas em desfiles realizados em outros países, mas a decisão foi polêmica e muito criticada, inclusive por alguns médicos, que sublinharam a ineficácia de utilizar apenas um indicador isolado e arbitrário. De todo modo, sabe-se que a grande maioria das modelos atuais ficaria desempregada se a nova regra se generalizasse, pois estima-se que seu IMC oscile entre 17 e 17,5, podendo chegar até 15,6 -quando os parâmetros médicos continuam a indicar que o valor “normal” repousa entre 18,5 e 25.

Confirmando esse brusco emagrecimento e alongamento ocorrido nas últimas décadas, tanto dos padrões corporais considerados ideais como das medidasreais dos corpos-modelo, uma revista afirmou que as medidas de Gisele Bündchen “são perfeitas: 1m79 metro de altura e 54 kg”. Isso implica um índice de massa corporal de 16,85 -portanto, ela também seria banida dos desfiles, caso a nova regra vingasse. Cabe frisar, porém, que o perfil dessa modelo gaúcha se aproxima, bem mais que a maioria de nós, dos padrões propostos pela Barbie; contudo, ela tampouco chega a atingi-los.

Por isso, aquele engenheiro Jack Ryan -criador de mísseis para o Pentágono e da boneca Barbie para e empresa Mattel- ergue-se como uma encarnação moderna do mítico escultor grego Pigmalião, aquele que esculpira uma estátua perfeita da qual acabou se apaixonando. Afinal, o designer de equipamento bélico que forjou a boneca mais famosa do mundo foi o sexto marido da bela atriz Zsa Zsa Gabor, loira e esguia estrela de Hollywood dos anos 50 -considerada a primeira celebridade que ficou famosa apenas por causa da sua celebridade; não por acaso, foi tia-avó de outra loira hoje célebre: Paris Hilton.

O casamento do inventor e sua musa, porém, foi tão “imperfeito” que sequer durou um ano. Contudo, assim como Pigmalião, o engenheiro norte-americano acabou criando, artificialmente, uma mulher mais “perfeita” que qualquer exemplar real e carnal do gênero feminino. Seguindo os passos da sua ancestral mitológica -aquela escultura construída em marfim na Grécia Antiga-, a boneca de plástico nascida em um laboratório do século 20 logo se converteria no ícone do “corpo perfeito”, um modelo a ser desejado e imitado fervorosamente.

E uma verdadeira arma de guerra, pois tal desejo é tão ardente quanto universal, capaz de converter todas as diferenças em meros desvios com relação a essa poderosa norma. Nos últimos anos, os avanços do padrão corporal magro, esbelto e “sarado” têm enxugado, gradativamente, todas as alternativas que a diversidade étnica e cultural do mundo pré-globalizado tinha a oferecer.

Um exemplo é bem local: as famosas mulatas do carnaval carioca recorrem, cada vez mais, à lipoaspiração e ao silicone para tornear seus corpos de acordo com os moldes globais. Outro exemplo é bastante longínquo, remete àquelas silhuetas exóticas que alguma vez encantaram o pintor Paul Gauguin e foram imortalizadas em todas as cores de sua obra.

Trata-se de um arquipélago da Micronésia rodeado pelo Oceano Pacífico, onde os corpos e certos hábitos das nativas estão mudando de um modo peculiar: poucos anos depois da televisão dos Estados Unidos ter irrompido no cotidiano desse grupo de ilhas outrora isoladas, as mulheres começaram a se preocupar intensamente com o próprio peso e com o aspecto corporal, recorrendo a severas dietas e exercícios físicos. Além de mudarem os padrões de beleza ancestrais, multiplicaram-se os casos de anorexia e bulimia na região. Tudo para se parecer com ela: a Barbie.

Pois mesmo constituindo um ideal inatingível, sempre existe a possibilidade de comprar o rosto e o corpo das modelos, uma promessa que é vendida nas mais diversas embalagens: nas prateleiras de supermercados e farmácias, nas academias de ginástica e nas clínicas de tratamentos estéticos, e agora também nos “reality-shows de transformação”.
link-se

Site de Cindy Jackson – http://www.cindyjackson.com
Publicado em 26/7/2007+.+ .

Paula Sibila
É professora do Departamento de Estudos Culturais e Mídia, do Instituto de Artes e Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense (IACS-UFF). Doutora em Comunicação e Cultura pela ECO-UFRJ e em Saúde Coletiva pelo IMS-UERJ, é autora do livro “O Homem Pós-Orgânico: Corpo, Subjetividade e Tecnologias Digitais”.

http://p.php.uol.com.br/tropico/html/textos/2891,1.shl

A Isabelle Caro  –  (12 de setembro de 1982 – 17 de novembro de 2010) certamente aprovaria 100% este artigo…não sabem quem foi ela? Claro, ela não é tão famosa quanto a Karen Carpenter…

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“Na foto tirada por Toscani, a modelo de 1,65 m. pesava 31 quilos e gerou muita polêmica por ter sido considerada muito explicita e chocante a ponto da campanha ter sido proibida de circular por um júri italiano”.

HAH! Essa é boa!!! Chocante não é a foto, é nossa sociedade que continua incentivando garotas a ficarem doentes de corpo e alma em nome de uma suposta estética/sex-appeal…tadinhas dessas meninas 😦 (não falo apenas da anorexia, mas de qualquer distúrbio alimentar).

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Depressão na Pós-Graduação e Pós-doutorado


Por JohnAraujo | 25 de outubro de 2012

O que fazer com os estudantes e cientistas que não conseguem estudar e pesquisar?

Sergio Arthuro (1)

A imagem de nós cientistas no senso comum, como estereotipada por Einstein, é que somos meio loucos. De fato, como revelado recentemente pela revista Nature, parece que realmente não temos uma boa saúde mental, dada a alta ocorrência de depressão entre pós-graduandos e pós-doutorandos.

Os pós-graduandos são os estudantes de mestrado e de doutorado, enquanto os pós-doutorandos são os recém doutores em aperfeiçoamento, que ainda não conseguiram um emprego estável. Os pós-doutorandos são comuns há muito tempo nos laboratórios da Europa e dos Estados Unidos, já no Brasil este é um fenômeno recente.

Segundo o texto, boa parte dos estudantes de pós-graduação que desenvolvem depressão foram ótimos estudantes na graduação. Lauren, doutoranda em química na Universidade do Reino Unido, começou com dificuldade em focar nas atividades acadêmicas, evoluiu com medo de apresentar a própria pesquisa, e terminou sem nem mesmo conseguir sair da cama. Felizmente, Lauren buscou ajuda e agora está terminando o seu doutorado, tendo seu caso relatado no site de ajuda Students Against Depression, cujo objetivo é “desenvolver a consciência de que a depressão não é uma falha pessoal ou uma fraqueza, mas sim uma condição séria que requer tratamento”, segundo a psicóloga Denise Meyer, que ajudou no desenvolvimento do site.

Para os cientistas em início de carreira, a competição no meio acadêmico pode levar a isolamento, ansiedade e insônia, que podem gerar depressão. Esta pode ser acentuada se o estudante de pós-graduação tiver problemas extracurriculares e/ou com seu orientador. Já que a depressão altera significativamente a capacidade de fazer julgamento racional, o deprimido perde a capacidade de se reconhecer como tal. Aqui, na minha opinião, o orientador tem um papel fundamental, mas que na prática não tenho observado muito: não se preocupar apenas com os resultados dos experimentos, mas também com a pessoa do estudante.

De acordo com o texto, os principais sinais de depressão são: a) inabilidade de assistir as aulas e/ou fazer pesquisa, b) dificuldade de concentração, c) diminuição da motivação, d) aumento da irritabilidade, e) mudança no apetite, f) dificuldades de interação social, g) problemas no sono, como dificuldade para dormir, insônia ou sono não restaurativo (a pessoa dorme muito mas acorda cansada e tem sono durante o dia).

Segundo o texto, a maioria das universidades não tem um serviço que possa ajudar os estudantes de pós-graduação. Não obstante, formas alternativas se mostraram relativamente eficazes. Por exemplo, mestrandos e doutorandos poderiam procurar ajuda em serviços oferecidos a alunos de graduação; já os pós-doutorandos poderiam tentar ajuda em serviços oferecidos a professores, sugerem os autores do texto. A maioria dos tratamentos requer apenas uma sessão em que são discutidas as dificuldades dos estudantes, além de sugestões de como manejar melhor a depressão. Uma das principais preocupações é com relação à confidencialidade, que deve ser quebrada apenas se o profissional sentir que o paciente tem chance iminente de ferir a si ou a outrem. Segundo Sharon Milgram, diretora do setor de treinamento e educação do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, “buscar ajuda é um sinal de força, e não de fraqueza”.

Devo admitir que o texto chamou minha atenção por me identificar com o tema, tanto na minha própria experiência, quanto na de vários colegas de pós-graduação que também enfrentaram problemas semelhantes. Acho que o sistema atual de pós-graduação tem falhas que podem aumentar os casos de depressão, como as descritas a seguir:

1- O próprio nome “Defesa” no caso do doutorado

Tem coisa mais agressiva que isso? Defesa pressupõe ataque, é isso mesmo que queremos? Algumas pessoas vão dizer que os ataques são às ideias e não às pessoas. Acho que isso acontece apenas no mundo ideal, porque na prática o limite entre as ideias e as pessoas que tiveram as ideias é muito tênue. Mas pior é nos países de língua espanhola, pois lá a banca é chamada de “tribunal”.

2- Avaliações pouco frequentes

Em vários casos, principalmente no começo do projeto, as avaliações são pouco frequentes, o que faz com que o desespero fique todo para o final. No meu caso, os últimos meses antes da “Defesa” foram os piores da minha vida, pois tive bastante insônia, vontade de desistir de tudo etc. Pior também foi ouvir das pessoas que poderiam me ajudar que aquilo era “normal” e que “fazia parte do processo”… Isso não aconteceu apenas comigo, mas com vários colegas de pós-graduação. Acho que para fazer ciência bem feita, como todo trabalho, tem que ser prazeroso, e acredito que avaliações mais frequentes podem evitar o estresse ao final do trabalho.

3 – Prazos pouco flexíveis

Cada vez mais me é claro que a ciência não é linear, e previsões geralmente são equivocadas. Dessa forma, acredito que não deveria haver nem mestrado nem doutorado com prazo fixo. O pós-graduando deveria ter bolsa por 5 anos para desenvolver sua pesquisa, e a cada ano elaboraria um relatório sobre suas atividades e resultados. Uma comissão deveria julgar esse relatório para ver se o estudante merece continuar. Como cada caso é um caso, em alguns casos, dois anos já seriam suficiente para ter um resultado que possa ser publicado num jornal científico de reputação. Isso daria ao cientista a possiblidade de bolsa por mais 5 anos, por exemplo, para ele continuar sua pesquisa. Em outros casos, 5 anos de trabalho não é suficiente, o que pode ser por causa da própria complexidade da pesquisa, ou outros motivos como atraso na importação de material etc. Nesse caso, acho que o estudante deveria ter pelo menos mais 3 anos de tolerância para poder concluir sua pesquisa, caso os relatórios anuais sejam aprovados, e o estudante comprove que não é por sua culpa que a pesquisa está demorando mais que o previsto.

Senti falta no texto uma discussão com relação ao fato de que para os futuros cientistas que ainda não tem um emprego definitivo, a ausência de estabilidade financeira é também um fator que contribui para o estado de humor dessa classe tão específica e especial de seres humanos.

(1) Médico, doutor em Psicobiologia e Divulgador Científico

Sugestão de Leitura

 

Gewin, V. (2012) Under a cloud: Depression is rife among graduate students and postdocs. Universities are working to get them the help they need. Nature 490, 299-301.

  1. Marco
    Enviado em 26 de outubro de 2012 às 22:54 | Permalink

    Boa crônica Sérgio, muito interessante. Permita-me alguns humildes comentários.

    1. Sobre o termo ‘Defesa’: o mesmo é oriundo ainda dos tempos antigos, onde os Doutos na Grécia (filósofos) estavam acima dos demais em matéria do saber. Os que se habilitavam a alcançar esse patamar eram ‘atacados’ pelos Doutos e tinham que defender sua ideia (e consequentemente se defender) das indagações dos filósofos. Tendo êxito passavam a ser considerados Doutos na matéria. Daí o termo DPhil para os que alcançam a titulação máxima no Reino Unido ou PhD nos EUA.

    2. Avaliações periódicas: ótimo tema para discussão. Mesmo programas recentemente implementados adotam o modelo arcaico de avaliação de projeto e depois mais nada até a Tese. Ruim e massacrante para o aluno, definitivamente.

    3. Pós-docs: muitos se perguntam se vale a pena estar nesse ‘limbo’. Nos EUA e na Europa sim, visto que para eles é um emprego, cuja continuidade depende basicamente do êxito do trabalho no laboratório. O objetivo é a ciência de qualidade, per se. E a pressão por prazos, embora exista, por conta de relatórios de grants por exemplo, é mais facilmente administrada se o trabalho estiver sendo acompanhado de perto pelo supervisor ou se o pós-doc é experiente o suficiente para definir os melhores parâmetros para execução e andamento do trabalho.
    Infelizmente no Brasil hoje o pós-doc é apenas um tampão para quem ainda não se posicionou. Posição esta regida por critérios ultrapassados e subjetivos que dependem muitas vezes de fatores que não incluem necessariamente o mérito dos que por ventura não conseguem entrar, mas que acabam sendo definidos como ‘ruins’ para dado grupo ou departamento, independente do que isso signifique.

    A grande indagação após o final do Doutorado é: e agora, o que fazer? Angústia inclusive maior que a defesa da Tese, visto que todos os anos de labuta e esforço passam diante dos olhos dos novos Doutores. Ao nos confrontarmos com o sistema vemos que o mesmo precisa ser modificado em vários níveis. Mas para isto é preciso entrar. E muitas mentes novas e motivadas se perdem no percurso, o que é uma pena.

  2. Paulo
    Enviado em 5 de novembro de 2012 às 20:57 | Permalink

    Sérgio, gostaria de parabenizá-lo pelo texto. Muito bom!!!
    Quero fazer um comentário com a seguinte pergunta: o que se espera de um doutor e o que se cobra de um doutorando???
    Vejo que a maioria dos doutorando, após concluir a tese vão inevitavelmente conseguir emprego em Universidades Brasil afora. Mas penso que a pós-graduação está cada vez mais restringindo os seus alunos de um conhecimento amplo, isto é, a espeficicação!!! No final do doutorado a pessoa é especialista em um determinado assunto, estremamente especifico de sua área, mas não está preparado para atuar como um professor de Universidade. Eles terminam o doutorado sem terem noção de como atuar em cargos administrativos, coordenação de projetos de pesquisa e, em inúmeros casos, desenvolver uma prática docente!!! Sem dúvida esse assunto deve ser debatido amplamente: qual a formação que a pós-graduação está dando aos seus alunos e o que as Universidades esperam desses doutores!!!

  3. Renato
    Enviado em 6 de novembro de 2012 às 13:26 | Permalink

    Texto muito pertinente e mais do que atual (aliás, não sairá de moda tão cedo). Gostei também dos comentários. Obviamente deixarei os meus por aqui.
    1- Há problemas de fundo nisso tudo como os critérios de avaliação que têm priorizado os números de publicações. Esse sistema que associa números e prazos definidos em um ambiente muito competitivo, nem sempre com recursos financeiros suficientes e principalmente engessado na burocracia, só tem um destino: o colapso, não dos números, mas das pessoas. Ao contrário de alguns orientadores que não sentem esta pressão, os alunos não estão preparados para isso. Nisso, a questão colocada dos prazos mais flexíveis poderia e muito minimizar os efeitos do ambiente competitivo, até porque as pessoas têm ritmos diferentes.
    2- Foi mencionada a questão do fazer com prazer. Este é sem dúvida o ponto crucial: não há como ter prazer num ambiente em que o espaço físico é precário, gerando competição hostil pelo próprio espaço e pelos recursos. Aqui cabe um parênteses: no foro íntimo de cada orientador deveria haver um limite de aceite de alunos que equalizasse a questão do espaço físico e de recursos. Infelizmente não é isso que se vê, pois, num sistema que premia pela quantidade, quanto mais alunos teoricamente mais publicações. Eu, particularmente tenho sérias dúvidas com relação a este pensamente linear. Acredito que um aluno(a) motivado (isto é: com espaço e recurso adequado e sem canibalismo com outros colegas) pode produzir mais em um tempo menor.
    3- A qualidade das publicações. Einstein quando publicou a teoria da relatividade especial tinha apenas 5 artigos publicados. Não irei me alongar aqui, mas o fato incontestável é que, além de sua genialidade, ele tinha TEMPO para pensar!!!!!! Hoje o que vemos é que as perguntas (aquilo que há de mais importante num cientista) estão sendo substituídas pelas técnicas. E pra que ???? Resposta simples….porque assim se publica mais do mesmo…parafraseando o nosso querido neurofisiologista Dr. Cesar Timo Iaria quando dizia…”vivemos a reinventar a roda!!!!!!”
    Acho que devemos pensar algumas estratégias de desenvolvimento científico que passam pela melhoria da relação orientador-aluno, das condições de trabalho, dos prazos, etc….para que possamos voltar a ter prazer e somente prazer no fazer ciência, pois, só assim as ideias voltarão a ocupar um lugar de destaque e só assim, com as idéias, que atingiremos as fronteiras do conhecimento, único lugar para as mudanças de paradigma.

  4. Sergio Arthuro
    Enviado em 18 de novembro de 2012 às 23:50 | Permalink

    Olá! Agradeço demais a atenção de vcs, bem como os excelentes comentários que foram postados. Vou tentar responder um a um separado:

    Marco,
    1- Adorei esse ponto! Ultimamente tenho tentado investigar a etimologia das palavras e acho que fica muito mais fácil entender a definição das palavras quando sabemos a história que vai explicar porque foi criada. Pelo que vc falou, a palavra doutor então vem de Doutos é? Tenho pensado em várias etimologias ultimamente, como por exemplo, geometria = geo(terra) + metria(medir) logo a geometria foi criada para medir a terra, só que nas aulas de matemática do colégio não me ensinaram desse jeito! Por falar nisso, vcs sabem a etimologia das palavras matemática e filosofia? Vou deixar aqui o mistério e o convite à investigação..
    2- Acho que como no colégio e na graduação, as avaliações na pós-graduação deveriam ser de seis em seis meses, ou no mínimo de ano em ano
    3- Concordo plenamente com vc!

    Paulo,
    Achei super pertinente sua pergunta. Tenho discutido ultimamente com os colegas aqui do Instituto do Cérebro (http://www.neuro.ufrn.br/incerebro/) sobre o que um estudante de mestrado e doutorado deveria aprender nesse tempo. Será que deve ser só pesquisa? Acho que não. Na minha opinião, eles deveriam ter um treinamento também em ensino e extensão (que incluiria nesse último a parte de administração de recursos etc, bem como de divulgação científica entre outros). Acho também que após esse treinamento geral, os professores deveriam ter a liberdade de escolher como vão dividir suas 40 horas semanais de dedicação exclusiva. Tipo assim: eu por exemplo gosto muito mais de dar aula e fazer divulgação científica, logo quero atribuir 20 horas semanais para cada função. Por outro lado, tem um colega meu que odeia dar aula, mas ama fazer pesquisa, logo eu acho que ele deveria ter a liberdade de dedicar suas 40 exclusivamente para fazer pesquisa, pois assim ele vai fazer bem feito pois está fazendo o que realmente gosta. O que acho bastante comum de acontecer é a síndrome do pato (não nada, nem voa, nem corre direito) com os professores que são obrigados a fazer ensino, pesquisa e extensão mas não fazem nenhum direito. Acho esse tema bastante polêmico e gostaria de ouvir a opinião de vcs pois ainda não formei definitivamente a minha…

    Renato,
    1- Concordo com vc que um sistema que prioriza quantidade em vez de qualidade não faz o menor sentido! Adorei também sua colocação que as pessoas tem ritmos diferentes. Isso me faz pensar que o orientador tem que ter a experiência e sensibilidade para perceber isso. Se ele dá a sorte de pegar um Einstein por exemplo, ele deve dar a liberdade total para o cara e nem vai precisar se preocupar com cobranças etc, até porque o cara é um gênio e vai aprender a fazer tudo sozinho. Infelizmente, essa é a exceção e não a regra. Acho que para a maioria das pessoas, ter um orientador próximo é o melhor caminho. Nesses dias, vi um exemplo de um orientador que fazia pelo menos uma reunião com todos seus estudantes por semana para discutir artigos de outros grupos (ou resultados do próprio laboratório) e no final da reunião pediu para que cada estudante falasse rapidamente o que fez nessa semana, suas conquistas (pontos positivos) e dificuldades (pontos negativos). Achei sensacional a ideia e quase choro de emoção na hora!

    2- Concordo com vc também. Não faz muito tempo que ouvi falar uma história que a Capes iria limitar o número de estudantes por orientador (8 eu acho). Para mim é uma boa ideia, mas acho que tem orientador que não consegue ter mais de 3 estudantes, e tem orientador (inclusive conheço um) que tem uns 12 estudantes e consegue fazer o trabalho direito. Talvez uma alternativa fosse fazer com que o número de orientandos permitidos fosse aumentando aos poucos, até os próprios orientandos dizerem que chegou no limite pq o orientador não está conseguindo atender todos os estudantes – q vcs acham hein?

    3- nunca tinha pensado sobre isso que vc falou = “Hoje o que vemos é que as perguntas (aquilo que há de mais importante num cientista) estão sendo substituídas pelas técnicas. E pra que ???? Resposta simples….porque assim se publica mais do mesmo…” mas concordo plenamente!!

    gostei demais tb da sua ultima frase = “Acho que devemos pensar algumas estratégias de desenvolvimento científico que passam pela melhoria da relação orientador-aluno, das condições de trabalho, dos prazos, etc….para que possamos voltar a ter prazer e somente prazer no fazer ciência, pois, só assim as ideias voltarão a ocupar um lugar de destaque e só assim, com as idéias, que atingiremos as fronteiras do conhecimento, único lugar para as mudanças de paradigma.”

    Gostaria de agradecer novamente os ótimos comentários postados! Aproveito e peço também uma ajuda de vcs para espalhar ainda mais essas ideias, para que possamos corrigir as falhas do sistema atual de pós-graduação, pois nós todos (cientistas e sociedade em geral) temos a ganhar com isso… Grande abraço, Sergio.

  5. Ricardo Alexino
    Enviado em 19 de novembro de 2012 às 18:39 | Permalink

    Sérgio, muito bom o seu artigo. Ele leva a refletir sobre o processo da pós-graduação no Brasil, que está cada vez mais se distanciando do objetivo primeiro de se construir conhecimento para se tornar algo muitas vezes burocrático. Penso que a Capes deveria repensar o seu papel de diretriz da pós-graduação e abandonar o papel de julgadora e pressionadora dos programas. As universidades deveriam buscar as suas identidades acadêmicas. A pós-graduação no Brasil está se tornando quantitativa. Muitas pesquisas se escondem hoje nas estantes das bibliotecas ou nos sites e não servem para muita coisa. Parabéns pelo seu artigo, que capta bem o problema. Ricardo Alexino Ferreira.

  6. Irah Alves
    Enviado em 22 de novembro de 2012 às 18:26 | Permalink

    Sou estudante de Direito e também trabalho como serventuária do Tribunal de Justiça do Estado onde moro. Ao ler o texto percebi que tenho todos os sintomas citados. Sou muito ansiosa e apreensiva e estou tendo muita dificuldade com as mudanças que ocorreram na minha vida. Tive que mudar de emprego e de cidade por causa da faculdade e aqui tenho muito trabalho o que dificulta conciliar com a faculdade. Direito sempre foi o meu sonho, mas sinto-me desmotivada, triste. Sempre fui boa discente, mas agora desconfio até da minha capacidade. Já procurei um psiquiatra e ele afirmou que estou com depressão, o que não consigo acreditar, pois nunca tive problemas antes e já fiz graduação e pós em outra área. Tomei os remédios receitados que me fizeram ficar pior a ponto de ter que parar de tomar. Fiz terapia com o psicólogo e acabei largando porque não obtive resultado. Por favor, o que faço? Não publiquem meu comentário. Agradeço imensamente a atenção.

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Presente divino :)


O melhor presente de aniversário que ganhei até hoje – e provavelmente o melhor da vida inteira, a menos que também eu tenha filhos no dia 13 de janeiro 😉 – é sem dúvida alguma o que ganhei hoje: minha sobrinha nasceu! 😀

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“Não se esqueça dos óculos/Use e abuse dos óculos”


Quem usa óculos e gosta de maquiagem normalmente passa por um dilema: até que ponto dá para investir em uma produção elaborada sem ter que recorrer às lentes de contato?

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A primeira sugestão é um look com delineador gatinho bem marcado e batom rosado

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Note como o canto interno dos olhos foi iluminado com uma sombra cintilante, porém sem partículas de brilho evidentes. A textura do brilho pode ser uma inimiga de quem usa óculos

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O traço do delineador fininho é uma opção para o dia a dia e faz um bom contraponto com a armação pesada dos óculos de acetato.

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A sombra caramelo aplicada na pálpebra móvel dá profundidade ao olhar e prepara a pele para o traço do delineador. Não tenha medo de abusar da máscara para cílios, que faz com que os olhos pareçam mais abertos – se preferir, opte por um produto à prova d’água para não correr o risco de borrar as lentes no decorrer do dia.

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Se seus óculos possuem armação colorida, o segredo, diz Rosman, é não cair na tentação de usar uma sombra no mesmo tom – o resultado pode ficar exagerado. Opte por uma produção com tons neutros ou mesmo na simples e certeira combinação de máscara para cílios e batom rosa pálido. O segredo aqui está na preparação da pele – camuflar as olheiras e iluminar o alto das maçãs do rosto faz com que o visual pareça sempre descansado.

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Uma dica de Rosman Braz para quem usa óculos é passar um lápis bege na linha d’água. O produto faz com que os olhos pareçam mais abertos, mesmo por trás das lentes dos óculos

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e você gosta de uma maquiagem mais marcante, que tal apostar em um esfumado em tons terrosos e levemente cintilantes combinados com um batom fúcsia de acabamento cremoso? A dica de Rosman Braz para esse visual é esfumar bem as sombras, para que a transição entre os tons fique mais sutil.

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Quando escolher uma maquiagem esfumada, não esqueça de usar uma sombra clara para iluminar a região abaixo o arco das sobrancelhas. Esse truque faz com que o olhar fique mais aberto e se destaque mesmo por trás da armação dos óculos

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O batom vermelho alaranjado é um bom complemento para a clássica armação tartaruga. Nos olhos, o maquiador Rosman Braz optou por um esfumado com sombra dourada e lápis marrom

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A sombra dourada acetinada dá luminosidade ao olhar e é o par perfeito para combinar com o batom vermelho alaranjado

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Ao escolher uma maquiagem para a noite, a sugestão do maquiador Rosman Braz é substituir o clássico preto por marrom, o que deixa o visual mais sutil, o que é importante para quem usa óculos. Nesta maquiagem, o expert apostou em um esfumado sofisticado complementado por um traço de lápis marrom metalizado no lugar do delineador e também na linha d’água.

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Note como o traço do lápis marrom metalizado dá um toque extra de glamour à produção, sem deixar o visual pesado e que fica sofisticado combinado com o batom vermelho intenso

Beleza: Rosman Braz, do salão 1838, em São Paulo | Modelos: Aline Schneider e Kelly Gomes (Way) | Fotos: Ana Lima (Estúdio Santa Luz)

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Retrato falado


A Polícia Civil divulgou na tarde desta quinta-feira (10) o retrato falado do suspeito de ter baleado uma mulher grávida durante um assalto na zona sul de São Paulo. Segundo o depoimento de testemunhas à polícia, o suspeito é pardo, tem idade entre 16 e 19 anos, é magro e tem cerca de 1,75 m de altura. Divulgue o retrato desse criminoso você também!!!

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Daniela Nogueira de Oliveira, 25, teve morte cerebral por volta das 15h desta de hoje. A família dela decidiu doar os órgãos da vítima. A Secretaria da Saúde da Prefeitura de São Paulo afirmou que uma equipe médica avaliará quais poderão ser doados.

A pedido da família da vítima, não foi informado se os aparelhos que a ajudavam a respirar já foram desligados.

A vítima estava internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Municipal de Campo Limpo. Ela foi atingida por um tiro no rosto e a bala ficou alojada no cérebro. A família decidiu doar os órgãos da jovem.

O bebê Gabriela –uma menina– recebeu alta da UTI neonatal do mesmo hospital na manhã de hoje e passa bem. Ela nasceu de cesariana após a mãe ser baleada.

‘Tiro foi por pura maldade’, diz delegado sobre assalto à grávida em SP

A polícia localizou testemunha que diz ter visto quando uma motocicleta amarela, piloto e garupa a bordo, aproximou-se da gestante, barriga proeminente. Os dois anunciaram o assalto e tentaram levar a bolsa de Daniela, que a segurou junto ao corpo. A testemunha disse que foi o piloto o autor do único disparo, direto na cabeça.

Caída no chão, ainda segurando a bolsa (os assaltantes acabaram fugindo sem levar nada), Daniela era atendida pelos homens do resgate do Corpo de Bombeiros, quando o marido, Josemar, que estava em casa, olhou pela janela e viu-a. Ao irmão, Gilsemar Araújo de Oliveira, o marido contou que achou que Daniela estava dando à luz na rua, e desesperou-se. Foi pior.

A gestante deu entrada no hospital do Campo Limpo, às 21h04 de terça. Foi avaliada como um caso que os médicos classificam como Glasgow 3 –estava em coma, com um ferimento gravíssimo na cabeça, sem nenhum contato, sem qualquer reação ou possibilidade de responder a estímulos mecânicos, visuais ou verbais.

O risco era de morte iminente tanto da paciente quanto do bebê que ela carregava.

Socorristas, ginecologista-obstetra e neurocirurgião do hospital reuniram-se para avaliar o quadro. Às 21h10, seis minutos depois da entrada da jovem no hospital, iniciava-se a cesárea de emergência, para fazer o salvamento da criança.

Nascida com 2,52 quilos, estatura de 42 centímetros, Gabriela sofreu uma falta de oxigênio momentânea, mas na manhã de ontem já se encontrava estável. Deve ter alta da UTI neonatal ainda hoje, quando irá para o berçário e de lá para casa.

“O tiro foi por pura maldade. Uma mulher no finalzinho da gravidez não oferecia aos bandidos nenhuma ameaça real”, disse Jaime Pimentel Júnior, delegado plantonista do 37º Distrito Policial, no Campo Limpo.

Carros e homens da PM em número não revelado ocuparam durante todo o dia de ontem a vizinhança do prédio onde ocorreu o crime, em busca de informações sobre os culpados.

O porteiro de um condomínio próximo ao local onde o crime ocorreu, que pediu anonimato, disse ontem que as câmeras do residencial registraram parte da ação dos bandidos.

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