Depressão na Pós-Graduação e Pós-doutorado


Por JohnAraujo | 25 de outubro de 2012

O que fazer com os estudantes e cientistas que não conseguem estudar e pesquisar?

Sergio Arthuro (1)

A imagem de nós cientistas no senso comum, como estereotipada por Einstein, é que somos meio loucos. De fato, como revelado recentemente pela revista Nature, parece que realmente não temos uma boa saúde mental, dada a alta ocorrência de depressão entre pós-graduandos e pós-doutorandos.

Os pós-graduandos são os estudantes de mestrado e de doutorado, enquanto os pós-doutorandos são os recém doutores em aperfeiçoamento, que ainda não conseguiram um emprego estável. Os pós-doutorandos são comuns há muito tempo nos laboratórios da Europa e dos Estados Unidos, já no Brasil este é um fenômeno recente.

Segundo o texto, boa parte dos estudantes de pós-graduação que desenvolvem depressão foram ótimos estudantes na graduação. Lauren, doutoranda em química na Universidade do Reino Unido, começou com dificuldade em focar nas atividades acadêmicas, evoluiu com medo de apresentar a própria pesquisa, e terminou sem nem mesmo conseguir sair da cama. Felizmente, Lauren buscou ajuda e agora está terminando o seu doutorado, tendo seu caso relatado no site de ajuda Students Against Depression, cujo objetivo é “desenvolver a consciência de que a depressão não é uma falha pessoal ou uma fraqueza, mas sim uma condição séria que requer tratamento”, segundo a psicóloga Denise Meyer, que ajudou no desenvolvimento do site.

Para os cientistas em início de carreira, a competição no meio acadêmico pode levar a isolamento, ansiedade e insônia, que podem gerar depressão. Esta pode ser acentuada se o estudante de pós-graduação tiver problemas extracurriculares e/ou com seu orientador. Já que a depressão altera significativamente a capacidade de fazer julgamento racional, o deprimido perde a capacidade de se reconhecer como tal. Aqui, na minha opinião, o orientador tem um papel fundamental, mas que na prática não tenho observado muito: não se preocupar apenas com os resultados dos experimentos, mas também com a pessoa do estudante.

De acordo com o texto, os principais sinais de depressão são: a) inabilidade de assistir as aulas e/ou fazer pesquisa, b) dificuldade de concentração, c) diminuição da motivação, d) aumento da irritabilidade, e) mudança no apetite, f) dificuldades de interação social, g) problemas no sono, como dificuldade para dormir, insônia ou sono não restaurativo (a pessoa dorme muito mas acorda cansada e tem sono durante o dia).

Segundo o texto, a maioria das universidades não tem um serviço que possa ajudar os estudantes de pós-graduação. Não obstante, formas alternativas se mostraram relativamente eficazes. Por exemplo, mestrandos e doutorandos poderiam procurar ajuda em serviços oferecidos a alunos de graduação; já os pós-doutorandos poderiam tentar ajuda em serviços oferecidos a professores, sugerem os autores do texto. A maioria dos tratamentos requer apenas uma sessão em que são discutidas as dificuldades dos estudantes, além de sugestões de como manejar melhor a depressão. Uma das principais preocupações é com relação à confidencialidade, que deve ser quebrada apenas se o profissional sentir que o paciente tem chance iminente de ferir a si ou a outrem. Segundo Sharon Milgram, diretora do setor de treinamento e educação do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, “buscar ajuda é um sinal de força, e não de fraqueza”.

Devo admitir que o texto chamou minha atenção por me identificar com o tema, tanto na minha própria experiência, quanto na de vários colegas de pós-graduação que também enfrentaram problemas semelhantes. Acho que o sistema atual de pós-graduação tem falhas que podem aumentar os casos de depressão, como as descritas a seguir:

1- O próprio nome “Defesa” no caso do doutorado

Tem coisa mais agressiva que isso? Defesa pressupõe ataque, é isso mesmo que queremos? Algumas pessoas vão dizer que os ataques são às ideias e não às pessoas. Acho que isso acontece apenas no mundo ideal, porque na prática o limite entre as ideias e as pessoas que tiveram as ideias é muito tênue. Mas pior é nos países de língua espanhola, pois lá a banca é chamada de “tribunal”.

2- Avaliações pouco frequentes

Em vários casos, principalmente no começo do projeto, as avaliações são pouco frequentes, o que faz com que o desespero fique todo para o final. No meu caso, os últimos meses antes da “Defesa” foram os piores da minha vida, pois tive bastante insônia, vontade de desistir de tudo etc. Pior também foi ouvir das pessoas que poderiam me ajudar que aquilo era “normal” e que “fazia parte do processo”… Isso não aconteceu apenas comigo, mas com vários colegas de pós-graduação. Acho que para fazer ciência bem feita, como todo trabalho, tem que ser prazeroso, e acredito que avaliações mais frequentes podem evitar o estresse ao final do trabalho.

3 – Prazos pouco flexíveis

Cada vez mais me é claro que a ciência não é linear, e previsões geralmente são equivocadas. Dessa forma, acredito que não deveria haver nem mestrado nem doutorado com prazo fixo. O pós-graduando deveria ter bolsa por 5 anos para desenvolver sua pesquisa, e a cada ano elaboraria um relatório sobre suas atividades e resultados. Uma comissão deveria julgar esse relatório para ver se o estudante merece continuar. Como cada caso é um caso, em alguns casos, dois anos já seriam suficiente para ter um resultado que possa ser publicado num jornal científico de reputação. Isso daria ao cientista a possiblidade de bolsa por mais 5 anos, por exemplo, para ele continuar sua pesquisa. Em outros casos, 5 anos de trabalho não é suficiente, o que pode ser por causa da própria complexidade da pesquisa, ou outros motivos como atraso na importação de material etc. Nesse caso, acho que o estudante deveria ter pelo menos mais 3 anos de tolerância para poder concluir sua pesquisa, caso os relatórios anuais sejam aprovados, e o estudante comprove que não é por sua culpa que a pesquisa está demorando mais que o previsto.

Senti falta no texto uma discussão com relação ao fato de que para os futuros cientistas que ainda não tem um emprego definitivo, a ausência de estabilidade financeira é também um fator que contribui para o estado de humor dessa classe tão específica e especial de seres humanos.

(1) Médico, doutor em Psicobiologia e Divulgador Científico

Sugestão de Leitura

 

Gewin, V. (2012) Under a cloud: Depression is rife among graduate students and postdocs. Universities are working to get them the help they need. Nature 490, 299-301.

  1. Marco
    Enviado em 26 de outubro de 2012 às 22:54 | Permalink

    Boa crônica Sérgio, muito interessante. Permita-me alguns humildes comentários.

    1. Sobre o termo ‘Defesa’: o mesmo é oriundo ainda dos tempos antigos, onde os Doutos na Grécia (filósofos) estavam acima dos demais em matéria do saber. Os que se habilitavam a alcançar esse patamar eram ‘atacados’ pelos Doutos e tinham que defender sua ideia (e consequentemente se defender) das indagações dos filósofos. Tendo êxito passavam a ser considerados Doutos na matéria. Daí o termo DPhil para os que alcançam a titulação máxima no Reino Unido ou PhD nos EUA.

    2. Avaliações periódicas: ótimo tema para discussão. Mesmo programas recentemente implementados adotam o modelo arcaico de avaliação de projeto e depois mais nada até a Tese. Ruim e massacrante para o aluno, definitivamente.

    3. Pós-docs: muitos se perguntam se vale a pena estar nesse ‘limbo’. Nos EUA e na Europa sim, visto que para eles é um emprego, cuja continuidade depende basicamente do êxito do trabalho no laboratório. O objetivo é a ciência de qualidade, per se. E a pressão por prazos, embora exista, por conta de relatórios de grants por exemplo, é mais facilmente administrada se o trabalho estiver sendo acompanhado de perto pelo supervisor ou se o pós-doc é experiente o suficiente para definir os melhores parâmetros para execução e andamento do trabalho.
    Infelizmente no Brasil hoje o pós-doc é apenas um tampão para quem ainda não se posicionou. Posição esta regida por critérios ultrapassados e subjetivos que dependem muitas vezes de fatores que não incluem necessariamente o mérito dos que por ventura não conseguem entrar, mas que acabam sendo definidos como ‘ruins’ para dado grupo ou departamento, independente do que isso signifique.

    A grande indagação após o final do Doutorado é: e agora, o que fazer? Angústia inclusive maior que a defesa da Tese, visto que todos os anos de labuta e esforço passam diante dos olhos dos novos Doutores. Ao nos confrontarmos com o sistema vemos que o mesmo precisa ser modificado em vários níveis. Mas para isto é preciso entrar. E muitas mentes novas e motivadas se perdem no percurso, o que é uma pena.

  2. Paulo
    Enviado em 5 de novembro de 2012 às 20:57 | Permalink

    Sérgio, gostaria de parabenizá-lo pelo texto. Muito bom!!!
    Quero fazer um comentário com a seguinte pergunta: o que se espera de um doutor e o que se cobra de um doutorando???
    Vejo que a maioria dos doutorando, após concluir a tese vão inevitavelmente conseguir emprego em Universidades Brasil afora. Mas penso que a pós-graduação está cada vez mais restringindo os seus alunos de um conhecimento amplo, isto é, a espeficicação!!! No final do doutorado a pessoa é especialista em um determinado assunto, estremamente especifico de sua área, mas não está preparado para atuar como um professor de Universidade. Eles terminam o doutorado sem terem noção de como atuar em cargos administrativos, coordenação de projetos de pesquisa e, em inúmeros casos, desenvolver uma prática docente!!! Sem dúvida esse assunto deve ser debatido amplamente: qual a formação que a pós-graduação está dando aos seus alunos e o que as Universidades esperam desses doutores!!!

  3. Renato
    Enviado em 6 de novembro de 2012 às 13:26 | Permalink

    Texto muito pertinente e mais do que atual (aliás, não sairá de moda tão cedo). Gostei também dos comentários. Obviamente deixarei os meus por aqui.
    1- Há problemas de fundo nisso tudo como os critérios de avaliação que têm priorizado os números de publicações. Esse sistema que associa números e prazos definidos em um ambiente muito competitivo, nem sempre com recursos financeiros suficientes e principalmente engessado na burocracia, só tem um destino: o colapso, não dos números, mas das pessoas. Ao contrário de alguns orientadores que não sentem esta pressão, os alunos não estão preparados para isso. Nisso, a questão colocada dos prazos mais flexíveis poderia e muito minimizar os efeitos do ambiente competitivo, até porque as pessoas têm ritmos diferentes.
    2- Foi mencionada a questão do fazer com prazer. Este é sem dúvida o ponto crucial: não há como ter prazer num ambiente em que o espaço físico é precário, gerando competição hostil pelo próprio espaço e pelos recursos. Aqui cabe um parênteses: no foro íntimo de cada orientador deveria haver um limite de aceite de alunos que equalizasse a questão do espaço físico e de recursos. Infelizmente não é isso que se vê, pois, num sistema que premia pela quantidade, quanto mais alunos teoricamente mais publicações. Eu, particularmente tenho sérias dúvidas com relação a este pensamente linear. Acredito que um aluno(a) motivado (isto é: com espaço e recurso adequado e sem canibalismo com outros colegas) pode produzir mais em um tempo menor.
    3- A qualidade das publicações. Einstein quando publicou a teoria da relatividade especial tinha apenas 5 artigos publicados. Não irei me alongar aqui, mas o fato incontestável é que, além de sua genialidade, ele tinha TEMPO para pensar!!!!!! Hoje o que vemos é que as perguntas (aquilo que há de mais importante num cientista) estão sendo substituídas pelas técnicas. E pra que ???? Resposta simples….porque assim se publica mais do mesmo…parafraseando o nosso querido neurofisiologista Dr. Cesar Timo Iaria quando dizia…”vivemos a reinventar a roda!!!!!!”
    Acho que devemos pensar algumas estratégias de desenvolvimento científico que passam pela melhoria da relação orientador-aluno, das condições de trabalho, dos prazos, etc….para que possamos voltar a ter prazer e somente prazer no fazer ciência, pois, só assim as ideias voltarão a ocupar um lugar de destaque e só assim, com as idéias, que atingiremos as fronteiras do conhecimento, único lugar para as mudanças de paradigma.

  4. Sergio Arthuro
    Enviado em 18 de novembro de 2012 às 23:50 | Permalink

    Olá! Agradeço demais a atenção de vcs, bem como os excelentes comentários que foram postados. Vou tentar responder um a um separado:

    Marco,
    1- Adorei esse ponto! Ultimamente tenho tentado investigar a etimologia das palavras e acho que fica muito mais fácil entender a definição das palavras quando sabemos a história que vai explicar porque foi criada. Pelo que vc falou, a palavra doutor então vem de Doutos é? Tenho pensado em várias etimologias ultimamente, como por exemplo, geometria = geo(terra) + metria(medir) logo a geometria foi criada para medir a terra, só que nas aulas de matemática do colégio não me ensinaram desse jeito! Por falar nisso, vcs sabem a etimologia das palavras matemática e filosofia? Vou deixar aqui o mistério e o convite à investigação..
    2- Acho que como no colégio e na graduação, as avaliações na pós-graduação deveriam ser de seis em seis meses, ou no mínimo de ano em ano
    3- Concordo plenamente com vc!

    Paulo,
    Achei super pertinente sua pergunta. Tenho discutido ultimamente com os colegas aqui do Instituto do Cérebro (http://www.neuro.ufrn.br/incerebro/) sobre o que um estudante de mestrado e doutorado deveria aprender nesse tempo. Será que deve ser só pesquisa? Acho que não. Na minha opinião, eles deveriam ter um treinamento também em ensino e extensão (que incluiria nesse último a parte de administração de recursos etc, bem como de divulgação científica entre outros). Acho também que após esse treinamento geral, os professores deveriam ter a liberdade de escolher como vão dividir suas 40 horas semanais de dedicação exclusiva. Tipo assim: eu por exemplo gosto muito mais de dar aula e fazer divulgação científica, logo quero atribuir 20 horas semanais para cada função. Por outro lado, tem um colega meu que odeia dar aula, mas ama fazer pesquisa, logo eu acho que ele deveria ter a liberdade de dedicar suas 40 exclusivamente para fazer pesquisa, pois assim ele vai fazer bem feito pois está fazendo o que realmente gosta. O que acho bastante comum de acontecer é a síndrome do pato (não nada, nem voa, nem corre direito) com os professores que são obrigados a fazer ensino, pesquisa e extensão mas não fazem nenhum direito. Acho esse tema bastante polêmico e gostaria de ouvir a opinião de vcs pois ainda não formei definitivamente a minha…

    Renato,
    1- Concordo com vc que um sistema que prioriza quantidade em vez de qualidade não faz o menor sentido! Adorei também sua colocação que as pessoas tem ritmos diferentes. Isso me faz pensar que o orientador tem que ter a experiência e sensibilidade para perceber isso. Se ele dá a sorte de pegar um Einstein por exemplo, ele deve dar a liberdade total para o cara e nem vai precisar se preocupar com cobranças etc, até porque o cara é um gênio e vai aprender a fazer tudo sozinho. Infelizmente, essa é a exceção e não a regra. Acho que para a maioria das pessoas, ter um orientador próximo é o melhor caminho. Nesses dias, vi um exemplo de um orientador que fazia pelo menos uma reunião com todos seus estudantes por semana para discutir artigos de outros grupos (ou resultados do próprio laboratório) e no final da reunião pediu para que cada estudante falasse rapidamente o que fez nessa semana, suas conquistas (pontos positivos) e dificuldades (pontos negativos). Achei sensacional a ideia e quase choro de emoção na hora!

    2- Concordo com vc também. Não faz muito tempo que ouvi falar uma história que a Capes iria limitar o número de estudantes por orientador (8 eu acho). Para mim é uma boa ideia, mas acho que tem orientador que não consegue ter mais de 3 estudantes, e tem orientador (inclusive conheço um) que tem uns 12 estudantes e consegue fazer o trabalho direito. Talvez uma alternativa fosse fazer com que o número de orientandos permitidos fosse aumentando aos poucos, até os próprios orientandos dizerem que chegou no limite pq o orientador não está conseguindo atender todos os estudantes – q vcs acham hein?

    3- nunca tinha pensado sobre isso que vc falou = “Hoje o que vemos é que as perguntas (aquilo que há de mais importante num cientista) estão sendo substituídas pelas técnicas. E pra que ???? Resposta simples….porque assim se publica mais do mesmo…” mas concordo plenamente!!

    gostei demais tb da sua ultima frase = “Acho que devemos pensar algumas estratégias de desenvolvimento científico que passam pela melhoria da relação orientador-aluno, das condições de trabalho, dos prazos, etc….para que possamos voltar a ter prazer e somente prazer no fazer ciência, pois, só assim as ideias voltarão a ocupar um lugar de destaque e só assim, com as idéias, que atingiremos as fronteiras do conhecimento, único lugar para as mudanças de paradigma.”

    Gostaria de agradecer novamente os ótimos comentários postados! Aproveito e peço também uma ajuda de vcs para espalhar ainda mais essas ideias, para que possamos corrigir as falhas do sistema atual de pós-graduação, pois nós todos (cientistas e sociedade em geral) temos a ganhar com isso… Grande abraço, Sergio.

  5. Ricardo Alexino
    Enviado em 19 de novembro de 2012 às 18:39 | Permalink

    Sérgio, muito bom o seu artigo. Ele leva a refletir sobre o processo da pós-graduação no Brasil, que está cada vez mais se distanciando do objetivo primeiro de se construir conhecimento para se tornar algo muitas vezes burocrático. Penso que a Capes deveria repensar o seu papel de diretriz da pós-graduação e abandonar o papel de julgadora e pressionadora dos programas. As universidades deveriam buscar as suas identidades acadêmicas. A pós-graduação no Brasil está se tornando quantitativa. Muitas pesquisas se escondem hoje nas estantes das bibliotecas ou nos sites e não servem para muita coisa. Parabéns pelo seu artigo, que capta bem o problema. Ricardo Alexino Ferreira.

  6. Irah Alves
    Enviado em 22 de novembro de 2012 às 18:26 | Permalink

    Sou estudante de Direito e também trabalho como serventuária do Tribunal de Justiça do Estado onde moro. Ao ler o texto percebi que tenho todos os sintomas citados. Sou muito ansiosa e apreensiva e estou tendo muita dificuldade com as mudanças que ocorreram na minha vida. Tive que mudar de emprego e de cidade por causa da faculdade e aqui tenho muito trabalho o que dificulta conciliar com a faculdade. Direito sempre foi o meu sonho, mas sinto-me desmotivada, triste. Sempre fui boa discente, mas agora desconfio até da minha capacidade. Já procurei um psiquiatra e ele afirmou que estou com depressão, o que não consigo acreditar, pois nunca tive problemas antes e já fiz graduação e pós em outra área. Tomei os remédios receitados que me fizeram ficar pior a ponto de ter que parar de tomar. Fiz terapia com o psicólogo e acabei largando porque não obtive resultado. Por favor, o que faço? Não publiquem meu comentário. Agradeço imensamente a atenção.

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