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Eterna discussão sobre Letras e universidade em geral


(Não vou nomear quem escreveu o quê para preservar as identidades, pois não perguntei se poderia reproduzir a discussão aqui – originalmente publicada num grupo no Facebook, por isso não vi problema em reproduzi-la aqui – sem alterar quaisquer erros gramaticais, ortográficos ou de pontuação):

Eu e minha amiga fizemos o 3o. colegial juntas e prestamos letras ao mesmo tempo. Ela entrou na Unesp e eu na Usp. Não nos falamos mais e ela me chamou esses dias dizendo estar insatisfeita com a facul.
O caso é: não sentimos vontade de ir as aulas. Para mim, a maioria é
Muito desestimulante e teórica. Trabalhos e leituras densas.
Eu trabalho desde o 1 ano da faculdade (estou no terceiro) e nunca usei NADA aprendido em sala. Tenho que estudar antes de dar
Uma aula de pretérito perfeito.
Alguém mais se sente assim?? Estou problematizando demais??
Obrigada!!!

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eu to bem desestimulada da letras, viu. não só pelo que você falou, mas também pela dificuldade em se formar no tempo ideal, dificuldade em conseguir as matérias que queremos. eu fiz matrícula pra seis, fui chutada de três. to trancando minha matrícula pra fazer um tempo de cursinho. estou bem decepcionada.

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Exatamente!!!! Sem falar no tempo mesmo….

Preciso do diploma para trabalhar e poder ganhar melhor mas em 5 ou 6 anos atrapalhar demais!!!

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Moça, quantos anos você tem? Vou me formar esse ano (em 5 anos, entrei em 2012) e faço 28 anos em outubro. Não sei qual o tamanho da sua pressa, mas não precisa de tanto. Dependendo de onde você quer trabalhar você já pode receber um salário legal por ser estudante da USP. O diploma em si não significa nada se não tiver habilidades pessoais e profissionais pro cargo.

Mesmo com todos os altos e baixos, nunca me arrependi de ter escolhido a USP. A gente tem liberdade pra montar a própria grade e tem contato com pessoas incríveis, tanto do português como de outras habilitações.

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muita gente não entende isso, mas eu preciso me formar no tempo certo, porque preciso trabalhar. não dá pra ficar encarando greve de dois em dois anos, por exemplo. não dá pra ficar pegando três matérias por semestre (semestre passado também só consegui três).

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Gente, acho que vocês escolheram a universidade errada. Na rede privada você termina sua faculdade rapidinho, sem muitos problemas. Pra vocês, que não gostaram da USP e da Unesp, não vai ter diferença nenhuma fazer na pública ou na privada. Vai ser a mesma m… A diferença é que lá é pá e pum pra pegar o diploma e entrar pro mercado, que é o que vocês buscam 😉 . E pra quem não pode pagar, o Sisu taí pra isso.

Agora, que tá um absurdo essa história de a gente não conseguir matricular nas disciplinas que precisamos ou queremos fazer, ah, você tem toda razão…

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Sei do que vc está falando. Sou formado em Letras pela USP. Parece que a maior parte das matérias que estudei lá eram relevantes apenas para a faculdade. Apesar disso, tenho uma ótima base cultural e me orgulho disso.

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Acho sacanagem querer mandar a pessoa pra rede privada pq ela sente a necessidade de ter seu diploma e conseguir melhorar um pouco de vida. Pera la né…
A gente pode muito bem discutir quais os objetivos da universidade sem ficar com subtexto de egoísmo e mercado de trabalho.

Sou funcionario público desde 2009. Vejo no meu diploma uma das unicas formas de melhorar de emprego e ter um salário menos indecente trabalhando na educação pública.
Eu tbm to desestimulado. Entrei ano passado trampando 8hrs/dia e tendo q estudar igual uma pessoa q não faz outra coisa. Além de professores praticamente assumirem q todos vão seguir carreira acadêmica.
Nem sei o que vou fazer daqui pra frente… esse primeiro semestre me bagunçou demais, dependendo de como rolar o segundo, nem volto ano que vem.

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Entendo seu rolê. Não desiste não. Passei por muitos altos e baixos por ter de trabalhar e levar a faculdade junto. Eu sei que muita gente não faz ideia dessa realidade e isso é bem frustrante, ser cobrado por não ter o que acreditam ser um perfil acadêmico etc. Eu nunca achei nem que fosse fazer mestrado e outras coisas depois. Mas eu fiz, porque gosto de estudar. Fiz sem bolsa mesmo, trabalhando e até hoje sempre me deparo com os dilemas acadêmicos da produção. Não tem artigo, não foi no congresso, não fez isso e aquilo. Paciência, tudo que eu aprendi trabalhando também não pode ser invalidado e pode ter certeza que tem muita gente que nunca precisou disso que não manja nada da vida prática. Acontece e não é exceção. O que vale mesmo é o teu interesse nisso, como vai lidando com as coisas e tudo mais.

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Sim, está criando muitos problemas. No mínimo, ao final do curso você terá lido mais do que na maioria dos outros cursos de qualquer faculdade, o que te dará um bom acervo mental para escrever melhor (além da prática de redação, pela grande quantidade de trabalhos entregues). Se você quer um diploma para entrar no mercado de trabalho, quer comprar esse conto do vigário que ilude tantos brasileiros, melhor seguir o conselho do colega é ir para uma faculdade privada qualquer. Se você quer uma formação de verdade, que pode te propiciar um emprego melhor (por você ser mais bem qualificada), reúna suas forças e termina letras na USP, nem que seja apenas o bacharelado em uma única habilitação. (Conselho de alguém de 37 anos, sem diploma, que teve vários bons empregos porque teve sempre boa redação e fluência em um idioma estrangeiro.)

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A Usp é voltada pra pesquisa e carreira acadêmica. Sempre me questiono se o bacharelado + a licenciatura com tanto crédito e estágio realmente me preparariam pra dar aulas em escola e me conformei que vou ter que estudar orações subordinadas e parnasianismo antes das aulas. Mas sinceramente hoje isso não me incomoda mais porque entendo a grade e o formado mais restrito das disciplinas, hoje eu tenho uma capacidade de reflexão e crítica bem maior. E coisas como teorias literárias, análise de discurso, fonética que parecem ser extremamente específicas e inúteis mas que me ajudam na leitura e escrita de textos, na construção e pronúncia de textos em outro idioma, coisas que a Wikipedia e a apostila da escola não vão te esclarecer. Sem contar toda a movimentação política dentro de uma universidade pública que queira ou não, concorde ou não, é importante pra sua formação como professora e como cidadã política. Talvez seja bom você pesquisar optativas que te interessem mais, inclusive na Educação. O Paulo Segundo costuma reservar uma parte do curso voltada pra sala de aula e isso é ótimo, acho que é o que mais faz falta na Letras. Em todo caso, estar insatisfeito com a faculdade e a carreira é absolutamente normal e mesmo que você mude de rumo as chances de isso acontecer novamente são grandes. Tente aproveitar ao máximo antes de se entregar.

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Trabalhei durante a minha graduação inteira (em Letras, formei em 2012), fiz o mestrado trabalhando e faço o doutorado trabalhando também. E quando eu falo trabalhando é rotina hard mesmo, porque as contas precisam ser pagas. Bom, eu não uso tudo o que eu aprendi nas sei lá quantas disciplinas que eu fiz. Mas eu gostei de estudar quase tudo que estudei e considero cada uma dessas coisas fundamental. Acho muito complicada a visão de alguns professores que não entendem a realidade e a necessidade das pessoas que precisam trabalhar pra se manter no curso, etc. Isso desanima mesmo e é frustrante. Agora assim, se você entrou na Letras apenas buscando ter um diploma ou se instrumentalizar super para ter uma carreira e tals, vale a pena refletir se está fazendo isso no lugar certo. Eu não sei com o que você trabalha, mas aprender, na minha opinião, nunca é demais. De repente se você acredita numa formação mais “direto e reto” vale repensar se é esse curso mesmo que quer fazer, ou nessa faculdade, nos moldes em que é apresentado. Pra mim o maior ensinamento da Letras foi me fazer aprender a refletir, a criticar, a ter posicionamento. E na minha visão de mundo isso é fundamental em qualquer coisa que eu vá fazer dentro e fora da Academia.

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O curso de letras na USP me ajudou a ter uma visão mais crítica e aumentou minha bagagem cultural, mas é verdade que faz falta ter umas aulas mais práticas. Meu conselho: compre boas gramáticas e estude em casa e nem pense em desistir da USP. Dou aula em um cursinho que só contrata aluno cujo diploma tenha as três letrinhas. Seja pela densidade do curso, seja pelo prestígio no mercado de trabalho, vale muito a pena estudar na USP, apesar dos problemas.

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Existe um relato de professor de 1920, na Faculdade de Educação, em que ela – a professorinha – reclama que as aulas não a prepararam para a sala de aula! Bom, leia seus amigos daqui… eles souberam aproveitar o que a FFLCH tem de bom… uma formação intelectual sólida, para quem não tem medo. Depois é só colocar em movimento, dialogando com a realidade da sala de aula. Estudei e fui professora… trabalhando hard como disso muito bem alguém aqui… e isso significa pensar todo dia, como conhecer o aluno, a instituição de ensino, articular a grade com o que realmente vale a pena e gostar de fazer isso… isso é ser profissional nesta nossa profissão/professor!

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Escrotissimo mandar a menina pra rede privada por ter críticas à universidade. Mesmo argumento infantil de ‘os incomodados que se retirem’. Bora sair dessa bolha? Mesmo para seguir carreira acadêmica é necessário trabalhar por fora, porque pra se manter, pagar aluguel e sobreviver só de bolsa é muito difícil.A realidade é que a USP não é para quem trabalha e parte dos docentes não tem empatia. Já escutei de professor que não era problema dele se eu trabalhava muito e tinha que sair mais cedo da aula. A gente rala 7 anos estudando e trabalhando pra ouvir pra ir pra particular? Do que adianta discutir o quanto a universidade é elitista e excludente se vamos continuar lendo esses mesmos discursos?

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Concordo! Mas acho que não podemos invalidar a rede privada e apresentar isso como se fosse apenas uma opção cagada. No sentido que falo disso, não tem a ver com “os incomodados que se retirem”. É muito importante criticar o curso. Mas cito por exemplo o caso de amigas que entraram na Letras, mas queriam fazer tradução. Essa é uma das saídas do curso, mas sabemos que não é o foco na USP. Essas amigas saíram, foram para particulares e estão realizadas. Só estou pontuando isso porque esse podia ser o conflito da moça. Não tem nada de errado a pessoa procurar a formação que acha que será melhor pra ela. Também vai do que queremos, o exemplo que dei foi o da minha experiência, mas isso não me faz melhor do que ninguém 😉

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Estou no segundo ano da letras, tinha começado outro curso em uma particular muito boa pelo ProUni e saí porque meu sonho era entrar na usp, tanto pela bagagem intelectual quanto por ter mais chances de conseguir um emprego bom (sim, isso existe. É diferente você ter USP no seu currículo e ter qualquer outra particular por melhor que seja), agora eu faço estágio numa escola e tenho esse mesmo sentimento de não aprender nada na faculdade que seja aplicável no estágio, sendo que o grande diferencial que fez com que eu fosse escolhida no estágio era o USP estampado no currículo. Eu reconheço que esse não é o foco da USP, mas não é fácil você perceber isso é falar “ok, depois de ter feito cursinho pra entrar na faculdade, conseguido realizar esse sonho com bastante esforço, eu vou largar e ir pra uma particular, mesmo não podendo pagar e o governo tendo dificuldade o acesso ao ProUni”. É um misto de frustração profissional com realização intelectual (risos) mas pra quem precisa trabalhar essa realização apenas não basta.

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Eu estou desistimulada da letras desde meu segundo ano, quando escolhi uma habilitação que não vai me dar outra oportunidade de emprego fácil a não ser lecionar – pra ganhar 15 reais a hora/aula, se der 300 pau no mês é muito, e eu não me sustento com isso.
Entendo que as greves são necessárias, mas elas me broxaram demais, foi inevitável para mim pensar que se eu tivesse condições de fazer uma particular, já estaria formada.
“Então você só quer a faculdade por causa do diploma?” Também, e qual o problema? É crime? Fora que, vamos combinar, as greves prejudicaram sim meu aprendizado. Muito conteúdo foi perdido e não foi reposto. Se o aluno não tem tempo de correr atrás disso por si só, já era, e muita gente não tem tempo de correr, depende muito da sala de aula mesmo.
Acho bem ofensivo e problemático falar que a universidade pública não é para essas pessoas. É pra quem então?

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eu também sou da parte dos estudantes trabalhadores e desde o meu primeiro ano na USP, entrei em 2011, tive que correr atrás de tudo. Fui estudante de escola pública e percebi desde os primeiros meses de aula o quanto eu iria ter que ralar pra acompanhar as aulas visto que muita coisa era tratada como se todos já soubessem completamente sobre o que estava sendo falado. Greve eu vi muitas muitas mesmo acho que durante minha graduação só não teve greve em 2013 e em 2015, e se elas me prejudicaram? Com certeza mas sempre compreendi que havia um motivo por trás delas por mais desarticuladas que elas fossem e motivos reais. Estudei e trabalhei até ano passado juntando grana pra poder fazer o último ano sem trabalhar mas já tô vendo que não vai ser meu último ano Pq infelizmente a faculdade não tem professor o suficiente para oferecer o número de turmas e materiais ideal para atender a todos os seus alunos.
Verdade que muita coisa que estudamos aí não é usado em uma carreira docente mas a carga cultural que carregamos quando saímos formados tenho certeza que fará diferença.

Não é um lugar perfeito mas ainda é uma faculdade que vale muito a pena ser cursada até o fim mesmo com toda a desestimulação que temos que percorrer até a conclusão.

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Um novo público passou a entrar na USP porém ela continua tendo o mesmo modelo de sempre… e nós os prejudicados é que acabamos tendo que pagar o preço e “correr atrás do prejuízo”

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A USP não vai te ensinar pretérito perfeito para vc dar suas aulas. Isso vc já deveria saber antes de entrar na faculdade. Cursos bons de Letras não ensinam gramática e nem como dar aula. A USP, como todas as públicas, forma pesquisadores, por isso que a carga de leitura é grande.

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Carga de leitura é pra playboy q não precisa trabalhar. Essa é a real.
Tanto q a maioria das pessoas tem q escolher quais txts ler.

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Isso é verdade. Nunca li 100% da bibliografia de um curso Pq tinha que trabalhar

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o que vc vai usar mesmo mesmo do q aprender na licenciatura e eu acho que, se vc gosta da área, vai amar!

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Realmente para quem vai pra docência só começa a ver sentido no curso quando abre a licenciatura. Na faculdade de educação vi que boa parte do que estava aprendendo na letras poderia vir a meios de ser utilizado em sala de aula… apesar de ter levado quase um semestre pra da conta da carga horária dos estágios das matérias que peguei até agora

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Licenciatura. Ai q ta outro problema. Outra forma de elitizar o curso. Como vc consegue fazer as horas de estagio obrigatório NÃO REMUNERADO? Larga o emprego? Como se alimenta se fizer isso?
Faz esquema? Conversa com diretor de escola e só finge q fez?

Falar q é mais difícil sair da usp do que entrar deixou de ser piada.

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Desisti da Licenciatura por não conseguir arcar com os estágios. Vou fazer pedagogia EAD na Anhanguera porque “a USP não é pra mim”, olha só

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Falando nisso, leia um artigo num livro de nome Davi e Golias, por Malcolm Gladwell, no qual ele diz que a experiência numa faculdade de elite pode ser desagradável. Esse livro é excelente, por sinal. E é recente.

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O diploma da USP e o conhecimento adquirido lá abrem muitas portas.
Enquanto tem uma galera se matando pra pagar cursinho preparatório pra conseguir passar em concurso na Educação, os uspianos passam nos primeiros lugares sem precisar estudar.

Quanto à carga de leitura ser pra playboy, discordo.
Eu trabalhava, morava do outro lado da cidade e lia de boa. Nunca fui rica rsrsrs. Ė óbvio que não há como ler tudo. Nem quem tem o dia todo disponível só pra estudar consegue ler tudo o que os profs indicam.
Se vc ler os principais, já estará em vantagem se comparado com as faculdades fast food.

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Uspiano passa em concurso público sem estudar… mas q arrogância nessa afirmação. Então cade os uspianos nas escolas públicas? Ah é… elite não quer esse tipo de trabalho.

As faculdades fast food são a única alternativa pra galera como eu, da periferia. Não desmereço quem faz não…

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Tem muito uspiano na rede municipal de ensino, viu. Trabalho com muitos!
E não é questão de desmerecer. Ė a realidade.
Fiz USP morando na periferia, do lado de uma comunidade e dou aulas para alunos de baixa renda.

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O mais triste é ver gente de fora falando coisas do tipo “você desmerece a oportunidade que teve”. Gente, não. Eu sou realista, é diferente. Todo semestre é um parto pra conseguir fazer matrícula nas matérias. A carga de leitura é tão grande que ou você não faz mais nada da vida, ou seleciona o que vai ler.
Cada vez mais vejo a USP como um lugar para quem tem condições de ser sustentando pelos pais, não pra quem tem que se sustentar por si só/sustentar família. Não é porque não é a minha realidade que eu não penso nisso.

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Sim concordo! Se eu tivesse ganhado uma moeda por cada vez que ouvi esse papo de desmerecer oportunidade teria parado de trabalhar um pouco antes Pq teria uma boa grana… tem muita gente que não sabe os perrengues que passamos na universidade e acha que pode dar pitaco

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Me formei na Letras e sou apaixonada! Faria tudo de novo, só que no Russo! Haha
É bem fácil criticar, mas quem quer de verdade corre atrás! Trabalhei os 5 anos da graduação, no estilo CLT, as vezes chegando atrasada ou sem tempo pra comer. Não consegui ler tudo que pediram, mas hoje formada compro os livros indicados e já sei como ler e ter pensamento crítico!
E gente! Professor não é o único caminho…. Se for um sonho! Blz… Mas eu trabalhei 4 anos no mercado editorial e hoje sou secretaria bilíngue! O senso crítico e formação de opinião me ajudam muito no mundo corporativo, acreditem!
Se não gostam, a questão é avaliar o que vc realmente está procurando, mas que o curso de Letras na USP me fez uma pessoinha bem feliz, com altos r baixos, greves e profs mal humorados, fez sim!!! ☺️😍

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“Quem quer de verdade corre atrás”

Puxa como eu nunca pensei nisso!!!

Parece até que quem está criticando a usp é preguiçoso

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Eu leio os comentários e penso: “dei muita sorte na vida!”
Moro além do extremo leste da capital, acordava às 4h da manhã para pegar o trem da linha 11 da cptm às 5h, pontualmente, porque se pegava o das 5h10 eu chegava atrasado na aula (sou do tempo em que a Linha Amarela do metrô era um sonho pontilhado no mapa metroviário da capital). Em pé, com sono e no trem lotado, consegui ler todos os textos exigidos, fazer IC e diversas traduções para as aulas de literatura armênia. E ainda precisei me organizar para fazer os estágios obrigatórios da licenciatura – curso que não me ensinou a lecionar, aliás.
Cheguei na sala de aula com conteúdo gramatical de Ensino Médio, sim. Mas eu aprendi a pensar a língua e aquela decoreba toda que o Celso Cunha descreve na sua gramática ficou tão natural, que eu compreendi que as aulas de morfologia, sintaxe, fonética e fonologia, filologia, e bla bla bla foram muito mais úteis do que as aulas de Gramática do Português que diversos amigos meus oriundos de outras universidades tiveram.
Eu não sei a situação financeira de ninguém aqui, mas quando comecei a trabalhar, minhas aulas valiam para o meu empregador R$15 h/aula e eu consegui, trabalhando 4 tardes por semana, um salário de quase R$1500. Não é muito, mas não dá pra chorar tanto.
Esse meu falatório todo é para falar que durante a graduação, parece que não faz sentido estudar tudo o que estudamos, mas no final da jornada, as coisas ficam mais claras e começamos a entender os motivos de tantos textos para ler, de tanto sacrifício.
A cada período de matrícula eu pensava em desistir, porque na UniX nãp tem greve, tem vaga pra todo mundo, um currículo engessado. Hoje estudo Filosofia numa faculdade assim (quero ser padre e sou obrigado a estudar no lugar onde mandarem) e sinto muita falta desta preocupação dos professores da FFLCH em formarem pensadores e não meros vomitadores de gramática por aí.

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Concordo contigo!
O pessoal acha que tem que ser tudo mastigado…

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quanto à situação financeira: o que anda me desmotivando e me fazendo querer jogar a toalha (estou por um triz…) e mudar de carreira totalmente, é que justamente, quando comecei a trabalhar estava com 18-19 anos, não tinha um diploma de graduação, muito menos mestrado ou doutorado, nem experiência profissional, nem vivência, nada. Ganhava 10 reais por hora, mas dali a um ano estava ganhando 35. Agora, depois de todos e tantos perrengues (não querendo diminuir os problemas e sacrifícios da graduação, mas mestrado e doutorado é ooooutra coisa…), fiquei desempregada 6 meses, ninguém me chamava sequer para entrevista…quando consegui emprego, foi por 24 merrecas por hora. E fui demitida depois de 6 meses. Agora tenho emprego por mais seis meses, ganhando um salário menor ainda, e depois disso, só Deus sabe…é muito frustrante, sabe??

não tem que ser mastigado, mas precisa ser tão sofrido?? Estou formada há 13 anos, e não vejo pessoas de outras profissões numa situação tão ruim.

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Não é não!
Criticar é sempre bom! Mas acho que devemos avaliar o quanto isso realmente é “difícil”

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Prática mesmo só vai ser adquirida trabalhando em sala de aula mesmo !!! Temos que estar em constante formação e nunca paramos de estudar !!! Nossa profissão exige isso em qualquer época que seja. …. Não existe uma receita pronta para dar aula. …. Amo minha formação e a faculdade que a propiciou ….. desânimo ao longo do curso sempre vai existir mas não desista pois sua visão cultural e social serão solidamente formadas. …. só lamento o mestrado ser somente à tarde. …. Mas vamos lá !!!!

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E se posso acrescentar mais uma coisa, digo que a bagagem cultural que a FFLCH nos oferece é algo único e faz diferença na vida inteira.
Vale a pena pensar na USP além dos problemas e buscar motivações a partir de um olhar de mundo mais amplo.

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Quanto comentário elitista e excludente, meu deus! Depois falam da reitoria, dos professores… Vcs desenvolveram tanto o pensamento critico, mas não conseguem fazer uma reflexão sobre uma relação social de causa e consequencia. *aplausos*

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Como que vocês falam de mal poder dormir e comer pra ler os textos da faculdade e trabalhar e acham isso normal???

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São só 5 anos! Todo mundo passa por isso, facul pública ou privada, exatas ou humanas! Vc supera…. 😛

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Ceis tem noção que mais um passinho e isso vira discurso meritocrático? Vc não se esforçou o suficiente, etc?

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Ceis tem noção que a USP é o que é porque ainda não virou uma mera fornecedora de diplomas???

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e o que a USP “é”?
Um antro de onanismo intelectual.

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Pra muita gente não é!

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Acho que deveria ter um curso só de licenciatura. E continuar com o curso bacharelado + licenciatura opcional.

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Uma coisa que me deu forças de não largar a faculdade foi a quantidade de autores e obras que conheci que não seria possível se não fosse pela faculdade enfiando goela abaixo. Acho válida a tentativa de tentar encontrar algo que ainda te deixa satisfeita lá dentro da faculdade, o que te faz ir até lá e sentar na cadeira. As obras que você conheceu? Os livros que leu obrigada mas depois pensando melhor acabou gostando? As discussões em sala de aula, a possibilidade de dar aula um dia? Se de fato, não houver nada que te faça querer terminar a graduação, talvez seja melhor pensar em outra instituição para estudar letras ou até mesmo uma mudança de curso mesmo.

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Uma coisa que eu vi esses dias foi bem legal! Não julgue a minha realidade por meio da sua. Pra mim foi difícil, cansativo, às vezes desmotivador, não li tudo que me pediram, as greves eram bem broxantes, mas eu não achei nada impossível! Amei o curso, faria de novo, quem precisar de dicas de como sobrevivi me manda inbox. Tudo é questão de entender a dificuldade e pensar em soluções! Posso dar algumas pra quem quiser….

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Não é normal se privar de comida, descanso e diversão por conta de estudo ou trabalho. Não-é-normal.

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Sou suspeita para falar da letras porque estou cursando pela segunda vez. Acho o currículo apaixonante, acho uma pena não ser possível assistir todas as aulas incríveis que são oferecidas. Claro que é preciso pensar em um modo de atender necessidades mais urgentes (um curso só de licenciatura seria uma ótima ideia), mas não dá para jogar fora tudo que é oferecido como se fosse inútil porque não é.

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cêis tão ligado q esse curso de “licenciatura” somente, é o que mais existe nas tais “uni esquinas” que tanto criticam, né?

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Eu devo tá muito louca da cabeça porque não consigo engolir a idéia de ser normal quase não ter tempo de COMER pra estudar.

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Tô e não me importo. Eu tenho o perfil acadêmico e percebo que esse curso, como é hoje, é pensando em gente como eu e, até por isso, defendo sua preservação. Isso não me impede de ter empatia com quem não tem o mesmo perfil que eu e precisa trabalhar, gosta de dar aula e precisa de algo ali mais próximo do que é exigido para trabalhar.

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Se vocês não comerem/dormirem cês tão ligados que vocês morrem, né? Sei lá, achei que cabia dar um toque.

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Foram dia difíceis! Mas não são todos os dias! Eu me formei e não morri!! To te dizendo, vc consegue!! 😜

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acho que é a questão não é ter ou não perfil acadêmico. A minha maior crítica é ao fato de que muita gente tem, sim, perfil acadêmico e não consegue levar adiante seu sonho porque a USP é cruel com quem não pode ficar sem trabalhar. Acho maravilhoso que tenhamos um curso voltado à pesquisa, acho que nosso currículo é excelente em muitos aspectos, mas falar que a USP tem problemas de acesso e elitização não é pedir a abolição do curso. É para que outras pessoas que, como você, amam a faculdade, mas não podem se formar da maneira como gostariam, porque um docente não tem empatia, porque trabalham 10hs por dia, porque os horários da licenciatura favorecem aqueles que podem ficar sem trabalhar, etc. Concordo que um curso só de licenciatura acabaria com o drama de “eita, não era isso que eu queria”, mas o principal, a meu ver, é facilitar o acesso à licenciatura dos alunos que, como eu, já estão matriculadas e não conseguem cursar por conta dos horários. Eu amo a FFLCH, mas diferente de todas essas histórias de sucesso que estou lendo aqui hoje, eu sou aquela pessoa que não conseguiu fazer, não fez intercâmbio, não fez todas as leituras obrigatórias, bombou semestres por causa de faltas e vira mexe um professor fechava a porta na minha cara. Quando eu digo que a USP não é para quem trabalha, é porque tem gente que gostaria de ter essa história de mérito e sucesso, mas não tem por conta de x fatores externos.

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também sou trabalhadora, acordo às 4 da manhã e durmo às 11h30 depois de chegar do trabalho. Na primeira graduação, cheguei a estudar de manhã, de noite e trabalhar de tarde. Também tive e tenho problemas com professores. Mas a questão do meu comentário não é essa: eu escrevi em resposta ao comentário do Marcus. É uma ótima ideia flexibilizar os horários da licenciatura, na verdade. Só acho que é preciso pensar que os perfis são diversos e todos precisam ser atendidos.

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Entendo o que você quer dizer, mas creio que a questão seja mesmo de equívoco. O curso de Letras está mesmo bem longe de ser um curso de carreira, mas é um curso de formação. Nesse sentido não decepciona, pois mesmo todas essas intempéries acabam contribuindo para isso.
Parabenizo a você pela sinceridade, coisa cada vez mais rara, por aqui e em qualquer lugar 😋

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é preciso muito cuidado com essa ideia de transformar a Letras num curso mais utilitário, ainda que sob o belo ideal “deselitizar” o curso. é o primeiro passo pra fechar uma série de habilitações “inúteis” e no fim das contas o próprio curso. acho maravilhoso que tenhamos ao menos um curso de letras que não preste a formar secretarias bilíngues e tradutores/intérpretes, embora ninguém aqui seja impedido de o ser.
fato é que arte, erudição e intelectualidade não podem e devem estar a serviço do mercado.
não dá pra escolher um curso de erudição e esperar que o mercado te recompense por isso… muito menos adaptar o curso as exigências do Deus mercado, inclusive na velocidade (pra isso já existem todas as outras).
Letras-USP é uma escolha intelectual, e bastante acessível (ainda bem!)… mas esperar viver dignamente com isso já é uma outra questão.
claro que isso não está certo… mas o problema não está na nossa (longa) formação mas no que a nossa sociedade valoriza e recompensa.

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Exato! Existem excelentes cursos de Letras, inclusive nas Universidades Federais e não apenas nas particulares, que oferecem uma formação mais voltada ao trabalho. Talvez de fato a moça do post tenha se enganado de universidade… Pra mim, a formação para o trabalho veio com os estágios na extensão universitária, que são preciosos, mas a própria instituição – sem contar alguns alunos, que mal conhecem o que é feito na extensão universitária, mas se dão o direito de criticar tudo – desvaloriza demais o contato com o público externo e os saberes produzidos nas atividades de extensão.

No entanto, são poucos os cursos de Letras que tenham tão grande vocação acadêmica quanto o da USP. É um curso à moda antiga, carga horária carregada, muita bibliografia, disciplinas sobre tudo e mais um pouco que você quiser conhecer na área de Letras. É um curso pesado, mesmo, mas estive em muitas universidades, não apenas brasileiras, e não encontrei formações generalistas em que se lesse tanto. E é preciso ler!!!! É preciso valorizar as boas aulas, a cultura acadêmica, o pensamento e o fazer científico, porque é isso o que uma universidade deveria se propor a oferecer a seus estudantes.

Também precisei trabalhar durante toda a minha graduação. Entrei em 2002 e meu diploma de graduação só saiu em 2009, porque tive semestres em que eu nem podia pegar mais de 3 ou 4 disciplinas, porque não daria conta e eu queria cursá-las bem. Não deixa de ser uma ótima solução pro problema de precisar trabalhar, sem que por isso você tenha que neglicenciar a sua formação.

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É que tem gente que faz o curso pra pagar as contas e não por hobby.

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curso errado 😦

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Tendeu, cê ta errada. Ou você trabalha ou faz o curso que gosta…

let’s talk about ELITISMO?

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https://www.nexojornal.com.br/grafico/2016/07/20/Qual-a-renda-média-das-profissões-ao-longo-dos-anos

vejam os gráficos, meus caros. Nunca ganharemos como um médico. É realismo, não elitismo.

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O meu comentário sobre faculdades fast food se refere às que oferecem cursos de licenciatura e bacharelado em 2 ou 3 anos. Dá pra ter uma boa formação em 2 anos? Será que dá pra encarar uma sala de aula?
Conheci uma graduanda de Letras de uma dessas que formam em 2 anos e ela não sabia a diferença entre dissertação e narração. Saiu com o diploma. Arrumou emprego? Não! Passou em concurso? Não!
As particulares que possuem uma grade séria são bem diferentes.

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Dahora ver a galera falar q Letras não é pra ganhar dinheiro, não é pra se importar com o mercado de trabalho…

porra, queria eu não precisar me importar com mercado de trabalho e dinheiro… poderia fazer meu curso bem suavão…

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falar que na Letras não se ganha dinheiro não quer dizer que não temos que pagar as contas. Acredite em mim, é a maior frustração de quem fez qualquer curso da FFLCH, basicamente. Não somos remunerados de modo justo, fato. Dá pra mudar esse fato? Daria, se cada um não tivesse seus frilas e alunos particulares e se unisse pra conseguir coisas melhores para a categoria.

me dá o endereço de onde devo procurar emprego, tô louca pra começar a ganhar dinheiro finalmente, depois de estar formada há 13 anos!

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St. Paul. Elrs tem até a tabela de salários no Google . Se vc quiser ganhar um pouco menos: Dante, santo Américo, Lourenço castanho, santa Maria, Humboldt.

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é? E o que eles exigem em contrapartida, sua alma?

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Deixa eu entender, vc quer um trabalho suave mas que pague bem? Obviamente vc não tem nenhum médico que trabalhe em hospital ou advogado que trabalhe em escritório na sua família. A única coisa assim é concurso público. Mas vc pode prestar mesmo sendo da letras, é só estudar.

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não falei que quero trabalho suave – quero um trabalho onde eu tenha autonomia, e não seja obrigada a obedecer ordens de pessoas questionáveis – do tipo “dê nota para o aluno, pois ele não é aluno, é cliente” ou “faça o que o cliente quer, porque você estudou anos e anos a fio mas não interessa, sua opinião é irrelevante aqui”.

sim, no final das contas, nossa triste realidade é concurso público mesmo.

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Eu acho que isso é um tanto utópico, mas boa sorte.

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“Das Utopias

Se as coisas são inatingíveis… ora!
Não é motivo para não querê-las…
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!” – Mario Quintana

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Que post bizarro, meritocrático e elitista. Sejem menas, a USP tá capenga, a letras não tem professores e nem aulas suficientes pro tanto de alunos. Este semestre tentei pegar 12 matérias pra ver se me formo logo e consegui -> seis <- ps: algumas delas obrigatórias. Greve é uma bosta mesmo mas não vejo como não fazê-las na situação atual. Não sei em que mundo vocês vivem que a USP é essa maravilha incrível do aprendizado pq eu nem aula consigo ter……

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“faculdades fast food” rs mano ces gosta de passar vergonha

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É fast food mesmo!
Quem passa vergonha é quem não gosta de estudar!

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No seu mundinho conto de fadas meritocrático sim.

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não confunda alhos com bugalhos – te desafio a assistir UMA SEMANA de aulas ininterruptamente numa faculdade que forma profissionais de Letras em dois anos. Vamos lá?! Eu já fui. É intragável. É vergonhoso. Favor não defender o indefensável, achando que com isso você está defendendo os mais fracos – neste caso, pessoas que não têm tempo nem dinheiro e precisam de um diploma universitário. Ao defender as faculdades aqui chamadas pejorativamente de “fast food”, você está é defendendo a péssima qualidade de ensino, o lucro a todo custo, os tubarões da educação (grupo Kroton e Laureate e afins).

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Péssima qualidade de ensino tá ali na nossa universidade msm, não precisa nem ir mto longe

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quem idealiza a USP é aluno primeiranista, e olhe lá! USP não é Hogwarts 😉 kkkk Gente ruim tem em todo lugar – mas também gente boa. Já disse: vá assistir aulas em outros lugares para ver que o que você achava que era ruim e não dava pra ficar pior, dá sim…e fica!

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Não tô defendendo ~~faculdades fast food~~, to dizendo que é mto elitista você achar que a USP ta no topo do mundo e falar de outras faculdades de maneiras pejorativas, pq todo mundo sabe mto bem oq é isso: gente que se acha maior do que quem não tem dinheiro pra pagar uma boa escola, um bom cursinho e uma boa faculdade

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não vi pessoas dizendo que a USP tá no topo do mundo – aliás, todos sabemos que está em centésimo-e-lá-vai-pedrada no mundo segundo as pesquisas mais recentes. Dizer que existem faculdades extremamente meia-boca é um fato (extremamente cruel e indesejável, porém verdadeiro), não é elitismo, e nos referirmos a elas de maneira pejorativa não é proibido e nem ilegal, é??

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Ilegal não, extremamente elitista sim. E se você não viu pessoas colocando a USP no pedestal sugiro que leia de novo

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Seria perfeito ne se todo mundo pudesse fazer um curso de qualidade e gratuito, mas nem todo mundo pode e com a sucatezacao do ensino superior público daqui há pouco esse ensino de qualidade não vai nem mais existir no br

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sim, sem dúvida! E as greves, que todo mundo tanto xinga, é justamente pra tentar barrar esse processo de sucateamento, e pra defender nossa faculdade – que, apesar dos pesares, apesar de todos os inúmeros defeitos, ainda é o que tem pra hoje, ainda é a melhor alternativa considerando-se o que tem no ensino privado.

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Leitura de muitos comentários é: USP não é lugar pra pobre querer melhorar de vida, é o lugar onde a classe média e burguesia vão pra ampliar sua “cultura” e “intelectualidade”…

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Eu vejo esses tópicos e penso:tá aí a razão pela qual fiz 5 amigos na graduação!

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Acho que muito tem a ver com o fato de sermos a geração Y, geração microondas, Google. Tudo pronto, mastigado, em 5 minutos. Confundem esforço e dedicação com meritocracia.
Detesto meritocracia, mas dormir até um pouco mais tarde por causa de um texto não mata não galera. O médico, advogado e engenheiro tabm fazem isso, além de ter que estudar por conta em várias ocasiões

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o que vejo na maioria dos alunos é que têm tempo para WhatsApp, Facebook e maratonas de séries, ira pra balada, ficam ser dormir e sem comer direito – sem fazer mais nada, na verdade! – por conta destas e outras coisas, mas aaahhh, tempo pra ler um texto de 30 páginas não tem, é “grande demais esse texto, profiiiii, resume pra gente!!!” 😉 Tudo nesta vida é questão de prioridade.

não estou dizendo pra abandonar vida social totalmente, mas é que aluno é ótimo pra achar desculpinha esfarrapada e não querer levantar um dedo pra fazer nada…acham que estão fazendo um favor pro professor pelo mero fato de ficarem com o bumbum sentadinho na carteira durante xis horas, e que em contrapartida o professor deve simplesmente assinar seu diploma de bandeja, sem cobrar nada. Mas lembremos: diploma não é um mero pedaço de papel, ele significa horas de estudo, curiosidade, frustração (sim, infelizmente!), debate e dedicação.

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Gente, eu penso que a questão é:

Pra que(m) a USP é pensada?

De fato, não é pra massa das pessoas, muito menos trabalhadores. Todo mundo que deu relato aí de trabalhar durante o curso teve que suar a camisa pra dar conta de tudo.

Além disso, o currículo não prepara mesmo pra prática de sala de aula ou qualquer outra. O curso é feito pra não falar nada sobre o nosso mundo real, gente, feito pra manter a gente na alienação do trabalho.

E daí eu pergunto: então o que a gente tem que fazer? E a primeira coisa, eu acho, é compreender que nada é impossível de mudar. A USP nem sempre foi como é e pode vir a ser diferente. A falta de professores e matérias, o número baixíssimo de bolsas pra gente conseguir estudar sem trabalhar etc, tudo isso faz parte de um projeto de privatização da USP e de transformá-la pouco a pouco num espaço ainda mais elitizado e pra ainda menos pessoas.

E daí eu dialogo respeitosamente com o pessoal que criticou as greves e tudo, porque eu acho que é só com fortes movimentos políticos que a USP pode sofrer mudanças drásticas. Por que a gente não debate nosso currículo? Por que não tem bolsa pra todo mundo? Por que falta matéria, professor, sala de aula decente? Tudo isso é parte do projeto político do Zago e do Alckmin, processo neoliberal de desmonte da universidade.

Só com uma pressão firme, política, em cima da universidade é que a gente vai ter condições de ser ouvido, e daí poder opinar sobre como fazer uma Universidade que atenda às nossas demandas reais: diploma, formação decente, matérias interessantes e úteis, espaço de gestão democrática etc.

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se a pessoa diz que não dá pra esperar grana com o curso é chamada de elitista.

mas quem quer comprar um carro e ter uma varanda gourmet tá querendo “deselitizar” o curso… dar melhores condições pra pessoa “melhorar de vida”.

hahahahahah
me poupem! elitismo pra quem?

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Tá aí estampado em alguns comentários o quanto a USP é elitista e meritocrática.
O curso de Letras é completamente voltado pra pesquisa, ou seja, não pertence à realidade da maioria de seus alunos. É um mundo paralelo sim, e cabe à nós questioná-lo sim! Nossa realidade não permite que nos dediquemos à pesquisa, apenas isso.
Aí vem gente dizer pra irmos pra faculdade privada já que só queremos diploma. Eu adoraria usar o meu tempo para me dedicar ao curso, refletir sobre diversas teorias e ler todos os textos densos que temos para ler. Mas na realidade, mal temos
tempo nem pra tirar xerox deles, quanto mais lê-los. O pior de tudo é ver que quem vem com esse discurso dos “incomodados que se mudem”, é o mesmo que tá lá no ME gritando que a faculdade é elitista e excludente. Ué
Ahhh, vc que consegue trabalhar estudar não comer e não dormir, parabéns pelo mérito alcançado.

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você com esse comentário tá parecendo o Alckmin, dizendo que pesquisa é inútil, desnecessária e totalmente desconectada da realidade. Desconectado da realidade é quem fala uma barbaridade dessas!!! Se a universidade pública não fizer pesquisa, quem vai???

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Acho que me expressei mal, desculpa

Vou até ver de novo o q escrevi, pq se vc entendeu assim, outros tb vão entender

É muito pelo contrário, mesmo

Acho pesquisa MEGA necessário, mas isso não me pertence, pq eu não tenho como me manter me dedicando à pesquisa. Preciso trabalhar, pagar contas, sustentar a casa. E faço a faculdade aos trancos e barrancos, infelizmente. É esse o ponto.

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ufa 🙂

de toda forma, estamos todos no mesmo barco, e tem coisas que são assim mesmo: se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Claro que numa sociedade ideal todos deveriam ter acesso ao ensino público, e de qualidade, e todos leriam todos os textos necessários a uma formação humanista e intelectual sólida, com debates frutíferos, pesquisa, e também ganhando dinheiro a rodo e tendo tempo para descansar, se divertir, comer refeições apropriadas com todo o tempo do mundo, não ter que se deslocar numa cidade caótica e passar horas dentro de transporte capenga, etc. etc. Mas o ideal não existe. Por enquanto pelo menos…então a gente tem que tentar soluções. Individuais ou coletivas. Ou ambas.

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Não é só a USP que exige que você se desdobre em 4 pra conseguir se formar. Minha irmã fez EaD e era um sacrifício conciliar trabalho, estudo e família. Virar noite estudando é típico de qualquer universitário. Tem umas reclamações aqui que mais parecem bolha uspiana, até porque aqui a gente ainda tem uma gama enorme de disciplinas pra montar uma grade mais tranquila e tem um bom tempo pra se formar sem pagar um centavo por isso. A problematização das “uniesquinas” deveria ser feita exatamente no sentido do utilitarismo, dos caras que comandam e tão interessados em dinheiro e não em formação. Até parece que os estudantes de universidades particulares preferem pagar uma UNIP do que *sofrer* com a carga de leitura da USP, como se não fosse preciso ler e escrever trabalhos por lá também. Só que as públicas ainda te dão certas regalias, bandejão, circular, auxílios, bolsas, cultura e extensão, oportunidades muito além de um diploma de uma universidade *renomada*. A maioria dos universitários de classes baixas tão em universidades particulares via financiamento ou trabalhando CLT pra pagar (e a barreira geográfica ainda me parece ser maior do que o próprio vestibular) e eles também tão lendo no busão, aproveitando o horário de almoço pra ir no banco, perdendo sábados pra escrever o TCC, etc.

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Fiquei de cara em ver que tem gente aqui dizendo que conseguiu formar um pensamento crítico por causa da USP mas acha a coisa mais normal do mundo não ter tempo pra comer e dormir por conta do trabalho e da faculdade. Onde tá seu pensamento crítico que não enxerga que isso tá MUITO errado?
Assustador ver alguém vivendo dessa forma e achando normal. Somos uma sociedade de doentes por conta dessa rotina retardada, em que não temos tempo pra simplesmente viver, porque né, viver pra trabalhar e estudar não é viver, é sobreviver, não temos escolha. Ou a gente faz isso ou só arruma subemprego ou não come.
E oh, quando eu falo doente, é porque as pessoas acabam mesmo adquirindo doenças de verdade por conta dessa rotina louca. Ansiedade e depressão são as mais clássicas. E eu nem
vou começar a falar da doença que comecei a ter no terceiro ano de faculdade, rs. Mas é de boa, né, gente, é normal!
Aí essa pessoa vem dizer que aprendeu que não podemos julgar a realidade do outro por meio da nossa. A
mesma que disse que “quem quer mesmo corre atrás”. Teu pensamento “crítico” é bem ambíguo, não?

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Aí você já entrou num problema muito além da USP e a solução é uma só: revolução.

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acho que o que a gente pode tirar disso aqui é a análise dos dois lados da mesma moeda

de um lado a gente tem a fatia do utilitarismo intelectual sendo cada vez mais valorizado no mercado de trabalho pelas universidades particulares e cursos ead

do outro, a gente percebe a universidade pública como um antro da elite intelectual, onde o conhecimento não mastigado dificulta que estudantes que não se encaixam num padrão socioeconômico realizem uma graduação com facilidade

meu ponto é: a própria fflch tem passado por um período de transição

e porque? porque não se altera regime de contratação de professores a toa, a usp tem sofrido com pequenos projetos de privatização e isso já tem tempo

a fflch é atingida por isso diretamente porque nossa dimensão acadêmica não é ‘utilitária’

saindo um pouco da fflch, tem muito aluno que, antes de se preocupar com emprego pra complementar a renda, tá preocupado com vaga no crusp e auxilio moradia porque a própria estrutura da usp passa filtros sociais depois da própria fuvest

não dá pra criar um imaginário simplista do quadro de estudantes da usp esquecendo que tem gente que mal entra e já sai, esquecendo não se faz greve a toa e, principalmente, usando um discurso desonesto e reducionista pra atacar o movimento estudantil (sabendo muito bem da sua importância pra conquista de muita coisa e da sua relevância pra formação política de muito estudante)

e isso não é desmerecimento nem ataque a quem precisa trabalhar, eu mesma ralo com o que recebo de auxílio da usp porque minha família não tem grana e eu não consigo emprego por causa do horário, mas uma proposta pra entender o problema pela totalidade

e velho, a gente tá numa universidade pública

o tempo todo tentam dizer que isso não é nosso, mas é

nosso dever é defender a educação pública e tornar ela acessível

não se faz isso com aula pronta de gramática, sabe

como é que lá fora a gente exige que a educação continue cumprindo seu papel emancipador se aqui dentro a gente reproduz a mesma lógica da ideologia dominante que brada pela escola sem partido?

e eu não tô dizendo que as aulas de gramática não são importantes, tô dizendo que a gente precisa enxergar que a universidade é mais do que isso

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mas eu acho que sim caberia talvez no ciclo básico haver uma aula de gramática normativa, porque as pessoas serão cobradas pra escrever na norma culta na faculdade e muitas não tiveram essa formação no colégio

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eu não disse que aulas de gramática normativa não cabem, tô falando que a gente precisa repensar os moldes do nosso modelo educacional

poxa, eu tive aulas ótimas de ielp i no primeiro semestre, mudei totalmente minha concepção sobre o uso da gramática normativa, coisa que podia ser ampliada pro ensino básico e que não acontece

não adianta ter aula de gramática sem ter aula de produção textual, tá tudo interligado, e isso é só um exemplo

a gente precisa pensar num ensino que permita que o estudante expanda seu conhecimento e ligue os pontos dentro da sua aplicação, e não que receba conteúdo condensado e isolado sobre as áreas de conhecimento

e, seguindo essa lógica, as aulas que tive na universidade tem cumprido bem esse papel (no caso de permitir a interligação de conhecimento e uma compreensão não da parte mas do todo)


fora isso eu também tenho muitas críticas ao formato de ensino da universidade, aí entra o pedantismo de professores, arrogância, assédio moral, falta de didatismo, falta de acesso a materiais de estudo e, inclusive, o fato de não haver incentivo a escrita num curso de letras (que é algo que me incomoda muito)

mas eu acho que a única forma de combater esses problemas é entender a totalidade do problema e partir pro embate, não fazer texto no grupo da letras.


também tô no terceiro ano da Letras, também trabalho desde o primeiro e me sinto exatamente como você e a sua amiga. Eu acho que a situação é muito simples: muito provavelmente esse curso não seja pra gente. Entrei na Letras achando que o curso era uma coisa e não era. Errei. Um erro que me custou 3 anos, mas, até aí, aquele ditado: “vamo fazer o quê?” Continuar empurrando com a barriga? A cada semestre que passa eu fico mais desmotivado e estou muito cansado de me sentir assim. Decidi trancar, e esse post, na verdade, com todos esses comments, só endossaram ainda mais minha decisão – até agradeço, por isso. Foda-se o prestígio infundado que dão pra faculdades públicas. Eu vou pra uma faculdade “fast-food” fazer um curso que, até me mate de estudar, mas que eu goste, que valha a pena. É a minha vida, meus valores e ninguém têm direito de embutir virtudes ou desvirtudes sobre algo que não é deles, pra dar opinião.


nossa, desde a minha época mudaram muitas coisas, então…porque na minha aula inaugural o prof. (de Grego, bem velhinho) já disse na lata: “Aqui vcs. não vão aprender gramática, não vão aprender a escrever – nenhum tipo de texto-, não vão aprender Inglês nem nenhuma língua estrangeira. Saiam do curso caso vocês tenham entrado achando qualquer uma dessas coisas”. Com certeza isso já poupou o tempo de muita gente…sinto por você por ter demorado 3 anos para perceber o perfil do curso.

 


Então, na verdade, eu só percebi o perfil do curso meeesmo ano passado, porque do primeiro e segundo semestres eu até gostei. Acho que peguei bons professores, no geral, em 2014. Mas desde o segundo ano nao tive mais essa sorte, e encontrar motivação para estudar sozinho matérias que por si mesmas eu não vejo aplicação pra minha vida é foda. Eu levei mais 2 semestres pra decidir trancar porque, aquela coisa: pressão família, amigos, a conversa de ~ ah, voce nao paga pela faculdade, termina ~, e, eu até terminaria, se eu soubesse que conseguiria finalizar o curso em mais 2 anos. Mas isso nao vai acontecer. <.<
Falando sem eufemismos, eu admito: no meu caso, eu fui ingênuo (pra nao usar termos mais fortes), de achar que letras não seria um curso puramente acadêmico, mas, talvez, eu não tivesse descoberto isso se não tivesse entrado, por mais óbvio que seja. As vezes a gente tem que ser atropelado na rua, pra aprender a olhar pros dois lados antes de atravessar. Falei ali em cima que a letras me custou 3 anos, mas não considero esses anos como totalmente perdidos, de forma nenhuma, e não me arrependo de ter entrado na USP, pois tudo nessa vida tem que servir de alguma coisa, nem que seja de exemplo a não ser seguido ou erro a não ser repetido.


te entendo! as minhas razões foram exatamente opostas… mas depois de uma aula do Heitor Megale percebi que tava tudo errado! larguei 5 anos de sofrimento e frustração na FEA e corri pra Letras!
largar a FEA, como assim?! até hj as pessoas acham que sou doida… mas estou no meu lugar! rs
força aí, rapaz!


o prof. Heitor Megale era um dos melhores da Letras, é uma pena que certas pessoas não sejam imortais 😦


Ah, a eterna busca por um lugar a que se pertença. Fico feliz por você ter encontrado o seu Eu ainda vou precisar explorar mais, por aí. -.-‘


Cara, nem eu saberia descrever o que eu estou sentindo com relação a faculdade tão bem quanto você fez aqui. Estou exatamente na mesma página que você, e apesar da frustração e decepção enormes que são decidir trancar a faculdade com a qual eu tanto sonhei, continuar seria pior.


É, nossa situação é triste, mas encontrar pessoas que sentem o mesmo que eu é muito reconfortante. Assim posso assumir que eu ainda não tô doido, haha. ~Ainda~. Obrigado por compartilhar.
Sim, infelizmente, também tive que decidir com base no que era ‘menos pior’ e, sabe de uma coisa? ME SINTO VIVO NOVAMENTE.


O que você disse é tão verdadeiro que eu queria poder voltar no tempo e desistir no terceiro ano de faculdade.
Hoje já há 6 anos, não tenho metade do conhecimento que algumas colegas de trabalho que fazem Letras em faculdade particular tem. Mesma coisa com a habilitação.
Eu entrei na USP porque não tinha condição alguma de pagar uma particular, e agora vou pegar meu diploma sem ter conhecimento o suficiente pra trabalhar na área.
O jeito vai ser fazer outra graduação…


 

leia este tópico inteiro. É demorado, mas vale a pena. Impossível passar pela Letras e dizer que não tem conhecimento suficiente para trabalhar na área. A não ser que vc. tenha faltado a todas as aulas e pagou alguém pra fazer todos os seus trabalhos, coisa que duvido que seja o caso…


 

Então as coisas mudaram muito na FFLCH… Terminei a graduação em 2005 e o Mestrado em 2009. Todos os meus colegas da minha turma (todos mesmo) estão muito bem-empregados. A maioria dá aula em Universidade Federal, fez doutorado na Europa, outros dão aulas nas particulares.
Não veja meu comentário como uma crítica, por favor.
O curso ficou tão defasado desde 2005? Sei q são 11 anos de diferença, mas caiu tanto assim? Pelo que estou lendo nos comentários, a Letras parece ser outra…


sou de uma época ligeiramente anterior à sua. Meus amigos que estão bem empregados em Federais e outras, justamente, estão em OUTROS lugares. Bem distantes daqui. Muitos dos quais a maioria das pessoas não iria se tivesse escolha. Agora, para aqueles que, por diversas razões, não teve ou não tem condições de se mudar de São Paulo (da cidade, que dirá do estado!), a situação é uma m.!

E sim, pelo que os profs. falam, decaiu sim. Não só pelos profs que morreram e pelos que se aposentaram, e que não foram repostos à altura (tanto em termos de quantidade quanto de qualidade), pela corrupção (anos e anos de roubos de verbas, dá nisso…), mas igualmente pelos alunos também. Todo mundo sabe que as gerações vão mudando, mas de uns anos para cá pelo visto a mudança foi considerável, por conta da rev. tecnológica. Se pedir pra fazer pesquisa sem Google, a maioria não sabe, e não quer. Tem muita resistência à leitura. Num curso de Letras! Tem, ainda, uma onda conservadora gigantesca, na qual estes alunos estão inseridos. Então tem uma série de fatores que contribuíram e contribuem para a queda de qualidade e para a insatisfação generalizada (não pensem que os alunos são os únicos que têm insatisfações e reclamações a fazer…).


Eu vejo muita gente desanimada como eu. Se algumas pessoas conseguiram pegar bons professores e aprenderam o suficiente, que bom pra eles. Infelizmente não foi o meu caso e nem o de muitos.
E como eu disse, eu não tinha condições. Nunca pagaria alguém pra fazer algo por mim.


desânimo muitas vezes tinge tudo de pessimismo – pode ser que agora você pense que não aprendeu nada, mas aprendeu, pode ter certeza.


Não tenha dúvida. Além do mais, é preciso a gente examinar com muito cuidado pra saber se estamos “diagnosticando a doença certa”. Às vezes identificamos nossos problemas como vindos de um lugar, quando vêm de outro. Não é demais lembrar que muitos estão insatisfeitos em muitos lugares. Não é só na Letras/USP que isso está acontecendo 😉


Por falar em doença, eu percebi durante a graduação que muitas pessoas passaram a ter problemas psicológicos como depressão e transtorno de ansiedade. Eu acredito sim que isso tenha a ver com o desânimo com o curso, que também afetou no desempenho.
É o que eu disse, que bom pra quem conseguiu bons professores. Não foi meu caso.
E eu não coloco a culpa nas leituras nem em nada assim, porque tinha tempo suficiente pra fazer isso no ônibus e eu nunca deixei de me esforçar, mas também não julgo quem não conseguia.
Aliás julgamento é algo que ajuda muito a desanimar as pessoas.


isso que você está relatando é extremamente comum – no mestrado e no doutorado. Eu mesma tive (ainda tenho?) doenças psicológicas, que inevitavelmente reverberaram no corpo (comecei a ter rinite alérgica, sono intermitente, dores musculares generalizadas e aparentemente sem causas, aumento de peso corporal por descontar frustrações em escolhas nada saudáveis de comida…). Mas, como eu disse, isso tudo a partir da pós. Na graduação eu era alegre, saudável, empolgada e saltitante *rs*

Tenho certeza que todos aqui tiveram e têm profs. ruins, ou que não os agradam (o que é ruim pra uns, pode ser ótimo para outros!), mas acho complicado jogar a responsabilidade 100% pra cima desse único fator. Tem coisas que estão sendo apontadas neste tópico que não são problemas da Letras, mas da FFLCH. Outros são da USP, não da FFLCH. E outros, ainda, são de ordem governamental e mundial, sistêmicos. Outros são de ordem meramente pessoal mesmo. Então, há de se separar umas coisas das outras…

Não estou vendo julgamento aqui. Estou vendo pessoas relatarem suas próprias experiências. Aliás, estou muito feliz em ver que, pela primeira vez em muito tempo, o tópico não descambou para xingamentos e ofensas pessoais ridículas 😛 Esta discussão é extremamente necessária, e está sendo muito proveitosa.


vcs confundem muito as noções de elitismo e utilitarismo!

elitista é a FAU! difícil de entrar, vc já tem q saber desenhar minimamente pra fazer a prova, o curso é integral e o materiais são caros pra cacete!

a Letras forma intelectual e pesquisador… quem é pobre pode fazer o curso, só que provavelmente vai demorar mais tempo e continuar pobre.

elitismo onde? basta olhar os perfis socioeconômicos pra ver que nosso curso é o menos elitista dessa universidade! vcs estão querendo o quê? salário de diretor? carro do ano? curso errado, ponto!


não quero salário de diretor, mas pelo menos o suficiente pra comprar uma casa, um carro e viver tranquilo (o que, acredite, não exige pouco dinheiro ultimamente). eu adoraria fazer o que amo e ser feliz (que nem é Letras, gosto mesmo é de desenhar), mas infelizmente eu preciso de dinheiro. não dá pra dizer que não preciso. não quero continuar pobre, entende? e isso não é errado! o pessoal trata quem quer ter grana pra viver bem como se fosse a doença da sociedade!


esse quadro – de não conseguir comprar um carro ou uma casa, ou ambos de preferência 😛 – não é exclusivo do curso de Letras da USP, é generalizado. Não podemos achar que mudando o currículo magicamente esta situação vai melhorar, é muita ingenuidade…e se você não faz o que gosta (desenho), e quer ganhar dinheiro, errou duas vezes indo pra Letras. Quem faz Letras já sabe que a situação é calamitosa, e geralmente faz o curso mesmo assim, justamente porque gosta e/ou por idealismo. Se é pra não ganhar dinheiro, pelo menos faça o que gosta/tem afinidade. Professor nunca ganhou dinheiro no Brasil. Não no nível de advogados, médicos e engenheiros.

antes que me falem que Letras não forma só professor, ok, revisor, tradutor, etc. também não ganha dinheiro. Só os trad. juramentados


 

pois é, fui me dar conta disso só agora no segundo ano. por isso to trancando a matrícula pra ir pra outro lugar. infelizmente professor aqui não é valorizado.


 

antes tarde do que nunca. Eu fiz o curso por gostar e por idealismo – nesse sentido não me arrependo. Mas confesso que a parte financeira é extremamente frustrante e agora, depois de tantos anos (13) está pesando demais…se eu não fosse casada, teria que voltar a morar com meus pais nesta altura da vida (35 fucking anos!), uma vergonha…


 

não acho errado querer ter grana. a questão é que nosso curso não é voltado pro marcado e muitos de nós acreditamos que deve ser assim mesmo. agora… se vivemos tempos em que esse tipo de conhecimento não é financeiramente recompensado não é um problema do curso, mas de valores!
eu fico muito chateada toda vez que penso no tanto que nossos professores estudaram e estudam pra ganhar o que ganham… é um absurdo! é ridículo! mas fazer o quê? ainda bem que tem quem se sujeite, que possa se sujeitar!


 

Perfeito. Mas ao mesmo, falta mais gente pra lutar pra que isso mude do que pra se sujeitar a ganhar a merreca que o mercado paga a quem forma gente crítica.


 

Para quem começou o tópico: eu não acho que você esteja problematizando demais. Também penso sobre como não temos absolutamente nada mais instrumental no curso, e acho que isso caberia nesses cinco anos de graduação. Entretanto, sou apaixonadíssima pelo curso e acho que ele oferece coisas mais difíceis de enxergar, menos palpáveis, mas valiosíssimas. É bem mais fácil estudar pretérito perfeito por conta própria do que conhecer o que conhecemos na Letras em outro lugar. Eu fiz uma graduação na área de saúde na USP e também tínhamos essas discussões: era muito voltada para a pesquisa, enquanto as particulares eram mais voltadas para o mercado. Mas atuando na área, percebi que nossa formação voltada para aprender como e onde pesquisar o que se precisa era mais útil do que decorar a forma que um professor faz determinada coisa. Fora outras quetões.
Se mesmo assim você sentir que este curso é abstrato demais para o que você precisa ou para sua forma pessoal de aprender, talvez seja válido pensar em mudar para uma particular, com ProUni se for o caso. Isso não é demérito nenhum. Há de se pesar também a questão “nome no currículo”, porque a gente vive num mundo que ainda valoriza isso e precisa trabalhar.
Resumindo: acho que podemos questionar se não seria interessante que o curso incluísse disciplinas e conteúdos mais utilitários – o que não significa mudar todo o caráter do currículo e eliminar a parte mais reflexiva. Dá pra conciliar duas coisas. No entanto, isso não se muda do dia para a noite, e se você pesar tudo e julgar que será melhor para você em outro lugar, é possível trocar. Não esqueça que isso implicaria também perder coisas que talvez você não encontre em outra faculdade.

Menos julgamento, por favor, gente.


 

O curso de Letras na Usp não é elitista pq ~não ensina gramática~. Ele é elitista pq assume q todos os estudantes tem 100% de tempo disponível para ler uma carga enorme de texto, fazer trabalhos longuíssimos e tudo isso de uma semana pra outra.
Vai me dizer que não é elitista prof dar aula PELA INTERNET durante a greve?
Vai me falar que uma carga horária inumana de estágio obrigatório não remunerado é algo bem acessível pra parcela pobre dos estudantes?
Uma carga horária que te obrigue a sair da faculdade 23hr sem ter um transporte público decente não é elitismo?
Professor assumir que você entra na faculdade ja sabendo 100% da língua desejada não é elitismo?

Pqp vocês…


então…é um pouco elitista sim. mas isso é quase uma condição de qualquer formação superior e em qualquer lugar do mundo. nenhuma sociedade quer 100% da sua população com nível superior… simplesmente pq isso não convém a interesses econômicos.

no entanto, acho que apesar de tudo o nosso é o menos elitista dentro da tão elitista USP!

vejo nosso curso de modo mais elitizante (intelectualmente) do que elitista, sinceramente!


Sim, tenho constantemente a impressão de que o curso não foi feito pra quem trabalha. Eu não leio nem metade das coisas que pedem, porque se fosse ler eu viraria um robô, só trabalhar e estudar, me recuso. Prefiro tirar só nota na média, ficar entrando em quase todas as matérias por requerimento e TER VIDA. E não falo só das leituras, a licenciatura é totalmente inviável pra quem trabalha, só se eu me demitir e começar a viver de luz!


ser menos elitista que outros cursos da USP não quer dizer que não seja elitista. Ser menos excludente não significa que seja pouco excludente. E isso não tira a legitimidade dos argumentos que estão sendo levantados aqui…..


concordo, não tira! só estou atendendo para o fato de que apesar de todas as críticas, muito válidas aliás, é um curso que permite acesso e ascensão… talvez não a econômica, dai a frustração.

mas alegar que quem não precisa trabalhar leva vantagem, que não competimos de igual pra igual é ingenuidade… pq quem tem grana, quem não precisa trabalhar leva vantagem em TODOS os cursos, em TODAS as faculdades e universidades… em TUDO na vida!

portanto isso não é um problema do curso de Letras! o que se discute é tornar o curso mais utilitário, mais voltado pra mercado, pra atender às expectativas de quem entrou na letras visando ascensão financeira ao invés da intelectual

isso significa dizer que quem é pobre vai ter mais dificuldades tanto em medicina quanto em letras… a diferença é que em medicina essa diferença inicial tende a ser minimizada com o tempo e em letras não.


Não, o curso não é feito pra quem trabalha e inclusive eu tenho uma história de um certo professor que, em certo ano, negou uma renovação de estágio remunerado que eu fazia fora da usp porque eu tinha reprovações, me falando as coisas mais absurdas que já ouvi na graduação, coisas ultrajantes. A “sorte” é que eu já havia feito outros estágios, tinha contatos, sempre fiz frilas em casa e não demorei uma semana pra arranjar outro trabalho legal, senão eu seria obrigada a arrumar um emprego de 44h semanais de nível médio fora da nossa área, provavelmente pra ganhar MENOS do que eu ganhava como estagiária, porque ficar sem trabalhar não era uma opção. Ah, e não raramente eu vejo os professores mais condescendentes e “bonzinhos” se referirem aos alunos que trabalham com um ar de pena, como se estes fossem mártires e como se trabalhar fosse ruim, uma mera “necessidade” de uma parcela dos alunos e não algo normal, afinal haha


Eu juro q não entendo.
Só pq critiquei as faculdades que formam em 2 ou 3 anos, uma galera achou ruim. Disse q é arrogância, etc. Mas essa mesma galera desce a lenha na USP.
Ué! Criticidade seletiva? Rsrs
Pode criticar a USP, a FFLCH, mas não pode criticar outras faculdades porque daí já vira arrogância?
Confuso…


Gosto desse texto do Marcos Bagno: http://linguagemdocencia.blogspot.com.br/…/curso-de…!


O curso de Letras na USP como é atualmente pressupõe que você só tenha aquilo pra fazer e só faça/pense/estude coisas para o curso. Muitas discussões são avançadíssimas, de um cunho acadêmico importante. Mas, sinto dizer que não consigo acompanhar nem metade delas de primeira. Sabe por que?
Não tenho nem a base do conhecimento na gramática normativa, como vou desconstruir o que não tenho?
Vocês têm noção de que usar função sintática pra mim não tem nada de automático? Latim por exemplo, se torna um inferno por causa disso.
O curso tem que mudar sim pra incluir a realidade dos alunos, da educação, do socioeconômico dos alunos etc etc.
Por causa da FUVEST, o pressuposto é que já estamos “acabados” em gramática e não estamos, mesmo que não fosse necessário para o mercado de trabalho, já se faz necessário dentro da universidade. É claro q quem teve uma boa base escolar ou tem tempo pra ralar nessas dificuldades nunca vai entender o que é não ter esse conhecimento oferecido dentro do curso, que é o tempo que quem trabalha tem pra aprender.
O filtro social só começa na FUVEST manos, como já foi dito, muita gente nem entra e já sai e cada vez mais, o caminho é feito pra quem teve o privilégio de nascer na classe média/alta.
Quanto a mim, tenho ralado pra conseguir recursos de uma universidade que só não te dá a opção de se prostituir pra pagar suas contas pq tem medo de processo que vá pra mídia. E eu realmente não consigo trabalho pq preciso muuuuito me formar em 5 anos, pra trabalhar e meus pais conseguirem se aposentar antes de morrerem de tanto ralar. Eu posso ser anticapitalista mas essa é a minha realidade e tenho certeza de que realidades parecidas existem por toda a universidade, principalmente na Letras.
O mundo precisa mudar, o capitalismo precisa cair, muito a se fazer. Mas, que a grade precisa mudar juntamente com o vestibular se quisermos q o curso seja realmente acessível, não tenho a menor dúvida.


povo no conforto é 8 ou 80… ou vem a ´´revoluçaum´´ ou deixa como está.
Enquanto isso, se vc é de classe média baixa/pobre e conseguiu o milagre de estar na USP?
“Ai, desculpa, não é culpa nossa que o ensino público é um lixo. Não é culpa nossa que vc não tenha tempo de estudar, trabalhar, cuidar da sua casa e ter uma vida social”

Povo que NUNCA sacrificou nada na vida acha que é de boa vc ia acumulando stress, preocupação, cansaço e etc…

Não obstante todos os problemas citados, a USP NÃO É BEM LOCALIZADA, não existem grandes alternativas de transporte.

Da até raiva ser tirado de preguiçoso, que quer tudo mastigadinho…


Desculpa, mas qual seria uma boa localização pra USP? Tô tentando recortar a Cidade Universitária e colar em algum outro lugar de São Paulo… Cara, a cidade é IMENSA. É impossível que uma universidade desse tamanho esteja num lugar que seja de perfeito acesso a todos.


cadê a linha de metrô que era pra ter dentro da Usp?
Cadê aumento na frota dos circulares?
Cadê mais alternativas de ônibus circulando dentro da USP?

Você acha que a administração da universidade não influencia nesse tipo de decisão?
Acha que a USP não dá pitaco nenhum com a Sptrans, com o Gov do Estado a respeito do metrô?


Bom, eu não disse nada disso. Você falou da localização, e pensando em espaços geográficos fica impossível ser acessível a todos. Porque mesmo que tivesse uma linha de metrô que deixasse na porta da Letras, algumas pessoas ainda levariam MUITO tempo pra chegar lá. E isso é uma coisa a ser levada em conta quando você decide que universidade cursar.

E é claro que o governo dá infinitos pitacos nisso. Concordo que deveria ter mais circulares (às vezes parece que só tem 3 de cada linha) e ônibus comuns dentro da USP porque aquilo tá bizarro. Mas linha de metrô? Não dá. Você vai deixar de construir uma linha num lugar que precisa muito mais pra fazer na USP? (isso não acontece, eu sei… mas seria um cenário) Tem que ter metrô na cidade toda, nós não somos prioridade.


a linha que era pra ser dentro do campus não foi porque o reitor da época não deixou. Porque já reclamam da falta de segurança no campus, e ele alegou que não conseguiria lidar com o fluxo de pessoas caso houvesse uma estação…ou seja, mais fácil tirar o metrô de lá do que aumentar a segurança, melhorar a iluminação do campus, etc  😉


Mas gente, que diferença faz uma estação dentro do campus e a atual estação Butantã? Vamos supor que a estação USP fosse na praça do relógio. Quem estuda na Química, na FAU, na Odonto… Esse povo todo teria que pegar o circular pra chegar nos seus prédios! E até na Letras talvez. Em dias de chuva, por exemplo é melhor pegar um ônibus e descer na frente.

Entendo que a comunidade USP é muito grande, mas construir metrô é uma Odisséia e tem lugares que precisam muito mais do que o nosso mundinho uspiano. No caso, a estação Butantã é ótima pra todos da região, basta ver a quantidade de pessoas lá todos os dias.


Se não me engano, pelo projeto original seriam duas estações na USP. Uma exatamente na praça do Relógio e outra no Hospital Universitário. Mas a reitoria da USP não queria ver gente “diferenciada” perambulando por aqui. E parece que já sabiam do projeto de sucatear e inviabilizar o HU.


vocês estão esquecendo a privatização, galera…o circular era da USP, gratuito. A partir do momento em que tem que ter um circular que tem que sair do campus, bem…já não é da alçada da prefeitura do campus, e aí tem que ter uma empresa privada pra fazer o trajeto, sacou??? Aí vocês vão falar “ah, mas tem o BUSP…” – é, só que tem MUITA gente sem BUSP que frequenta e tem que frequentar o campus diariamente…

 


Alguns já falaram, talvez vá só me repetir, mas enfim. Trabalhar e estudar é pesado em qualquer curso, em qualquer faculdade, em qualquer situação e quanto mais o curso exigir de você, mais pesado ficará. Alguns chamam isso de elitismo, e me parece estar implícito que a solução seria o curso exigir menos, porque assim os alunos que trabalham poderiam acompanhar melhor. Ou entendi errado? Porque se for isso, tem uma penca de faculdade particular que cumpre exatamente essa função e eu não acho que essa é a função da USP – te dar um diploma.
Outra solução seria sustentar os alunos de baixa renda. Ora, isso a USP embora faça mal e porcamente, ela tenta – eu usufruí de praticamente todos os benefícios sociais concedidos pela USP, desde a isenção no ingresso, bolsa-auxilio, não pagar o bandejão (sim, os R$1,90 pesavam), bolsa de IC, e etc até mesmo intercâmbio (que diga-se de passagem, na minha época foi bem POUCO concorrido). O auxílio é pouco? É, mas com esse pouco eu evitei trabalhar 8h na graduação. Não podia comprar nada, mas também não passava fome e não precisava trabalhar. Pra quem precisa ganhar um pouco mais, há estágios nas bibliotecas, na pró-aluno, que oferecem um salário um pouco maior e são dentro da usp (e normalmente com uma carga horária não exorbitante), o que também evita o tempo gasto no transporte. Agora, se você quer ou precisa ganhar mais de mil reais na graduação, vai ser complicado mesmo, eu vivi com bem menos que isso – e até rachei um quarto com o namorado também pobre aqui próximo da usp.
E aqui estou eu hoje, na pós, dando aula informalmente (amo!) e correndo atrás das bolsas, que considero meu direito por devolver à usp em pesquisa.

Não quero usar minha experiência individual para aplaudir o “esforço”, quero mostrar que as alternativas estão aí, tem opção sim, vai ser suado, mas dá. O que eu não concordo é criticar as cargas de leitura e deixar implícito com isso que o curso tem de ser mais “leve”. Isso é tornar o curso voltado para o mercado de trabalho, e pra mim, a usp é lugar de ENSINO, PESQUISA e EXTENSÃO.


Acho que um dos grandes problemas é que a maioria das pessoas nao se informam sobre como é o curso antes de entrar. Nao sabem que é puxado, as disciplinas que vão ter e isso é geralmente preguiça de se informar antes de entrar. O problema é que tira a vaga de outras pessoas que tem certeza que querem estar ali e como funciona o esquema do curso.


Ah, que mundo lindo, esse onde a ‘maioria’ sabe exatamente o que quer fazer da vida, quero participar, me ensina. Quem entra num curso e depois reclama é tudo preguiçoso desinformado, mesmo.


por favor não fale das coisas sem ter certeza. Pesquisei MUITO antes do meu vestibular e estudei muito para entrar. Sabia muito bem qual era o esquema e o que teria que enfrentar! E enfrento todos os dias. Só fiz um desabafo e questionamento para quem vive como eu


Acho que não dá pra culpar a faculdade por um descuido seu que seria ter se informado de como seria o curso antes de entrar. E nem menosprezar o curso também. A faculdade é elitista sim, e tem muita gente que tem em mente isso e tá lutando para que ela ofereça muitas mais oportunidades para todos e seja mais democrática. Todos os cursos exigem conhecimentos mínimos anteriores e isso não é só na USP. O problema é que se todos lutassem por uma universidade mais democrática e questionassem e fossem atrás do que deveria ser mudado, as coisas já teriam começado a mudar, e isso não é só fazendo greve. Tem gente que fala que quem quer debater sobre a faculdade quer fazer “revoluçãozinha”, mas essas pessoas também querem que as coisas mudem. Só que uma estrutura burocrática não se muda apenas com reclamação ou deboche no Face, como algumas pessoas fazem.


Eu nem cheguei a ler os outros comentários mas da minha experiência com outra graduação posso te dizer que isso não é uma problemática só da letras. Estudei engenharia. O curso foi muito denso e teórico. Quando comecei a estagiar te confesso que foi complicado, como se eu nada tivesse aprendido!!! Depois de um tempo fui notar que de um certo modo e apesar de não ter aprendido muita coisa prática na graduação, percebi que o raciocínio sistemático do curso ia sendo aplicado na resolução de problemas “reais”. Algo semelhante sinto que passará na letras… Isso é só uma visão que não anula os inúmeros problemas que a graduação como um todo tem.!


O que a gente tem que brigar não é para mudar a estrutura do curso ou diminuir a carga de leitura, é pra manter as vagas em creche e na escola de Aplicação, manter o CRUSP e os auxílios-alimentação, manter as bolsas de IC e monitoria e ampliá-las (ainda que não conheci quem tenha feito IC sem bolsa por falta dela, mas enfim, deve acontecer) e a realização remunerada de estágio em escola pública! O curso tem que mudar, pode ter muita coisa pra melhorar, mas não é – na minha opinião – no intuito de facilitar a grade de quem trabalha.


 

Essa discussão me fez lembrar de quando eu estava no Mestrado. Era estagiária da minha orientadora e acompanhava suas aulas. Ela precisou faltar um dia e deixou o texto para que eu o discutisse com os alunos.
Cheguei pra aula e 7 alunos tinham lido o texto numa sala com mais de 40 alunos. Sete!
Como eu iria discutir um texto com os alunos? Eles precisavam discutir o tema e fazer um fichamento.
Montei um esquemão na lousa e expliquei pra eles.
Muitos me agradeceram no final da aula e disseram que sentiam falta de professores com didática de Ensino Médio na faculdade.
Naquele dia eu entendi uma palestra que tive no primeiro dia de aula em q o prof disse q a Letras estava cheia de gente que quer estudar sem ler… Infelizmente, ele tinha razão.


Dahora é que rodaram, rodaram, pra terminar falando que quem ta reclamando é preguiçoso e não quer ler…

ta certim. (y)
Chega desse post.


moço, vc tá rodando, rodando e pra terminar quer dizer que tem que ter menos texto pra ler na Letras!


 

pois é! O povo reclama de ter que ler no curso de Letras!
Imagina esse pessoal dando aula!


 

talvez estão com saudades das apostilas do cursinho.


Apesar de alguns comentários repetitivos e nada produtivos, acho que esse post foi o post mais útil desse ano até agora. Saber que não estou sozinha – muito pelo contrário – me deixa um pouco mais aliviada de trancar a faculdade. Meus motivos, que às vezes pareciam banais, estúpidos, idiotas, ridículos e enfim… Que às vezes pareciam inválidos pra justificar minha desistência são também motivos pra muitas outras pessoas… E isso me faz olhar pra eles com outra perspectiva. Obrigada miga que fez esse post, me ajudou e acho que ajudou bastante gente também


nem li os comentários anteriores, mas só pra contribuir. Eu terminei o bacharel em 2012 e a licenciatura em 2013.
Odiei cada minuto do curso, o ano de 2010 eu tranquei, mas acabei voltando e hoje eu estou formada, trabalho e ganho bem, e hoje entendo a importância de terminar o curso.
Se te ajuda, tranca um semestre, repensa em tentar outro curso que te agrade, mas hoje eu diria pra mim que a melhor coisa foi não ter desistido.


A USP tem que ser voltada pra pesquisa? – Concordo.
A USP e principalmente, o curso de Letras não tem nenhuma obrigação de apresentar o que vão nos cobrar dando aula? -Discordo. Ser professor é o sonho de muita gente que conheço na Letras.
Diminuir a carga de leitura? -Discordo.
Ter um currículo que te dê textos mais dinâmicos, que ofereça textos base pra quem tem mais dificuldade com gramática, principalmente quando se pressupõe um conhecimento mais profundo? -Defendo totalmente.
Perder uns 15 minutinhos discutindo em sala como a gramática normativa funciona pra todo mundo acompanhar a aula?
– Defendo.
Achar que todo mundo que entrou tem que se virar? – Não defendo. Não é a universidade que nos propomos a construir quando falamos de permanência, quando falamos que a população precisa ter maior acesso a USP etc etc.
É engraçado, mas pra mim, é muito óbvio que quem tá se mantendo na USP e na Letras não está sendo preguiçoso, principalmente se trabalha. Se o curso não permite tempo nem mesmo se vc se mantém na média.
Mas, não concordo que ao contrário de quem teve uma boa base, eu precise separar parte do meu tempo pra aprender ou revisar (quem não teve uma boa base, mesmo que saiba, geralmente precisa revisar pq aquilo demora pra ficar guardado) conteúdos que nem ao menos são mencionados em aulas mas são a alma dos textos obrigatórios.
Não acho que abordar isso em aula faria cair a qualidade da universidade. Muito pelo contrário.
Agora, o problema é que podemos ficar achando que falar sobre isso atesta diretamente o status da nossa universidade, ou podemos debater o problema, pq eu sei que ele não existe só pra mim, e avançar nisso. Que tal?
Existe uma reunião que pode ser chamada pra debater a grade curricular e as aulas (parece que rolou algo parecido no prédio do meio, vi uns anúncios). Pq eu vou dizer a vocês, além de muito cansativo ter que ler o mesmo texto mil vezes, estudar conteúdos por fora e afins, é muito desestimulante, a pessoa se sente uma merda constantemente, você sente que tá todo mundo na sua frente simplesmente pq aprendeu tudo aquilo desde cedo e que você não merece a oportunidade que está tendo. O mais doido é que você rala pra caramba pq tem tempo e imagina e se põe no lugar de quem tem essas dificuldades e não tem tempo porque precisa trabalhar.
Então colegas, alguns pelos quais eu tenho o maior respeito e admiração, não podemos negar que essa é uma dificuldade pra quem nem sempre teve todas as chances e acessos ao conhecimento, e isso tem que ser trazido pra didática da aula e com isso a universidade só tem acrescentar principalmente, pra formar bons educadores e pesquisadores. Sabemos que o conhecimento tem que ser passado adiante, e que é nossa essa responsabilidade mas primeiro, precisamos trabalhar juntos em prol de uma educação de qualidade e inclusiva, isso já dentro da universidade, que é nosso espaço neste momento. Acho que isso é tudo.


Lindo. Só que…jura, você acha que 15 minutos por aula daria conta dessa defasagem? Você acha que os professores nunca pensaram nisso, e não se frustram com isso também? O papel da universidade é ensinar conteúdos da universidade, ou tentar tapar buracos que ficaram no restante da formação educacional? Dá tempo pra, em sala de aula, tapar todos os buracos (ou pelo menos os principais) *E* ainda dar o conteúdo universitário? E, no caso das habilitações em língua estrangeira, fazer tudo isso *E* ensinar a língua estrangeira do bê-á-bá até o nível de proficiência, requerido para se ler o material universitário??? Hmmmmm….quem sabe se a graduação durasse uns 15 anos, e o povo já reclama que dura 5, hein! 😛

Depois falam, como ouço a maioria das pessoas falar, que o curso de Inglês é elitista porque não ensina verbo to be *rs*…Enquanto isso, tem outras faculdades e universidades tentando fazer exatamente isso…e diplomando gente que, justamente, só conseguiu aprender o básico, no máximo o intermediário da língua, e teve um ou dois semestres de literatura de literatura estrangeira, lidos em traduções porcas ao invés de no original *rs*


“Para mim, a maioria é muito desestimulante e teórica. Trabalhos e leituras densas.”

Bom, mas isso aí é a faculdade enquanto instituição. Não é nem a USP, estudar é isso aí mesmo. A ideia é te darem o máximo possível de visões teóricas e você escolher aquela com a qual você mais concorda.
Em instituições mais voltadas pra formação de força de trabalho o conteúdo vem mais “mastigado” mas mesmo assim também vai ter alguma carga de leitura. Semelhante à nossa, inclusive.

É bom inclusive desmistificar esse lance de que “Ah vai lá na uniesquina que cê nem precisa se esforçar”.
Na “uniesquina” o que você vai ter é (MUITO) menos escolha pras optativas, uma grade mais fechada, certinha, não muito flexível. Não vai dar pra ficar segurando por 3, 4, 5 anos aquela DP do ciclo básico como bastante gente faz na Letras USP, por exemplo.

Se ceis querem mudar alguma coisa na USP, é bom começar por mudar essa mentalidade de que a “uniesquina” é uma bela bosta, porque isso não é regra.

Então, aconselhar a moça a tentar uma faculdade da rede particular, como alguns fizeram, NÃO É “elitista”. É só uma tentativa de ajudar ela a se encontrar, refletir sobre o que a USP oferece versus o que ela quer com esse curso, pra que ela faça a escolha dela.


Eu acho muito ensino médio vir a reclamar que há muito para ler e estudar. Ninguém está na faculdade obrigado, forçado. Discutir casos pessoais,desabafos não faz sentido neste grupo, senão fica terapia.


O que era dificil na minha época de estudante de Letras na USP era ter vínculos de amizade. Parecia que estava meio que isolado, o que desestimula a continuar o curso. Era isso que sentia.


Ainda continua assim, sou exemplo vivo rs Das 4 pessoas que fiz amizade na habilitação só 1 continua


 

credo! Fiz amizade com gente do japonês, do francês, do italiano, do inglês, da linguística, do português, do alemão…isso que vocês estão falando deve ser culpa do fenômeno WhatsApp!


E assim, ó: entrar, assistir aula, estudar, pegar o diploma e sair com 100% do conteúdo apreendido é balela, isso é o mundo IDEAL. No mundo real, você vai fixar algumas coisas, outras vai esquecer, mas uma coisa que precisa ter em mente é que estudar é uma coisa que você vai fazer pro RESTO DA TUA VIDA, com ou sem diploma.

Eu trabalho como tradutor e revisor de textos, e algumas coisas que são fundamentais no meu trabalho são dicionários (incluindo de regências e concordâncias), regimes de verbos/ substantivos/adjetivos, gramáticas (no plural mesmo) então eu tenho de estudar além do meu conteúdo da USP todo o conteúdo que eu tive e não tive na escola.


Fica uma galera falando de “elitismo, elitismo”! Mas saí de uma escola pública de periferia e acharia uma sacanagem comigo – e com todo mundo que tem uma trajetória parecida com a minha – se não pudesse fazer esse curso denso! Sacanagem por quê? Poxa, quer dizer que pobre não pode conhecer erudição? Pobre só tem que trabalhar e trabalhar? A única opção de estudo para quem não é da classe média é a voltada pro mercado de trabalho? Tenso isso, hein?


Eu tb saí de uma pública na periferia da periferia e foi graças a FFLCH q hj tenho uma vida melhor.
Por isso defendo o curso.


Para mim não é questão de ter uma vida melhor no sentido de $, continuo pobre. Mas eu acho que a gente tem o direito a ter acesso a um tipo de cultura que jamais teria se o curso fosse mais leve. Embora eu realmente ache poderia ter só de licenciatura: a física tem e não é pior do que o bacharelado.


Eu continuo pobre, mas menos pobre que antes rsrs. E o que adquirimos culturalmente é pra vida toda. Eu faria tudo de novo.

 

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Cursos online


“O Einstein está lançando um portal com esses cursos, acessíveis a qualquer um –e a qualquer hora. No próximo ano, o portal deve ter cerca de 400 cursos.

É neste tipo de gesto que vemos a grande inovação educacional. Imagine quantos centros de saúde, faculdades e hospitais, especialmente fora dos grandes centros, não podem se beneficiar desse tipo de recurso gratuito. Afinal, estamos discutindo hoje a importação de médicos.

Veja mais detalhes aqui

*

Selecionei aqui uma lista de cursos gratuitos oferecidos por algumas das melhores universidades do mundo.

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A USP criou um portal com 800 videoaulas. Veja aqui.

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Vale a pena conferir o projeto da Unicamp. Mais detalhes aqui.”

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Campanha: saia de saia!


Gostei da cartinha dos alunos, exceto pelos erros de português 😛

Alunos do Colégio Bandeirantes vestem saias durante protesto

Mais de 50 alunos e alunas do colégio Bandeirantes, na zona sul de São Paulo, foram à escola vestindo saia na manhã desta segunda-feira (10).

Foi um protesto pelo fato de o colégio ter censurado o comportamento de dois alunos que usaram saia, um na quinta-feira (6), durante uma festa junina, e outro na sexta (7).

Batizado de “saiaço”, o ato foi articulado na sexta, depois que um aluno do terceiro ano do ensino médio, de 17 anos, foi mandado de volta para casa por usar saia.

Ele, por sua vez, havia se vestido assim em apoio a um colega censurado no dia anterior por ir de menina em uma festa junina. Esse aluno não foi punido, mas a diretoria pediu que ele colocasse roupas “mais adequadas”.

O estudante diz que foi retirado da sala e levado à coordenadoria do colégio, na penúltima aula do dia. Ouviu que o traje ia contra os “costumes”.

Mauro de Salles Aguiar, diretor-presidente da instituição, que cobra mensalidade média de R$ 2.400 e tem entre seus ex-alunos o prefeito Fernando Haddad (PT-SP), disse que ficou surpreso ao ver o aluno de saia.

“Confesso que inicialmente interpretei como atitude de confronto contra a escola”, disse o diretor. “Tenho mais de 60 anos. Um rapaz vestido de saia não é uma coisa que você espera ver na Vila Mariana [bairro de classe média] às 10h e pouco da manhã. Ele não está numa galeria de arte, está numa escola.”

“Me perguntaram se não estava preocupado com o que meus amigos iriam dizer”, afirmou o jovem. “Respondi que não via problema algum, porque acho algo normal.”

SEGURANÇA

O diretor do colégio disse à Folha que a proibição do uso de saia pelo estudante durante as aulas foi feita para protegê-lo. No Bandeirantes, os estudantes podem sair para a rua nos intervalos das aulas.

“É altamente irresponsável e leviano por parte dos pais expor o filho a esse laboratório de experiências sociais. Se eles não têm preocupação com a segurança, o colégio tem que ter”, diz ele.

“Se estavam tão preocupados com sua segurança, não teriam mandado ele embora para casa”, rebate a mãe, que foi buscá-lo antes do término das aulas. O garoto pediu para esperá-la na rua, e o colégio deu a autorização.

“Não vejo como uma saia longa, até os pés, poderia ofender alguém. A atitude do meu filho é um reflexo do movimento que discute a indumentária por gênero.”

O diretor diz haver um grupo de trabalho no colégio estudando a questão da diversidade. “A instituição não é isenta de preconceitos, porque ninguém é, mas está procurando entender e se adaptar às mudanças.”

O colégio enviará carta com recomendação de que os alunos não adotem o vestuário, mas permitindo o uso de saias, desde que a responsabilidade jurídica pela segurança do adolescente seja transmitida aos pais, por meio de termo de compromisso.

USP

No dia 24 de abril, Vitor Pereira, 20, calouro do curso de têxtil e moda da USP (Universidade de São Paulo), vestiu uma saia e foi à aula, no campus da zona leste de São Paulo. Por isso, foi alvo de críticas, e chegou a receber ofensas no Facebook.

Pereira, então, decidiu criar uma página na rede social –chamada “Homens de saia”– para defender o uso da peça por ambos os gêneros e ganhou vários adeptos na universidade.

Em manifestação contra as ofensas à Pereira, estudantes da USP organizaram o protesto “USP de saia!”, e decidiram ir às aulas e passar o dia de saia.

No dia 16 de maio, alunos se reuniram em campi da USP vestindo a peça de roupa para apoiar a causa.

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Barracos virtuais


Estes dias ando atacada *rs* Bom, na verdade é a galerinha reaça que está atacada…juro que não sei de onde aparecem essas figuras, affff…surreal. Longas discussões se seguiram, das quais selecionei os trechos mais relevantes e/ou trágicos e/ou engraçados e/ou absurdos (e olha que nem coloquei a discussão sobre a lista de presença aqui, hein *rs*).

Barraco número um: 

Bocó número 1: “Falar que existe uma cultura negra é tão estúpido como falar que existe uma cultura asiática ou uma cultura amarela.
Pegar uma cor da pele e pretender agregar a ela uma cultura é algo que não faz qualquer sentido (…). Faz mais sentido falar em uma casa da cultura chinesa na USP ou de uma casa da cultura coreana, do que uma casa de uma coisa que não existe, ou seja, uma cultura agregada a cor da pele, no caso, a negra (…). O que esquecem é que foram culturas africanas as principais culpadas pela escravidão, pois não eram os europeus que iam caçar africanos para venda, mas sim outros africanos.
O negócio da escravidão só prosperou pois reinos iam caçar outras sociedades para vender soldos de guerra e reis fizeram fortunas vendendo gente.
Por isso não gosto de associar culturas com fenótipos. Mesmo tendo muito a ganhar com o comércio, povos de vários continentes não provocaram guerras para caçar pessoas. Preferiam vender especiarias, cana de açúcar ou simplesmente se fechar para o mundo.
Os europeus só conseguiram a dominação dos continentes com o apoio de locais, até na América Central e do sul”.

Eu: “querido…ninguém está dizendo que isso que vc. está falando não aconteceu – afinal, filha da puta existe em todo lugar e em toda época, e espólios de guerra, assim como tráfico humano, nunca foram novidade. O apoio de pelo menos uma parcela das populações locais em relação aos opressores recém-chegados também não é novidade. Mas vc. sabe muito bem que este é um assunto complexo e multifacetado, que ultrapassa EM MUITO essas suas considerações. Deixa de ser tonto – ou melhor, de se fazer de tonto”.

Bocó número 1: “Um dia, as humanidades brasileiras deixarão de ser praticadas por militantes e passarão a ser praticadas por cientistas que não terão medo de fazer perguntas inconvenientes. Por que só se vendia gente de forma ostensiva na África?
Se o mercado era tão rentável e o desejo de lucro tão poderoso, por que na China,onde tinha muito mais gente, não se criou um mercado de humanos?
Simples: Isso não era adequado para os chineses…”

Carinha legal: “Esse pessoal que se orgulha tanto de ser alfabetizado. “Eu li umas opiniões e agora eu tenho uma opinião e ela tá CERTA!!! E quem não concorda comigo é doutrinado pelo partidão!!!”

Carinha que caiu de para-quedas na discussão: “Sem entrar no mérito da “esquerda” que denuncia o “elitismo” e fica “argumentando” na base do “você é burro/vai estudar/deficiência na formação escolar”, eu tendo a discordar do Bocó, mas gostaria de ver uma argumentação mais clara de vocês.”

Eu: “A gente argumenta assim ao invés de ficar dando aulas e aulas e aulas de história, primeiro porque não temos mais paciência de ficar retrucando asneira; segundo porque facebook não é aula; terceiro porque tem certas coisas que nem são questão de ideologia de direita/esquerda, são frutos de bom-senso mesmo. Quem quiser, fique à vontade para ensinar ao Bocó o que é ideologia, quais mecanismos são postos em marcha para que os oprimidos se identifiquem com os opressores e os apoiem em ações que inclusive vão contra seus próprios interesses e por aí vai…eu não tenho saco.

(e convenhamos: é SIM deficiência na formação escolar, me desculpe!)”

Carinha legal: “Não negociamos com terroristas nem argumentamos com trolls.”

Carinha do para-quedas: “To falando da questão inicial do tópico”.

Eu: ” A questão inicial do tópico nem era uma questão – vc. leu a reportagem? Fala de jornais escritos aqui no brasil em línguas estrangeiras, só isso. O cara que polemizou porque é bocó! LÓGICO que as culturas não são homogêneas, oras…falar em “cultura negra” é equivalente a alguém que generaliza e fala em “cultura ocidental”. E daí? Isso significa que essa cultura, por mais diversa que seja, não exista? As pessoas que tentam desclassificar o movimento negro usam este argumento para desclassificar o movimento feminista também – é genérico, baseado num único fator que “não define ninguém”, blablabla. Esse tipo de argumentação não é válido e deve ser combatido. Quem sofre a opressão sabe muito bem do que se trata. Já para quem não sofre, bem…é fácil apontar o dedo e ficar no preciosismo conceitual e nas picuinhas de nomenclatura *rs*”

Para-quedas: “Eu sou totalmente aberto a dizerem que não é válido, desde que argumentem. O Arlindo Veiga dos Santos, apesar de ter sido fundador da Frente Negra Brasileira (se não me engano, a primeira organização claramente voltada à identidade negra aqui no Brasil), muito dificilmente seria lembrado e celebrado nessa Casa de Cultura. Questões políticas, é claro.”

Eu: “Cada grupo escolhe quem será celebrado e quem será esquecido. Nem todos os ocidentais são lembrados pela dita cultura ocidental; nem todas as feministas são lembradas pelas feministas, e assim por diante. Claro que é uma questão política. O cara era reaça – quem não quiser celebrar o ultra-conservadorismo, com certeza não vai dar bola para ele, ué, mais do que compreensível.”

Para-quedas: “Então, como eu acho, a questão é mais política que propriamente “racial”. O próprio João Cândido, que vários setores do Movimento Negro comemoram, tem a sua fase integralista eclipsada.”

Eu: “é lógico que a questão é sempre política! *rs* Você ainda tinha dúvidas??? Tudo nessa vida, meu caro, é político. O que não significa dizer que é ruim, como somos doutrinados a pensar. Você já deve ter lido, mas caso não conheça…”O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.”

Para-quedas: “Sim, mas a questão é que se usa esse escudo da raça para passar um conteúdo que, no fundo, político. Não seria celebrada lá a cultura de todos os negros, a cultura negra em si, mas a dos negros que o grupo político responsável escolhesse (ou então as fases que o grupo quisesse destacar). 

Mas, não, não acho que “tudo é política”. Enfim.”

Eu: “a raça não é um “escudo”, é um viés. E o conteúdo não é político no fundo, é na frente mesmo, é explicitamente político. Só cogita que essas questões não sejam políticas pessoas que, como você, não acham que tudo é político…”

Para-quedas: “Não é explicitamente político, oras. Se a casa se pretende “de cultura negra” e não “de cultura negra progressista”, ela se vale de um escudo racial.”

Eu: “O progressismo já está implícito em todos os movimentos de luta por direitos, por igualdade”

Bocó número 1: “Nunca foi do interesse dos militantes que suas ideologias fossem questionadas. 
De fato, os militantes sabem que a questão é só política. E vale apenas a definição que eles dão para suas identidades de ‘minorias’.
De fato, tem muita coisa debaixo do tapete, que não deve vir a tona, afinal, tudo o que alguém define como ‘politicamente correto’ deve ser correto…”

Eu: “Uau, você voltou, que alegria! *rs* Defina “militantes”. E os magnatas? Os donos de indústrias? Os bambambans das mídias? Sempre foi do interesse deles que suas ideologias fossem questionadas? I didn’t think so. E quem rotula negros, mulheres, gays, etc. de “minoria” são exatamente esses caras. Porque de minoria não temos nada – WE ARE THE 99 PERCENT. Se tem alguma coisa debaixo do tapete, não é do tapete dessas pessoas que você chama de “militantes” ou “minorias”, e sim desses ooouuutros militantes…eles militam em causa própria, legislam em causa própria, compram votos em causa própria e, finalmente, matam em causa própria. E, de quebra, eles também fazem a cabeça de uns pobres-coitados como você 😉 ”

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Barraco número dois

Bocó número 2 (que pode ser fake do bocó número 1, diga-se!): “A única vantagem de ter um diploma da USP é poder dizer com propriedade que um diploma da USP não serve para nada. Não aprendi 1% na Universidade o que aprendi no mercado de trabalho.”

Carinha legal 2: “Se você não aprendeu quase nada na USP, isso pode ser uma limitação sua, e não da Universidade”.

Carinha legal 3: “pelo visto não “aprendeu” muita coisa nem nesse poço de conhecimento que você chama de mercado de trabalho”.

Bocó número 2: “Eu estou bem empregado e ganho bem. E vocês?”

Carinha legal 4: “Realmente aprendeu pouco na universidade, no trabalho e na vida…; )”

Mocinha: “Acho relativo. Eu, por exemplo, não curto muito meu curso e gosto mais do que aprendi no trabalho, mas tem gente que valoriza muito mais os aprendizados do curso.. depende de que caminho você quer seguir na vida.
Anyway, ganhar bem não é sinônimo de vida feliz. E esfregar ‘verdades’ orgulhosas na cara dos outros é bem.. erm, vergonhoso.”

Bocó número 2: “Qual é a vergonha de eu ter um caminho bem sucedido e saber que não devo nada para a universidade? A verdade é que a USP é um crime com o dinheiro público e deveria ser vendida ou fechada.”

Mocinha: “Bem, se ser bem sucedido é querer esfregar ‘sucesso’ na cara dos outros, dispenso”

Bocó número 2: “A USP é um parasita do trabalhador brasileiro pagador de impostos. Trabalho em TI. Sou dessa gente que não serve para nada que ajuda a criar programas para vocês falarem mal da sociedade.”

Carinha legal 5: “gente, não alimentem os trolls…”

Mocinha legal: “Duvido q vc estaria bem empregado se não tivesse seu diploma USP… pra isso ele deve servir, né?”

Mocinha legal número 2: “Eu vim a este mundo pobre e fudida, mas graças ao meu esforço pessoal e à minha formação pela USP eu me tornei bem-sucedida (inclusive trabalhando na própria USP). Amigo, por que não cedeu sua vaga pra alguém que precisava mais que você??”

Bocó número 2: “Você é parasita DUAS vezes. Estudou lá com dinheiro público e recebe dinheiro público para trabalhar numa instituição falida.”

Mocinha legal número 3: “É, a área de TI não exige muito mesmo, hahah! Aprendi no mercado de trabalho (q entrei bem antes de passar na USP) que o pessoal de TI só entende disso e de mais nada nessa vida, acho q é por isso q vc se encontrou 😉 ”

Bocó número 2: “Se não fosse o pessoal de TI, vocês não estariam na frente de um computador. Como vocês são burros. Carinha legal 6, não vou usar suas técnicas gays pra melhorar caso eu esteja com algum problema, fique aí na sua praia homo que eu fico aqui na minha onda de ser hétero. Nada contra o seu pessoal LGBT, só não é a minha mesmo.”

Carinha legal número 7: “Agradeço mto à USP pois ela me abriu mto a reflexão sobre uma série de coisas. Ela tem mto a melhorar, mas msm assim devo mto a ela, mas isso é uma questão de foro íntimo.
Qto à discussão, só lamento q ela desperte tanto rancor. Não creio q seja para tanto, visto q é mera informalidade”.

Carinha legal número 8: “É, parece que diploma da USP não serve pra nada (ou pelo menos não prova de antemão nada), afinal… você tem um.”

Carinha legal número 9: “Universidade não é curso profissionalizante. Volta pro seu trabalho, vá ganhar mais e ser mais feliz, pagar seus tão injustos impostos com esse dinheiro que você pariu. E aprender cada vez mais, aprender as tão valiosos valores do mercado de trabalho.”

Mocinha legal número 4: “Pra ser o que vc é, não precisa mesmo de universidade, diferente do que muitos são aqui, como professores, tradutores, editores e etc. Nós aprendemos sim com as nossas respectivas faculdades.
E sim, querido, a sociedade vive porque existem médicos, educadores, jornalistas, engenheiros, técnicos da informação, operadores de tlmkt, pedreiros, açougueiros, faxineiros e tudo mais… mas vc veio aqui dizer que a universidade não serve pra nada, q todo mundo deve ser “bem-sucedido” como vc, sendo técnico da informação… não, meu caro, a sociedade não vive só de computadores”.

Carinha legal número 7: “Mas e ai? Vc desce pelo heliponto ou fica respirando o ar condicinado do automóvel no transito infernal de Sampa?

Esses peões de gravata são o máximo…kkkkkkkkkkk”

Bocó número 2: “Você está querendo dizer que ter um trabalho e enfrentar o trânsito é uma coisa indigna? Meus pêsames. E  qual é o problema dos peões? Você é mais importante que eles? o trabalho deles não serve para nada?”

Carinha legal número 7: “Não, só querendo dizer que vc é mais um fodido que nem todo mundo.

E não tem moral de vir fazer “fusquinha” com outros que em vez de pegar trânsito todos os dias pega trem lotado andando que nem gado, se para vc a USP é mais uma merda de instiuição vazia que nem são as TIs, para a maioria é uma oportunidade de crescer e ser feliz na vida, coisa que vc aparenta não ser.

Para alguns a USP é mais uma grife para carimbar no CV e arrumar emprego junto com filhodaputa…para outros uma forma de crescer pessoalmente e ajudar as outras crescerem.

como disseram ai vc não aprendeu porra nenhuma na universidade e nem na vida, mas te compreendo, trabalhar em TI faz esse tipo de transformação mesmo.”

Mocinha legal número 4: ele nem entendeu seu sarcasmo, Carinha legal número 7, vamos todos embora q a conversa chegou num nível que ele não consegue acompanhar…”

Mocinha legal número 5: “Pois é, depois de anos de existência, ainda existem mil e tantas pessoas se esforçando ao extremo pra entrar nessa universidade, que assim, não ensina nada, né? Acho que a opiniao dele não tem tanta força assim, ou não eh muito relevante para todas esses milhões de pessoas que, humildemente, tentam uma vaga lá todo ano. Ele deveria, realmente, ter cedido a vaga dele (que foi tao mal utilizada) para quem realmente queria. Todos os dias, eu tenho que lidar com gente do “tipinho” dele. Por um lado, é bom que ele se sinta tao superior assim (talvez isso seja até uma orientação do analista). Eu sei que acima dele tem alguem e que, com certeza ele é mais um número (onde quer que ele trabalhe), e como tal, pode ser subtraído a qualquer momento.”

Mocinha legal número 6: “Gente, será q ele tem um diploma USP mesmo ou será q é recalque pq não conseguiu acompanhar o curso e teve q sair de lá? rsrs”

Mocinha legal número 2: “A educação oferecida pela USP é mesmo o que o colega aí em cima mencionou: empirismo, ensino, pesquisa, humanidade. Educação de caráter humanista e civilizatório. Posso não ter um emprego bom e não ter dinheiro, mas graças à USP tenho amigos pro resto da vida, uma família e filho, coisas preciosas que ninguém vai tirar de mim e esse babaca aí não sabe o valor que têm. Pobre menino rico.”

Carinha legal número 10: “A área de TI, bem, ela existe porque um dia alguns físicos descobriram propriedades do silício como semicondutor…Fazendo PESQUISAS…Em UNIVERSIDADES.
Por tabela, você deve TUDO relacionado ao seu emprego à universidade.”

Carinha legal número 11: “todos sabemos que foram os profissionais de TI que criaram o fogo, o cultivo, a irrigação, a escrita, os sistemas de governo… devemos todos sermos gratos por um ser tão iluminado da ordem dos profissionais em TI venha nos visitar aqui em nosso poço da ignorância acadêmica.”

Carinha legal número 10: “No princípio criou o profissional de TI os céus e a terra. E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o espírito do profissional de TI se movia sobre a face das águas.”

Bocó número 2: “USP = universidade de safados parasitas.”

Carinha legal número 10: “Pensei que o Bocó número 2 tinha dado unfollow post mas ele tava na verdade esse tempo todo inventando um acrônimo pra USP, que fofo.  Parabéns, cara. Cé criativo. Vai pra ESPM fazer P&P. =}”

Carinha legal número 11: “Prefiro “União Soviética Paulista” mas né quem sou eu pra discutir.”

Carinha legal número 10: “Eu pensava que fosse União pelo Sexo & Putaria.”

Carinha: “Fake detected”

Eu: “gente, esse cara pode ser fake, pode ser troll, um idiota que jamais passou pela universidade (a nossa ou qualquer outra – aliás, conheço pessoas que têm apenas o primário com uma cabeça infinitamente melhor do que esse ser). Mas o pior é que EXISTEM babacas assim, e LÁ DENTRO. E formados!!! Já vi, já ouvi, já falei com…e isso me deprime enormemente, porque de fato, tem SIM quem passe por lá incólume, é inacreditável…depois a USP fica com fama ruim e ninguém sabe pq. São esses babacas sujando nosso nome Mas tudo bem, ainda são minoria.”

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Barraco número três: 

Bocó número 3: Garotas: coloquem os peitos dentro da blusa, mostrem menos a bunda, sorriam ao invés de fazer um bico de pato ridículo, abaixem o dedo de meio. E agora vocês vão ver quantos caras respeitáveis irão curtir as suas fotos pelo fato de serem lindas, não por serem fáceis, vai por mim!”.

Mocinha legal número 1: Além de machista o cara quer cagar regra. Pffff.

Carinha legal número 1: Eu sempre me inconformando com determinado tipo de atitude.

Bocó número 4: case-se com uma puta então… ou peça pra sua mãe andar por aí de saia e sem calcinha, afinal de contas, ela é livre, e vc não é “machista”…

Mocinha legal número 2: É muito engraçado essas pessoas que olham quem defende que as mulheres se vistam da forma como bem entenderem e acham que o que elas defendem é que todas as mulheres saiam de micro-saia. Se sua mãe quiser sair por aí de saia e sem calcinha, isso não tem absolutamente NADA A VER com você. Ai, gente egocêntrica.

Bocó número 4: Jovenzinha, não se trata de as pessoas se vestirem como bem entenderem, mas de “decoro”, palavra q duvido vc saiba o significado… Isso é essencial pra q haja um mínimo de respeito entre os membros de uma sociedade. As pessoas não podem andar por aí da maneira q lhes der na telha, afinal de contas, vc gostaria q um homem se sentasse ao seu lado no ônibus, abaixasse as calsas e começasse a se masturbar? Isso não teria nada a ver com vc? Não te seria ofensivo? Aposto q não, mas pra mim seria. E outra, egocêntrico foi seu amiguinho, q não sabe respeitar a opinião dos outros. O cara simplismente disse não concordar com posturas q, na visão dele, são vulgares, isto é, se portar como uma vadia pra chamar a atenção dos homens. Se vc se rebaixa a isso, td bem; mas respeite quem não ache certo. Discordar de algo não é machismo… por enquanto.

Mocinha legal número 3: Eu comecei a ler a resposta, mas eu dormi depois de “decoro”. Eu voto para a volta dos trajes vitorianos então.

Mocinha legal número 4: Eu não entendi a comparação do grau de ofensa entre a roupa de uma pessoa e um cara batendo uma punheta no ônibus.

Carinha legal número 1: Bocó número 4, cê deve seguir alguns manuais vindos em enciclopédias, tipo “como se comportar na sociedade”, ou “costumes: aprenda desde cedo”. 
“vc gostaria q um homem se sentasse ao seu lado no ônibus, abaixasse as ~calsas~ e começasse a se masturbar”. – Amigo, ninguém falou de nudismo. Cê confunde metade do espaço sideral pra tratar de um assunto só. Funciona nos extremos? Ou a mulher anda vestida ou vai andar batendo siririca em ponto de ônibus? Quantos anos cê tem, filhão? Pra eu me vigiar bem e chegar na tua idade com um pouco mais de noção, mesmo já tendo te passado nessa.
Nem escrever corretamente você sabe, mantenha seu computador deslogado, vai ver uma novela, vai.

Mocinha legal número 2: Meu caro, olhe bem a forma de você tentar desconstruir os meus argumentos: tenta desmerecer minha fala me chamando de “jovenzinha”, falando que eu nem devo saber o significado da palavra “decoro” e que eu não me ofenderia com um cara se masturbando do meu lado? Que tal subir o nível, ein colega? Isso daí tá parecendo coisa de quem não sabe argumentar…
Além disso, não sei se você foi sacana ou só se tem dificuldade de juntar as pecinhas parecidas: porque uma mulher de mini-saia não tem nada a ver com pessoas se masturbando em público. Aliás, sabe qual seria o paralelo feminino com o exemplo do sujeito se masturbando no ônibus? Uma mulher se masturbando no ônibus! Agora, estou esperando você encontrar um exemplo de ROUPA que um homem posso estar vestindo na rua, que faça com que ele possa sofrer alguma violência verbal ou física e, depois, ainda seja tido como o culpado da situação. Assim, nunca vi alguém falando: “Garotos: coloquem a barriga pra dentro da blusa, mostrem menos a cueca, sorriam ao invés de fazerem cara de mau, abaixem o dedo de meio. E agora vocês vão ver quantas meninas respeitáveis irão curtir suas fotos pelo fato de serem lindos, não por serem fáceis, vai por mim!”.

Eu: Repararam que além do horror que o tal de Robert Pardim escreveu, QUATROCENTAS e tantas pessoas deram positivinho?? Oh boy…Ah, e se não quiserem ler o artigo, pelo menos vejam as fotinhos ilustrativas que nele estão: http://br.mulher.yahoo.com/blogs/preliminares/cultura-estupro-medidas-paliativas-governo-e-redes-sociais-104922487.html – o anúncio do pirulito com as moscas atacando aquele que está descoberto é perfeito….para os defensores da burca, claro!!

Carinha tolo número 1: briga por curtir”. Poatz. Se cada um cuidasse da sua vida em particular, se essa crítica fosse restrita a sua namorada, sua mãe e irmã, o mundo seria bem melhor.

Eu: Carinha tolo número 1, não se trata de “briga por curtir”. O número de pessoas que “curtem” uma ideia retrógrada é indício significativo de certos fenômenos…

Mocinha legal número 3: Puta que pariu, difícil acreditar que existam babacas do nível desse Bocó número 4 estudando na Letras, na USP, não é possível!! a Mocinha legal número 2 disse tudo que eu gostaria dizer lindamente, obrigada rs! Deprimente ver até mesmo mulheres achando esse tipo de pensamento a coisa mais normal no mundo, como se observa no comentário do Bocó número 3.

Eu: retificando: não foram 400 pessoas, foram MIL quatrocentas e tralalá, afffff….

Mocinha bocó número 1: Gente, desculpa, mas acho que os movimentos feministas deveriam de fato se preocupar com as mulheres… bom, primeiro ponto, as mulheres tem que ter o direito de escolher o que é melhor para elas, por exemplo, já ouvi muito movimento feminista dizer que a mulher que casa na igreja é machista…como assim? isso talvez seja o sonho dela…mas se n for ela pode simplesmente n casar, ou se casar no civil e etc… o que acho grave msm é que tudo vira machismo sabe? claro, que n acho que uma mulher deva ser vitima de violÊncia por se vestir de forma x ou y, mas vejam bem, se um cara anda com o pênis para fora n seria legal certo? quando um cara anda semi-nu também é ridiculo certo? então não acho que seja machista dizer isso de uma garota entendem? se o comentário tivesse dito algo como: “as moças que se vestem assim deveriam ser estupradas” eu também diria que é machista, pois nada dá o direito a violência, agora dizer que é bacana uma pessoa (homem ou mulher) andar quase nu é meio complicado…

sabe, acho que os grupos feministas deveriam se preocupar em fazer com que a mulher n fosse mais vista como objeto, há uma imposição de tipo físico belo, e as mulheres ficam sofrendo para atingir isso… a questão é que a mulher tem que se sentir bem, nós não somos objetos sexuais, por isso n temos a obrigação de ficar mostrando o nosso corpo e etc… acho que deveriamos brigar mais pela aceitação da diversidade feminina, não por simplesmente usar ou não usar roupa…

Mocinha legal número 1: Quem disse que as feministas não lutam contra os padrões de beleza? Lutamos sim, entre diversas outras coisas. A questão não é “lutar por não usar roupa” e sim de termos o direito de escolha, de fazer o que acreditamos ser melhor pra cada uma individualmente, e não seguir cagação de regra de homens que acham que temos que fazer as coisas só para agradá-los ou ter o respeito deles.

Mocinha legal número 3: Não, errado Mocinha bocó número 1! Uma mulher usar um decote ou uma saia curta NÃO é equivalente a um cara andar com o pau pra fora, poxa, não é difícil de entender! Ninguém está falando sobre a mulher andar com suas partes íntimas de fora. O que é andar “quase nu”?? os homens andam sem camisa, só de bermuda numa boa e nunca vi alguém ter problema com isso. Mas as pessoas dizerem que a mulher não “se dá o respeito” (o que diabos isso significa??) por usar uma roupa curta e justa, vejo um monte enchendo a boca pra falar, inclusive outras mulheres. A mulher não é obrigada a andar com roupas curtas e muito menos ter o corpo perfeito, mas se ela quer fazê-lo, por que isso não pode ser visto como a coisa absolutamente normal que é?? Nenhuma feminista séria e esclarecida diria que uma mulher está sendo “machista” ao casar com um homem na igreja, não tem nada a ver o c* com as calças. Mas uma mulher, ao falar mal de mulheres que gostam de usar roupas curtinhas, está sim sendo preconceituosa com relação ao seu próprio gênero, e com isso achando, talvez inconscientemente, que está se protegendo de ser desrespeitada, por ser uma das mulheres que “se dão o respeito”.

Mocinha legal número 1: E o tal do Bocó número 3 não critica só as roupas, mas também quer que as garotas sorriem DO JEITO QUE ELE QUER e que NÃO mostrem o dedo ¬¬ pfvr né

Mocinha legal número 2: Só um adendo: Mocinha bocó número 1, a sua argumentação já nos dá a ideia do machismo da sociedade: um cara que anda semi-nu pode ser tido como ridículo, o que também é relativamente raro e é o máximo que pode chegar – nunca vi nenhum homem ser xingado por estar sem camisa. Já a mulher, não é que ela é “ridícula”, ela é uma puta, uma vadia, uma vaca, uma mulher “fácil” (como o próprio Bocó número 3 disse), ela não se dá ao respeito, não se valoriza e nenhum cara “respeitável” vai gostar dela – claro, porque as mulheres só existem para que determinados tipos de cara gostem delas.

Mocinha legal número 5: Mocinha bocó número 1, sugiro que pesquise um pouco mais sobre feminismo e relações de gênero, sua argumentação tem tantos erros conceituais que eu nem sei por onde começar.

Mocinha legal número 6: uma mulher sem camisa = semi-nua. um cara sem camisa = um cara, oras./ uma mulher que nao se depila = sem higiene. um cara que não se depila = um cara, oras. (Esse é o pensamento de uma sociedade machista, Mocinha bocó número 1. A luta de nós, feministas, além de acabar com a violência, como você colocou, é uma luta por uma IGUALDADE de gênero.)

Carinha semi-bocó: Na boa, meninas… O que vejo aqui nesta discussão é uma tradição, ou seja, um conjunto de normas, imposto por determinado grupo, sendo substituído por outra tradição, que também quer impor certo tipo de pensamento, costumes que, no caso, as mulheres devem seguir. Enquanto no passado o ideal de mulher era aquela que usava roupas sem decotes e não usava vestimenta curta ou agarrada ao corpo; hoje em dia, com essas ideias feministas, o ideal é justamente esse oposto. Nenhuma das formas é melhor do que a outra, acredito que a mulher tem que escolher o que é melhor para ela e não seguir qualquer um desses grupos, que possuem ideias pré-fabricadas. Se a mulher quer usar roupas curtas, longas, agarradas, folgadas, com ou sem decote, que se foda, pra mim ela tem que usar o que é mais confortável ou que ela ache mais bonito e não ver o que está na moda do movimento feminista ou nos padrões estipulados pela sociedade. O feminismo deveria pregar a igualdade de direitos dos gêneros, porém o que vejo muito por aí são grupos extremos que pregam que a mulher é superior ao homem, fazendo o mesmo que a sociedade patriarcal de outrora fizera. Com isso elas estão usando a lógica do olho por olho, dente por dente. Não acho que mostrar os peitos pra fora vai mudar muita coisa não, sinceramente. O homem não precisa esconder os peitos porque não são sexualizados, enquanto os seios da mulher remetem a algo íntimo, do ato sexual, da amamentação. Por isso nós homens escondemos apenas o nosso órgão genital, e vocês mulheres escondem ambos. Não há nada de machismo nisso. É uma coisa que vem da civilização, desde a antiguidade.

Mocinha legal número 2:  “Nenhuma das formas é melhor do que a outra, acredito que a mulher tem que escolher o que é melhor para ela”

É EXATAMENTE ISSO QUE O MOVIMENTO FEMINISTA LUTA, QUAL É O DRAMA AMIGO???????????? 

“o que está na moda do movimento feminista” – DA ONDE VC TIROU ESSA BABAQUISSE?? Alguém tá impondo que só se use roupa curta?? Não viaja.

Sério, to quase fazendo um folder explicativo com ilustrações pq tá difícil viu.

Mocinha legal número 3: mas é justamente pela IGUALDADE que as feministas lutam… não é porque o nome é “feminismo” que se prega que a mulher é superior ao homem, até há gente que faz isso mas ninguém com o mínimo de sensatez concordaria! não se trata de tradição, de normas impostas… desde quando as feministas estão impondo que as mulheres SÓ usem roupas curtas?? a questão é o respeito da liberdade de escolher o que vestir sem ser desrespeitada por isso. ah é cansativo ficar repetindo as mesmas coisas, e as pessoas argumentando coisas que não têm nada a ver.

Carinha semi-bocó: É foda, rsrs. No plano das ideias o feminismo é lindo. Na prática é tão autoritário quanto o machismo.

Mocinha legal número 2: Carinha semi-bocó, você está lendo DE FATO o que estamos escrevendo, ou está lendo com uma ideia pré-concebida de quem “as feministas radicais acham que as mulheres devem mostrar o peito”? Quer ver, vou fazer um apanhado pequeno das coisas que foram ditas: 
– “É muito engraçado essas pessoas que olham quem defende que as mulheres se vistam da forma como bem entenderem e acham que o que elas defendem é que todas as mulheres saiam de micro-saia.” Eu mesma. (Você acabou de entrar para esse grupo)
– “termos o direito de escolha, de fazer o que acreditamos ser melhor pra cada uma individualmente”, Mocinha legal. Ou seja, se a mulher quiser usar saia curta, que use. E também, se a mulher quiser usar saia longa, que use. 
– ” A mulher não é obrigada a andar com roupas curtas e muito menos ter o corpo perfeito, mas se ela quer fazê-lo, por que isso não pode ser visto como a coisa absolutamente normal que é?”, Mocinha legal número 3. De novo, ela já estava se referindo as pessoas que acham que as feministas querem obrigar as mulheres a usarem roupas curtas.
– “é uma luta por uma IGUALDADE de gênero”, Mocinha legal número 6. Feministas não falam em uma superioridade feminina. Como gays não falam em uma “ditadura gay” e negros não querem transformar os brancos em escravos.

Ou seja, se você quer de fato discutir, LEIA o que está sendo dito. OUÇA de fato os outros.

Mocinha legal número 6: Caralho como esse feminismo é autoritário, mandando eu usar roupa curta todo dia, nem posso me expressar, tá foda, viu, essa pós modernidade. AFFE.

Carinha semi-bocó, ficando cada vez mais bocó: Não li mesmo a maioria do que foi dito aqui. Só penso que essas daí que falam de igualdade de gêneros são as primeiras a zoarem ou chamarem de machistas aqueles que não são adeptos ao feminismo. Simples assim. Hoje em dia tudo é machismo, homofobia e racismo. É modinha. Uma hora passa.

Carinha legal número 1: Sim, uma hora passa… O que não passam facilmente são pessoas que pensam como você. Sobre o machismo, sobre a homofobia, sobre o racismo, todos ilusórios demais. Até porque você não é mulher, nem gay e nem negro né?

Mocinha legal número 6: Hoje em dia tudo é modinha mesmo. está na moda morrer, ser espancado, humilhado.

Carinha legal número 1: Sou gay, luto por. Não sou negro, luto por. Não sou mulher, luto por. Se a briga for pelos et’s, lutarei. Eu luto por igualdade, Carinha semi-bocó. Não por determinado grupo de pessoas.

Mocinha legal número 2: “Não li o que vocês escreveram, mas to julgando que vcs fazem isso, e venho aqui falar bosta” TÁ CERTINHO, CONTINUE ASSIM!

Carinha semi-bocó, ficando cada vez mais bocó: julgando, não filha. Eu VEJO esse tipo de comportamento radical no dia a dia. dele tiro minhas próprias conclusões.

Carinha legal número 1: Por isso eu leio, Carinha semi-bocó. Eu não digo “esses negros querem é regalia”, porque eu vejo um ou outro confundindo as coisas. Eu pego um material, leio, e solto minha opinião. Quão grande somos para nos basearmos apenas nas nossas míseras conclusões?

Mocinha legal número 6: puts ce é vitima do feminismo né, muitas mulheres te oprimindo no dia a dia. é foda.

Mocinha legal número 2: Ah, meu, me desculpa, tem hora que tem que mandar a pessoa à merda. Porra, chega a ser mau-caratismo tentar desmerecer as diversas lutar pela igualdade chamando de “modinha”. É fácil, né, Carinha semi-bocó, ser você? Que não é negro, não é gay e nem é mulher. É fácil desmerecer a luta dos outros quando você pode simplesmente fazer de conta que tudo isso não existe, porque não acontece com VOCÊ. O difícil é ver que todos os outros são iguais a você e que deveriam ser tratado da mesma forma e que é seu papel também lutar por isso. Olha pra fora do seu umbigo! 
E, olha, eu até me empenho em discussões, mas tem uma hora que é isso: vá à merda!

Mocinha legal número 1: Ok, então vou julgar vc como um machista estuprador de mulheres, homofóbico e racista que espanca gays e negros na rua, pq esse é um comportamento radical que vejo no dia a dia e então vou concluir que qualquer pessoa que chega vomitando opinião sem ler os argumentos são esse tipo de pessoa. TO CERTA NÉ?

Carinha que era semi-bocó, agora já bocó total: então, Carinha legal número 1, você é um papagaio. Só repete as coisas que os outros dizem ou escrevem. Eu, não. Sou um ser pensante. Tua opinião é justamente aquela que está em alta no momento. O que está fazendo não é lá grande coisa. A própria mídia e a academia está a favor dessas ideias furadas.

Mocinha legal número 1:  A mídia é a favor do feminismo?

HUAUHAHUUHAHUAUHAHUHUAHUAHUAHUHUAAUHUAHUAUAUHUHAHUAHUHAUHUAHAHUHUAHUAHUAHUUAUHAUHHUAAUHUAHAUAHUUHAHUAAHUUHAHUAHUAUHAHUAUHAHUAHAUHAUHAHUAHUAHUAUHAUHAUHAUHUHAHUAUHAUHAUHAUHAHUAUHAUHAHUAUHAUHHUAUHAHUAUHAUHAUHAHUAHUAUHAUHUHAUHAUHAUHUHA.

Mocinha legal número 6: AS IDEIAS FURADAS SÃO AS IDEIAS DE RESPEITO E IGUALDADE NÉ CARA.

Carinha legal número 1: papagaio? Eu quis dizer formular ideias em cima daquelas já formuladas por grandes pessoas, não falei repetir livro. Você é um papagaio. O que vejo você falando, é a mesma merda que vejo passar em canais como globo e em revistas como veja. Já sei porque tá na letras. Vai ser colunista de alguma das capas da rede “burra” de editoras brasileiras. Ou dar aula e ensinar crianças a serem o que o mundo pede que elas sejam pra tudo correr bonitinho e de acordo com o combinado. Já te arranjei até empregos, ó.

Gaste seu tempo melhor na sua construção intelectual de sempre, vá ver uma novela! Porque eu tenho casa pra limpar aqui, e tô me retirando. Se cuide, e cuidado, seu filho pode ser gay ou mulher. Ou até mesmo uma mulher gay. (Talvez não seja se for bem criado, né?)

Mocinha bocó número 1, que não por acaso, é namorada adivinhem de quem? 😉 : burro msm é quem acha que esta mudando alguma mas n faz nada além de dizer mimimi, se n tem argumentos fique calada, não parta para o pessoal. fica a dica.

Mocinha legal número 3: sim, tenho argumentos, é só ler acima. ou não leia, tanto faz. tchau.

Mocinha bocó número 1: eu já li Mocinha legal número 3, vc defendeu defendeu o uso de decotes como se isso resumisse a luta feminista, parabéns vc é realmente uma revolucionária.

Mocinha legal número 2, se referindo à Mocinha bocó número 1 e ao Carinha ex-semi-bocó-agora-bocó: eu já expliquei e exemplifiquei para mostrar que falar que a gente luta pelo uso de decote é uma forma suja de vocês fugirem da real discussão (talvez porque não tenham argumentos), diminuindo tudo que estamos dizendo, simplificando e argumentando contra algo que NÃO É o que estamos dizendo. Enfim, isso é discussão de baixo nível, e o que estamos nos propondo aqui é alto nível.
Só toparia discutir com vocês de novo, se vocês estivessem dispostos a: 1º – LER o que é dito. 2º – não distorcer o que o outro diz. 3º – responder os argumentos com argumentos.
É ISSO, TCHAU AMIGOS.

Mocinha bocó número 1: Gostaria muito de saber pq todo o argumento que expressa algo que vai contra o que vcs dizem é encarado como um “não argumento”, mas enfim, espero nunca conseguir entender isso. É muito triste que uma discussão se torne tão medíocre pela falta de capacidade de tratar de um tema sem partir para ofensas pessoias, ah, mas isso vcs consideram um argumento… outra coisa, n se discutiu nessa discussão nada além do uso de decotes, bom, eu li… quando eu disse “vamos discutir a diversidade feminina e etc”, ninguém deu bola, todo mundo continuou no msm mimimi… por isso é uma discussão sobre decote… querem usar decotes usem… sabe, sem tanto mimimi… agora se quiserem andar semi nuas andem também, foda-se, mas é meio contraditório dizer que isso só diz respeito a vc e ficar batendo boca por isso, as pessoas podem discordar, isso é um fato  … outra coisa, não tenho a menor preocupação em terminar a discussão, pq sei que vcs vão voltar e ficar dizendo que n tenho argumentos (isso para vcs é um argumentão, bom eu acho meio mediocre,mas enfim) e isso vira uma coisa infinita sabe? essas discussões nunca levam a nada pq a maioria vai ficar batendo o martelo e uma minoria vai tentar argumentar (dai vai ser ofendida e blablabla), é triste que na fflch as pessoas n saibam conversar com quem discorda delas, sugiro que leiam novamente os meus posts, eles só se tornaram agressivos a partir do momento que vcs me ofenderam, ah sim, mas vcs n vão enxergar isso e vão partir para ofensas novamente, aprendam a conversar com quem discorda, aqui pouco me importa quem vcs são, quem vcs namoram o não… o pessoal n esta no jogo, apelar para isso que é falta de argumento… mas enfim… eu sou a louca, já que discordei e jamais posso discordar…bom, agora podem ficar ofendendo e falando que n tenho argumentos (como sempre)….é isso.

Mocinha legal número 7: fflch cada vez mais sinistra…  E eu que pensava que nunca uma Geisy seria hostilizada aqui… Pelo menos a maioria ainda joga no time “igualdade”… Mais Carinha legal número 1, menos Carinha ex-semi-bocó.

Eu:  nossa, que ideia absurdamente equivocada a galera tem sobre nós, mulheres, hein?? Pqp. Somos feministas, e não nos achamos mais que os homens. Somos feministas, e não queremos exigir que as mulheres andem de burca, tampouco exigir que andem com decotes e saias-Geisy. Aff, será o benedito que é tão difícil assim entender?? Se um homem pode sair com QUALQUER, absolutamente QUALQUER roupa e jamais ser estuprado por conta disso, por que uma mulher não poderia? O peito feminino, ao contrário do masculino, é sexualizado e sempre foi, jura?? Puta que o pariu ignorância do escambau!!!

A mocinha bocó apagou as respostas dela para mim, que pena! Então vou colocar só o que escrevi:

Eu: é verdade Mocinha bocó número 1, não tem um “apoio o estupro” – pelo menos não de modo “escarrado”. Só que tem tanta tanta MAS taaaanta tralha, e todas essas tralhas alavancam os estupros, sem contar outros tipos de comportamento e atitudes absurdas com relação às mulheres.

o legal do comentário do carinha é que ele conseguiu, muito sucintamente, em pouquíssimas palavras, colocar quase tudo o que está errado em relação às mulheres (dos homens em relação às mulheres, e de certas mulheres em relação a outras). Esse mérito ele tem *rs*

Mocinha bocó:  Essas discussões n levam a nada entende? eu até evito entrar nelas por isso, eu discordo da maioria das pessoas da fflch em mtos aspectos (n por ignorÂncia, até pq já li bastante e sei que vcs também), é uma questão de opinião… as pessoas podem discordar sabe? mas acho triste pq quando alguém vai contra o q vcs acham há uma fuga pela ofensa (n estou dizendo que vcs estão me ofendendo agora, apenas estou explicando pq evtito falar)… n falei de burca sabe? só acho que as mulheres n deveriam se preocupar tanto em se enquadrar nos padrões de beleza e tal, eu uso calça e tênis esporte e sou feliz assim…bom, mas é isso… sério, n quero mais discutir… sem ofensas, é que já falei o q tinha que falar entendem? só que o cara do comentário que gerou a discussão n disse estupro…é isso.

A mocinha bocó apagou outra resposta dela para mim

Eu: Mocinha bocó, entendo perfeitamente o que vc. quer dizer. Você que não está nos entendendo, mas tudo bem, quem sabe um dia 🙂  E sim, claro, as pessoas podem discordar, isso é salutar. Não fugi para a ofensa só porque discordo de você, eu só reforcei o que quis dizer. Como você, também acho que nós não deveríamos nos esforçar em nos enquadrar nos padrões ditados, e também eu uso tênis, camisetão e calça jeans e sou feliz assim. Só que não é exatamente disso que estamos falando, veja…perceba as implicações das questões que o tal do Bocó número 3 levantou.

suponha a seguinte situação: eu, ou você, usamos sempre calça jeans e camiseta. Um dia, supondo, queremos mudar um pouco de estilo, ou até surpreender nossas amigas, e colocamos uma roupa mais ousada – nada pelado, apenas um decote, uma saia cujo cumprimento seja acima dos joelhos e um salto alto. Estamos lá, caminhando pela rua afora, e a galera nos olhando como um pedaço de carne, falando as maiores obscenidades agressivas (estilo “vem cá gostosa, quer sentir meu pau?”) e até correndo o risco, se você cruzar com um fulano como o dito Robert, de uma passada de mão. Isso é justo? É certo? Você é vagabunda? Você se vestiu para provocar o fulano que cruzou seu caminho? Você “pediu para ser estuprada”? Você acha mesmo que quem usa uma saia e um decote usa essas roupas para ser desrespeitada ou babada em cima por estranhos?? Por favor…

e só complementando: já recebi cantadas obscenas e tentativas de passadas de mão USANDO a tal calça jeans larga, e sem mostrar um centímetro do meu corpo que não fossem os antebraços!!! Exigir que as mulheres “se dêem respeito” não é, nem de longe, a solução. Aliás, não só não é a solução, como não é nada, porque não significa nada a não ser uma ideologia furadíssima para justificar as agressões (verbais, físicas, psicológicas) contra nós mulheres.

além disso, convenhamos: moramos num país tropical. Que ande de sobretudo durante o verão quem quiser, eu certamente não vou passar calor e deixar de colocar shorts ou vestido porque os putos na rua não vão me respeitar.

minha meta é ver, nem que eu tenha 90 anos de idade, a mulherada andando na rua com os peitos de fora (literalmente), assim como os caras andam sem camisa, normal, sem que isso seja nada fantástico, novo, chocante ou sexualizado. É possível, e tomara que minhas netas consigam chegar lá.

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Vladimir Safatle fala:


Ativistas lançam Manifesto pela Democratização da USP

Documento alega que práticas do atual reitor da USP João Grandino Rodas são semelhantes às desenvolvidas durante o regime militar

Estudantes, intelectuais, perseguidos e ex-presos políticos da ditadura militar (1964-1984) lançam nesta quinta-feira (01) o Manifesto pela Democratização da USP no Auditório da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da Universidade de São Paulo (USP) a partir das 19h.

O manifesto chama a atenção para as práticas do atual reitor da USP João Grandino Rodas que, segundo os ativistas, são semelhantes às desenvolvidas pela Universidade durante o regime militar.

Assinado por uma série de ex-presos políticos e familiares de mortos e desaparecidos, como a família de Zuzu Angel, o documento destaca que assim como no período de recrudescimento, no qual muitos estudantes da USP eram perseguidos, também hoje é comum a perseguição política, o processo e a expulsão de estudantes que se opõem à política vigente na Universidade.

Estão convidados para participar do ato o jurista Fábio Konder Comparato, os professores Vladimir Pinheiro Safatle, Jorge Luiz Souto Maior, Leonel Itaussu e Gilberto Bercovici e o jornalista e preso político Ivan Seixas. Um estudante representando o Comando de Greve estudantil também deve participar. Também devem estar presentes militantes da área de direitos humanos, perseguidos pelo regime e familiares de mortos e desaparecidos.

Desde o dia 8 de novembro, os estudantes da USP protagonizam uma grande movimentação na Universidade contra a repressão e o reitor considerado por eles ilegítimo e autoritário (Acesse aqui especial do Brasil de Fato sobre repressão na USP).

 

Conheça abaixo o manifesto:

Manifesto pela Democratização da USP
www.democraciausp.blobspot.com

Nós, perseguidos pelo regime militar, parentes dos companheiros assassinados durante esses anos sombrios e defensores dos princípios por eles almejados assinamos este manifesto como forma de recusa ao monumento que está sendo construído em homenagem às chamadas “vítimas de 64” na Praça do Relógio, Cidade Universitária, São Paulo.

Um monumento na USP já deveria há muito estar erguido. É justo, necessário, e precisa ser feito. Porém, não aceitamos receber essa homenagem de uma reitoria que reatualiza o caráter autoritário e antidemocrático das estruturas de poder da USP, reiterando dispositivos e práticas forjadas durante a ditadura militar, tais como perseguições políticas, intimidações pessoais e recurso ao aparato militar como mediador de conflitos sociais. Ao fazer isso, essa reitoria despreza a memória dos que foram perseguidos e punidos pelo Estado brasileiro e pela Universidade de São Paulo por defenderem a democratização radical de ambos.

Esse desprezo pela memória dos que sofreram por defender a democracia, dentro e fora da Universidade, se manifesta claramente na placa que inaugurava a construção de tal monumento. A expressão “Vítimas da Revolução de 1964” contém duas graves deturpações: nomeia de “vitimas” os que não recearam enfrentar a violência armada, e, mais problemático ainda, de “revolução de 1964” o golpe militar ilegal e ilegítimo.

Essa deturpação da linguagem não é, portanto, fortuita. Resulta da ideologia autoritária predominante na alta cúpula da USP.

Durante a ditadura, essa ideologia autoritária levou a direção central da USP a perseguir, espionar, afastar e delatar muitos dos que então resistiam à barbárie disseminada na Universidade e na sociedade brasileira como um todo. Ainda macula a imagem desta Universidade a dura lembrança (i) dos inquéritos policiais-militares, instaurados com apoio ou conivência da reitoria; (ii) das comissões secretas de vigilância e perseguição; (iii) das delações oficiais de alunos, funcionários e professores para as forças de repressão federais e estaduais; (iv) da mobilização do aparato militar na invasão do CRUSP e da Faculdade de Filosofia em 1968; (v) da colaboração quase institucional da USP, na figura do seu então reitor, Luis Antonio Gama e Silva, na redação do Ato Institucional Número 5 – AI5; (vi) e da aprovação, por Decreto, do regimento disciplinar de 1972, que veda a docentes e discentes qualquer forma de participação política e confere à reitoria poder para perseguir os que o fazem.

Atualmente, essa mesma prática autoritária se manifesta não apenas na inadmissível preservação e utilização do regimento disciplinar de 1972 para apoiar perseguições políticas no interior da Universidade, mas também (i) na reiterada recusa da administração central da USP em reformar o seu estatuto antidemocrático, mais afeito ao arcabouço jurídico da ditadura militar do que à Constituição Federal de 1988; (ii) na forma pouco democrática das eleições dos dirigentes da USP, que assume sua forma mais absurda no processo de escolha do reitor por meio de um colégio eleitoral que representa menos de 1% da comunidade universitária; (iii) na ingerência do governo do Estado na eleição do reitor desta Universidade; (iv) e, mais grave ainda, na recorrente mobilização da força policial-militar para a resolução de conflitos políticos o interior desta universidade, tal como ocorreu, recentemente, na desocupação da reitoria da USP.

Nesse sentido, em memória dos que combateram as práticas da barbárie autoritária e suas manifestações, defendemos que a melhor forma de homenagear os muitos uspianos e demais brasileiros que tombaram nesta luta não é um monumento; mas, sim, a adoção dos princípios verdadeiramente democráticos em nossa Universidade, o que demanda o fim do convênio com a Polícia Militar, bem como o fim das perseguições políticas pela reitoria e pelo Governo de São Paulo a 98 estudantes e 5 dirigentes sindicais, através de processos administrativos e penais, e a imediata instauração de uma estatuinte livre, democrática e soberana, eleita e constituída exclusivamente para este fim.

Assinatura de familiares de mortos e desaparecidos, de ex-presos e perseguidos pela ditadura. Uspianos e não uspianos.

Assinatura de professores da USP e de outras universidades brasileiras

(*) Ex-uspiano
(**) Em atividade na USP
(***) Não uspiano

Adriano Diogo* – Geólogo, Dep. Estadual; ex-preso político

Ana Barone **

André Tsutomu Ota* – Professor Dr. da UEL; ex-aluno da USP e ex-preso político

Anivaldo Padilha ***

Antonio Roberto Espinosa * – Jornalista; ex-preso político

Artur Scavone** – Estudante; presidente do CEFISMA em 1970 e ex-preso político

Aton Fon Filho*** – Advogado; ex-preso político

Benjamin Abdala Junior**  – Prof. Titular da USP; ex-preso político

Bento Prado Jr. – Família assina em memória)

Caio Prado Jr. – Família assina em memória)

Carlos Alberto Lobão Cunha*

Carlos Eugênio Paz***

Carlos Neder* – Médico, Vereador; ex-preso político

Carmem Silvia Vidigal**

Celso Lungaretti* – Jornalista formado pela ECA, blogueiro, ativista de direitos humanos; ex-preso político e militante da VPR

Chico de Oliveira** – Prof. Emérito da USP; ex-preso político

Darci Miyaki*** – Advogada e ex-presa política

Décio Teixeira Noronha***

Dilmar Miranda*** – Professor de Filosofia da UFC; ex-preso político

Divo Guisoni*** – Filósofo; perseguido pela ditadura e condenado à revelia

Edson Teles* – Sobrinho de André Grabois, desaparecido durante a Guerrilha do Araguaia. Professor de Filosofia da Unifesp e ex-aluno da USP; ex-preso político

Emília Viotti da Costa** – Prof. Aposentada da USP; afastada da Universidade pelo AI-5

Emir Sader* – Prof. aposentado da USP, Prof. de Sociologia da UFRJ; perseguido pela ditadura

Enzo Luis Nico Jr.* – Perseguido pela ditadura e exilado

Flávio Wolf de Aguiar* – Professor aposentado de Literatura Brasileira da USP; ex-preso político

Fernando Ponte de Souza*

Francisco Bernardo de Arantes Karam***

Francisco Paulo Greter* – Filósofo e vice-presidente da APROFFESP; perseguido pelo regime militar

Helenira Resende de Souza Nazareth* – Assina Helenalda Resende de Souza Nazareth; ex-aluna da USP do Curso de Matemática, FFCL/USP, professora universitária aposentada; irmã de Helenira Resende de Souza Nazareth: desaparecida no Araguaia, em 1972; foi aluna do curso de Letras da FFCL da USP e  membro da diretoria da UNE, eleita após o Congresso de Ibiúna.

Heleny T. F. Guariba* – Família assina em memória – Desaparecida desde 1971 após ser
presa pelos orgãos de repressão da ditadura. Foi professora da EAD/USP, diretora teatral e militante da VPR

Helena Greco*** – Assinam Heloísa Greco e Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania

Kuba Goldberg * – Família assina em memória – Professor do ITA, ex-uspiano, ex-preso político

Ivan Seixas***- Núcleo de Preservação da Memória Política; ex-preso político

Jonas Tadeu Silva Malaco**

John Kennedy Ferreira***

José Augusto Azeredo *** – Consultor Sindical; ex-preso político

José Damião de Lima Trindade* – Procurador do Estado de SP; ex-preso político

Lúcia Rodrigues*

Laura Christina Mello de Aquino*

Laurita Ricardo de Salles* – Prof. Dra. da UFRN; ex-estudante da USP e ex-presa política

João Fortunato Vidigal e Thereza Vidigal*** – Assina: Leonardo Alvares Vidigal, Professor Dr. da UFMG, ex-aluno da ECA-USP, filho de João Fortunato Vidigal, ativista estudantil, preso político, perseguido e falecido durante a ditadura militar, vítima de ferimentos causados por tortura, e Thereza Vidigal, ex-presa política, perseguida durante a ditadura

Leonel Itaussu Almeida Mello** – Prof. Titular do Departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo; ex-preso político

Luís Carlos Prestes (Família assina em memória)

Luiz Costa Lima***- Prof. de Teoria Literária da PUC/RJ; ex-preso político

Luiz Dagobert de Aguirra Roncari**- Prof. de Literatura Brasileira da USP; ex-preso político

Luiz Eduardo Merlino*** – Assina Tatiana Merlino, jornalista, editora adjunta Caros Amigos e sobrinha de Luiz Eduardo Merlino,jornalista morto pela ditadura

Luiz Siveira Menna Barreto**

Maria Amélia Azevedo*- Professora aposentada da USP/IP; perseguida política

Maria Dolores Pereira Bahia***

Mário Maestri***

Marly de Almeida Vianna***

Marylizi Thuler de Oliveira*

Maura Gerbi Veiga* – Professora e perseguida pela ditadura

Nelson Soares Wisnik* – Ex-cruspiano, ex-preso político, ex-professor do IF-USP, familiar de ativista morto pela ditadura

Olga Bohomoletz Henriques *** (Família assina em memória – Médica; perseguida pela diatadura, aposentada por decreto e exilada política

Osmar Gomes da Silva* – Dentista; ex-aluno de Odontologia da USP e ex-preso político

Osvaldo Coggiola – Prof. Titular da USP; argentino de nascimento, foi perseguido e preso durante à ditadura Argentina

Reinaldo A. Carcanholo*** – Professor Dr. da UFES; ex-exilado político

Rubens Pereira dos Santos* – Professor da Unesp; ex-uspiano e ex-preso político

Rui Falcão* – Advogado, Dep. Estadual; ex-preso político

Sebastião Baeta Henriques*** – Família assina em memória – Médico; Perseguido pela ditadura, aposentado por decreto e exilado político

Selma Bandeira Mendes Dantas Vale*** – Assina Luiz Dantas Vale, professor da UFAL, familiar de Selma Bandeira Mendes Dantas Vale, professora da Universidade Federal de Alagoas, deputada estadual, perseguida política – ficou clandestina por mais de cinco anos, quando foi presa. Uma das primeiras pessoas a ser beneficiada pela Lei da Anistia.

Takao Amano* – Advogado; ex-preso político e exilado

Wolfgang Leo Maar* – Professor Titular da UFSCar; ex-aluno da USP e ex-preso político

Zenaide Machado de Oliveira*** – Cientista Social; ex-militante da VPR, anistiada política

Zillah Branco*

Zuzu Angel e Stuart Angel Jones*** – Assinam Hildegard Angel Bogossian e Ana Cristina Angel Dronne: filhas de Zuzu Angel e irmãs de Stuart Angel Jones, assassinados pela ditadura militar. Assinam também em nome do Instituto Zuzu Angel

Muitos dos signatários acima além de presos e/ou exilados, tiveram seus direitos políticos cassados, foram torturados, aposentados compulsoriamente.

Docentes da USP

Adalgiza Fornaro (IAG/USP)
Adma Muhana (USP/DLCV)
Adrián Fanjul (USP/DLM)
Adriana Kanzepolsky (USP/ DLM)
Adriano H. R. Biava (FEA/USP)
Afrânio Mendes Catani (USP/FE)
Agnaldo Valentin.(USP/EACH)
Ana Fani Alessandri Carlos (USP/DG)
Andréa Maria
Altino de Campos Loparic (USP/DF)
André Bohomoletz Henriques (USP/IF)
Ângela Maria M. de L. Hutchison (USP/EACH)
Anna Karenina Azevedo Martins (USP/EACH)
Antonio Araújo (USP/ECA)
Antonio Carlos Robert Moraes (USP/DG)
Áquilas Mendes (USP/FSP)
Arlindo Tribess (USP/Poli)
Aurea Ianni (USP/FMUSP)
Beatriz Raposo de Medeiros (USP/FFLCH)
Benicio Jose de Souza (USP/Poli)
Benjamin Abdala Junior (USP/DLCV)
Bruno Bontempi Jr. (USP/FE)
Calixto Salomão Filho (USP/Direito)
Carlos Egídio Alonso (USP/FAU)
Carlos Roberto Monteiro de Andrade (USP/IAU)
Carlos Serrano (USP/FFLCH)
Carlos Zeron (USP/História)
Carmem Silvia Vidigal (USP/FE)
Celso Fernando Favaretto (USP/FEUSP)
Chico de Oliveira (USP/DS)
Christian Ingo Lenz Dunker (USP/IP)
Cibele Saliba Rizek (USP/DS)
Cilaine Alves Cunha (USP/DLCV)
Ciro Teixeira Correia (USP/IG)
Claudia Rosa Riolfi (USP/FE)
Cláudia Valentina A. Galian (USP/FEUSP)
Cláudia Vianna (USP/FE)
Cláudio Kazuo Akimoto (USP/IP)
Cleide Rodrigues (USP/FFLCH)
Cris Fernández Andrada (USP/IP)
Cristiane Maria Cornelia Gottschalk (USP/FE)
Cristina Wissenbach (USP/DH)
Daciberg Lima Goncalves (USP/IME)
Danilo Silva Guimarães (USP/IP)
Deisy Ventura (USP/IRI)
Denise Dias Barros (USP/FMUSP)
Dilma de Melo Silva (USP/ECA)
Doris Accioly eSilva (USP/FE)
Elie Ghanem (USP/FE)
Elenice Mouro Varanda (USP/FFCLRP)
Eleuterio F S Prado (USP/FEA)
Elisabeth Andreoli de Oliveira (USP/IF)
Elisabeth Silva Lopes (USP/EAD)
Elisabeth Spinelli de Oliveira (USP/FFCLRP)
Elisabetta Santoro (USP/DLM)
Elizabeth Araújo Lima (USP/FMUSP)
Elizabeth Cancelli (USP/DH)
Emerson de Pietri (USP/FE)
Emília Viotti da Costa (USP/DS)
Esmerindo Bernardes (USP/IFSC)
Fábio Konder Comparato (USP/Direito)
Fátima Corrêa Oliver (USP/FMUSP)
Flavio Aguiar (USP/DLCV)
Flávio de Campos (USP/DH)
Francis Henrik Aubert (USP/DLM)
Francisco Alambert (USP/DH)
Francisco Miraglia (USP/IME)
Francisco Murari Pires (USP/DH)
Gilberto Bercovici (USP/Direito)
Gilberto de Andrade Martins (USP/FEA)
Helder Garmes (USP/DLCV)
Helena Aparecida Ayoub Silva (USP/FAU)
Hélio de Seixas Guimarães (USP/DLCV)
Heloísa Buarque de Almeida (USP/DA)
Henrique Carneiro (USP/DH)
Homero Santiago (USP/FFLCH)
Horacio Gutiérrez (USP/História)
Ianni Regia Scarcelli (USP/IP)
Iray Carone (USP/IP)
Iris Kantor (USP/DH)
Isabel Aparecida Pinto Alvarez (USP/DG)
Iumna Maria Simon (USP/DTLLC)
Ivan Marques (USP/DLCV)
Jacyra Soares (USP/IAG)
Jaime Ginzburg (USP/DLCV)
Jaime Solares Carmona (USP/FAU)
Jefferson Agostini Mello (USP/EACH)
João Adolfo Hansen (USP/DLCV)
Joaquim Alves de Aguiar (USP/DTLLC)
Joel La Laina Sene (USP/ECA)
John Cowart Dawsey (USP/DA)
Jonas Tadeu Silva Malaco (FAU/USP)
Jorge de Almeida (USP/DTLLC)
Jorge Luiz Souto Maior (USP/Direito)
Jorge Machado (USP/EACH)
José Batista Dal Farra Martins (USP/ECA)
José Damião de Lima Trindade (USP)
José Leon Crochík (USP/IP)
Jose Luiz F Fleury de Oliveira (USP/FAU)
José Marcelino de Rezende Pinto (FFCLRP/USP)
José Maria Soares Barata (USP/FSP)
José Moura Gonçalves Filho (USP/IP)
Klara Kaiser Mori (USP/FAU)
Laura Camargo Macruz Feuerwerker (USP/FSP)
Laurindo Lalo Leal Filho (USP/ECA)
Leda Paulani (USP/FEA)
Leny Sato (USP/IP)
Leon Kossovitch (USP/Filosofia)
Leonel Itaussu Almeida Mello (USP/DCP)
Lia de Alencar Coelho (USP/FZEA)
Lincoln Secco (USP/DH)
Lucia Maria Salvia Coelho (USP/FMUSP)
Luciano Miranda Duarte (USP/IF)
Lucia Wataghin (USP/DLM)
Luís César Guimarães Oliva (USP/USP)
Luiz Dantas Vale (UFAL)
Luiz Armando Bagolin (USP/IEB)
Luiz Cláudio Ribeiro Galvão (USP/Poli)
Luiz Dagobert de Aguirra Roncari (USP/DLCV)
Luiz Renato Martins (USP/ECA)
Luiz Siveira Menna Barreto (USP/EACH)
Mamede Jarouche (USP/DLO)
Manoel Roberto Robilotta (USP/IF)
Marcus Lira Brandão (USP/FFCLRP)
Marcos F. Napolitano De Eugênio (USP/DH)
Marcos Nascimento Magalhaes (USP/IME)
Marcello Modesto (USP/DL)
Marcia Arruda Franco (USP/FFLCH)
Marcia Gobbi  (USP/FEUSP)
Marco Aurélio Vannucchi (USP)
Marcos Silva (USP/DH)
Maria Amélia Azevedo (USP/IP)
Maria Cecilia Casini (USP/DLM)
Maria Cecília França Lourenço (USP/FAU)
Maria Cláudia Badan Ribeiro (USP/FFLCH)
Maria da Graça Jacintho Setton (USP/FEUSP)
Maria Dea Conti Nunes (USP)
Maria de Fátima Bianchi (USP/DLO)
Maria de Fátima Simões Franciso (USP/FE)
Maria Helena P. Toledo Machado (USP/DH)
Maria Helena Rolim Capelato (USP/DH)
Maria Isabel de Almeida (USP/FE)
Maria Julia Kovács (USP/IP)
Maria Lêda Oliveira (USP/DH)
Maria Letícia B. P. Nascimento (USP/FE)
Maria Ligia Coelho Prado (USP/DH)
Maria Lúcia Pallares-Burke (USP/FEUSP)
Maria Sílvia Betti (USP/DLM)
María Teresa Celada  (USP/DLM)
Maria Victoria de Mesquita Benevides (USP/FE)
Marie Claire Sekkel (USP/IP)
Marilda Lopes Ginez de Lara (USP/ECA)
Marilena Chaui (USP/Filosofia)
Marília Pinto de Carvalho (USP/FEUSP)
Mário Henrique Simão D Agostino (USP/FAU)
Mario Miguel González (USP/DLM)
Marisa Grigoletto (USP/DLM)
Marta Inez Medeiros Marques (USP/DG)
Marta Maria Chagas de Carvalho (USP/FEUSP)
Marta Rosa Amoroso  (USP/DA)
Mauricio Cardoso (USP/DH)
Mauricio Santana Dias (USP/DLM)
Mayra Laudanna (USP/IEB)
Michel Sleiman (USP)
Miguel Soares
Palmeira.(USP/DH)
Miguel Pereira (USP/FAU)
Nabil Bonduki (USP/FAU)
Nair Yumiko Kobashi (USP/ECA)
Neide T. Maia González (USP/DLM)
Nelson Fiedler Ferrara Junior (USP/IF)
Noé Silva (USP/DLO)
Norberto Abreu e Silva Neto  (USP/IP)
Nuno de Azevedo  Fonseca (USP/FAU)
Olga  Ferreira Coelho (USP/DL)
Osvaldo Coggiola (USP/DH)
Otilia Beatriz Fiori Arantes (USP/Filosofia)
Pablo Fernando Gasparini (USP/DLM)
Pablo Ortellado (USP/EACH)
Patrícia Noronha (USP/ECA/Unicamp/CAC)
Patricio Tierno (USP/Ciência Política)
Paula Marcelino (USP/DS)
Paulo Albertini (USP/IP)
Paulo Capel Narvai (USP/FSP)
Paulo Eduardo Arantes (USP/Filosofia)
Paulo Endo (USP/IP)
Paulo Martins (USP/DLCV)
Pedro Paulo Chieffi (USP/FMUSP)
Primavera Borelli (USP/FCF)
Rafaela A. E.  Ferreira Barbosa (USP/Direito)
Regina de Toledo Sader (DG)
Regina Lúcia Pontieri (USP/DTLLC)
Reinaldo Salvitti (USP/IME)
Renato da Silva Queiroz (USP/FFLCH)
Renato Sztutman (USP/Antropologia)
Ricardo Musse (USP/DS)
Ricardo Rodrigues Teixeira (FMUSP)
Roberta Barni (USP/DLM)
Rodrigo Aug. Santinelo Pereira (USP/FFCLRP)
Romualdo Portela de Oliveira (USP/FE)
Rosa Ester Rossini (USP/Geografia)
Rosângela Gavioli Prieto (USP/FE)
Rosangela Sarteschi (USP/FFLCH)
Ruy Braga (USP/DS)
Salete de Almeida Cara (USP/FFLCH)
Sandra Galheigo (USP/FMUSP)
Sandra Guardini T. Vasconcelos (USP/DLM)
Sandra Zákia Sousa (USP/FE)
Sandra Maria Sawaya (USP/FE)
Sean Purdy (USP/DH)
Selma Lancman (USP/FMUSP)
Sergio Cardoso  (USP/Filosofia)
Sérgio Salomão Shecaira (USP/Direito)
Suely Robles Reis de Queiroz (USP/DH)
Suzana Salem (USP/IF)
Sylvia Bassetto (USP/DH)
Sylvia Caiuby Novaes (DA-USP)
Tania Macêdo (USP/DLCV)
Tatiana Alexandrovna  Michtchenko (USP/IAG)
Tercio Redondo (USP/DLM)
Valdir Heitor Barzotto (USP/FE)
Valentim Aparecido Facioli (DLCV/USP)
Vera Lucia Navarro (USP/FFCL)
Vera Pallamin (USP/FAU)
Vera Silva Telles (USP/DS)
Vima Lia de Rossi Martin (USP/DLCV)
Vitor Henrique Paro (USP/FEUSP)
Vladimir Safatle (USP/Filosofia)
Waldir Beividas (USP/DL)
Yudith Rosenbaum (USP/DLCV)
Yvonne Mautner (USP/FAU)
Zenir Campos Reis (USP/DLCV)
Zilda Márcia Grícoli Iokoi (USP/DH)

Docentes de outras universidades solidários ao Manifesto:

Adriano Nascimento (UFAL/FSSO)
Agenor Bevilacqua (UNIABC)
Adolfo Miranda Oleare (IFES)
Aldo Duran Gil (UFU)
Alexandre Fortes (UFRRJ)
Amarildo Ferreira Junior (UFSCar)
Ana Castro (Escola da Cidade)
Ana Isabel Guimarães Borges (UFF)
Ana Laura dos Reis Corrêa (UnB)
Andréa Bieri (Unirio)
Andréa Casa Nova Maia (UFRJ)
André Cordeiro Alves Dos Santos (UFSCar)
André Guimarães Augusto (UFF)
André Medina Carone (Unifesp)
André Tsutomu Ota (UEL)
Ângela Soligo  (Unicamp/FE)
Angélica Lovatto  (Unesp/Marília)
Anita Handfas  (UFRJ)
Anita Leocádia
Benário Prestes (UFRJ/História)
Antonio Carlos  Moraes (UFES)
Antonio Jorge  Siqueira (UFPE)
Antonio S.de Almeida  Neto (Unifesp/História)
Aparecido  Francisco Bertochi  (UFFS)
Arley R. Moreno (Unicamp/Filosofia)
Beatriz Catão Cruz Santos (UFRJ/IH)
Bernardo Karam (UFRJ)
Bertulino José de Souza (UERN)
Brigitte Bedin (UNG)
Caio Toledo (Unicamp)
Carlos Alberto S. Barbosa (Unesp/História)
Carlos Zacarias F. de Sena Jr. (UFBA/FFCH)
Célio Ribeiro Coutinho (UECE)
César Nardelli Cambraia (UFMG)
Cezar Luiz De Mari (UFV/Educação)
Cláudia Isabel Ribeiro Santos (PUC-SP/História)
Claudia Maria Barbosa  (PUC-PR/Direito)
Claudia Moraes de Souza (Unesp / FCC)
Cleier Marconsin (UERJ)
Clinio de Oliveira Amaral (UFRRJ)
Cristina Amélia Luzio (Unesp)
Davisson Cangussu (Unifesp)
Débora El-Jaick Andrade (UFF)
Denise Mattos Monteiro (UFRN)
Dilmar Santos de Miranda (UFC)
Diorge Alceno Konrad (UFSM/História)
Dirlene de Jesus  Pereira (UEL)
Douglas Ferreira Barros (PUC-Campinas)
Helenira Aparecidea Novo (Ufes)
Eduardo Mei (Unesp)
Eduardo Sterzi (Unicamp)
Eduardo Strachman (Unesp)
Eleonora Albano (Unicamp/IEL)
Elizete Antelmi Fabbri
Elza Margarida de Mendonça Peixoto (UFBA)
Emerson Elias Merhy  (UFRJ)
Enilce Albergaria Rocha (UFJF)
Epitácio Macário Moura (UECE)
Erminia Silva (Unesp)
Estela Scheinvar (UFF/UERJ)
Fabio Akcelrud Durão (Unicamp)
Fernanda Menna Pinto Peres (Juíza de Direito)
Fernando Medeiros (UFAL)
Francisco Fagundes de Paiva Neto (UEPB)
Francisco Gnçalves da Conceição (UFMA)
Geni Rosa Duarte (UNIOESTE)
Glaucia Vieira Ramos  Konrad (UFSM)
Graciela Foglia (Unifesp)
Guilherme Amaral Luz (UFU)
Guiomar Ramos (UFRJ/ECO)
Hamilton Prado Bueno (UFMG)
Hélio Moreira da Costa Júnior (UFAC)
Heloisa Helena Corrêa Silva (UFAM)
Henrique Finco (UFSC)
Isabel Loureiro (Unesp/Filosofia)
Ivan Rodrigues Martin (Unifesp)
Jacyntho Lins Brandão (UFMG)
Jair Donadelli Jr (UFABC)
Jean Pierre Chauvin (Fatec)
Jefferson O. Goulart (Unesp/FAAC)
Joanita Mota de Ataide (UFMA)
Joaquim Pedro Neto
João Batista Santiago Sobrinho (Cefet/MG)
João dos Reis Silva Júnior (UFSCar)
João Evangelista Rodrigues (PUC/MG)
João Francisco Tidei Lima (Unesp)
João Quartim de Moraes (Unicamp)
John Fontenele Araujo (UFRN)
Jonnefer Francisco Barbosa (PUC/SP)
Jorge Antunes (UnB/Música)
José Carlos Barreto de Santana (UEFS)
José Carlos Pinheiro Prioste (UERJ)
José Claudinei Lombardi (Unicamp)
José Clécio B. Quesado (UFRJ)
José Fernando Kieling (UFPEL)
José Jonas Duarte da Costa (UFPB)
José Maria Porcaro Salles (UFMG)
José Menezes Gomes (UFMA)
Josimar Priori (UEM)
Káta Cilene do Couto (UFAM/História)
Kathleen Tereza da Cruz (UFRJ)
Kátia Gerab Baggio (UFMG)
Laurita Ricardo de Salles (UFRN)
Lavinia Silvares (Unifesp)
Leonardo Alvares Vidigal (UFMG)
Lídio de Souza (UFES)
Liliene Xavier Luz (UESPI)
Lincoln de Abreu Penna (UFRJ)
Liv Sovik (UFRJ)
Luciana Duccini (UNIVASF)
Lúcio Flávio
Rodrigues de Almeida (PUC/SP)
Luis Geraldo Leão Guimarães (UNEB)
Luiz Barros Montez (UFRJ)
Luiz Carlos Barreira (Unisantos)
Luiz Carlos Pinheiro Machado (UFRGS)
Luiz Carlos Soares (UFF)
Luiz Costa Lima (PUC/Rio)
Luiz Fernando Rojo (Antropologia/UFF)
Marcela Stockler Coelho de Souza (UnB/DA)
Marceleuze Melquíades de Araujo (UFPB/UEPB)
Marcelo Milan (UFRGS)
Márcia Regina da Silva Ramos Carneiro (UFF)
Márcio Bilharinho  Naves (Unicamp/IFCH)
Marcio Capriglione (UFRGN)
Márcio  Ricardo Coelho Muniz (UFBA)
Marcos Del Roio (Unesp/FCC)
Marcos Vinicius Ribeiro (Unioeste)
Margareth Rago (Unicamp)
Maria Amélia Dalvi (UFES)
Maria Aparecida Affonso Moysés (Unicamp/Medicina)
Maria Auxiliadora Vieira de Carvalho (UFOP)
Maria Bernadete Fernandes de Oliveira (UFRN)
Maria Cristina Campello Lavrador (UFES)
Maria Izabel Brunacci (Cefet/MG)
Maria Luiza Scher Pereira (UF de Juiz de Fora)
Maria Ribeiro do  Valle (Unesp/FLC)
Maria Rita de Almeida Toledo (Unifesp/História)
Maria Rosário Gonçalves de Carvalho (UFBA)
Marieta Gouvêa de Oliveira Penna (Unifesp)
Marília Flores Seixas de Oliveira (UESB)
Marilina Conceição O.Bessa Serra Pinto (UFAM)
Marina Gusmão de Mendonça (UNESP)
Marcio Goldman  (UFRJ)
Marlei Roling Scariot (Unifesp)
Maurício Vieira Martins (UFF/Sociologia)
Milton Pinheiro (Uneb/ICP)
Mirna Busse Pereira (CUFSA)
Modesto Carone (Unicamp/Teoria Literária)
Mônica Martins (UECE)
Newton Molon (Cásper Líbero)
Nina Saroldi (Unirio)
Norberto Ribeiro Torres Junior (Unesp)
Odair Furtado (PUC/SP)
Ofélia Maria Marcondes (IFMS)
Ovidio de Abreu Filho (UFRJ)
Oziris Simoes (FCMSCSP)
Patrícia Vieira Trópia (UFU)
Paulo Barsotti (FGV/SP)
Paulo Cesar Miguez de Oliveira (UFBA)
Paulo Eduardo Barros Pignanelli (UEL)
Paulo Henrique Martinez (Unesp/História)
Paulo José  Koling (UNIOESTE)
Paulo Roberto Franco Andrade (UFU)
Pedro Castro (UFF)
Raphael Nunes Nicoletti Sebrian (Unifal/MG)
Rachel Soihet (UFF)
Ravel Giordano Paz (UEG)
Reinaldo A. Carcanholo (UFES)
Ricardo Antunes (Unicamp)
Rita de Cássa Mendes Pereira (UESB)
Robério Paulino (UFRN)
Roberto Gomes Camacho (Unesp)
Roberto José Gnattal (Unirio)
Robson Laverdi (UNIOESTE/PR)
Ricardo Martins Valle (UESB)
Rita de Cassia Cavalcante (UEPB)
Roberto Leher (UFRJ)
Rodrigo Alves Teixeira (PUC/SP)
Rodrigo Bastos (UFSC)
Saulo Carneiro (UFBA)
Sérgio Alcides (UFMG)
Sérgio Braga (UFPR)
Sérgio Prieb (UFSM/Economia)
Sérgio Resende Carvalho (Unicamp/Medicina)
Sheila Schvarzman  (Universidade Anhembi Morumbi)
Sidney Chalhoub (Unicamp)
Sonia Nussenzweig Hotimsky (FESP)
Suely Kofes (Unicamp/IFCH)
Suzeley Kalil Mathias (Unesp)
Tania de Luca (Unifesp)
Tania Mara Pereira Vasconcelos  (Uneb)
Tarcisio Praciano Pereira (UVA)
Tiago de Melo Gomes (UFRPE)
Túlio Batista Franco (UFF)
Unaí Tupinambás (UFMG)
Valdo José Cavallet  (UFPR)
Valéria Guimarães (Cefet/MG)
Valricélio Linhares (UECE)
Virgílio de Almeida (UEM)
Wilson Correia (UFRB)
Wolfgang Leo Maar (UFSCar)
Zinka Ziebell (Universidade Livre de Berlim)

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Só dei uma passada de vista


…mas esta tese aqui me pareceu muito interessante – um tema essencial e que me intriga bastante, pois parece que quem projeta esses abrigos nunca teve que usá-los, nem vai precisar deles jamais…não são nada confortáveis, nem práticos, nem lá muito úteis, nada!

POSFAU_AbrigosdeonibusemSP_analisedaproducaorecente_fabiobellini

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Esta semana, na FFLCH:


 

  • Lançamento: “Jogo, ritual e teatro: um estudo antropológico do Tribunal do Júri”, de Ana Lúcia Pastore Schritzmeyer –
    Data do Evento:
    seg, 25/03/2013 – 19:00 – 21:00

    A autora, Profa. Dra.  Ana Lúcia Pastore Schritzmeyer (Departamento de Antropologia), a editora Terceiro Nome e a Livraria Ponto do Livro convidam para o lançamento de “Jogo, ritual e teatro: um estudo  antropológico do Tribunal do Júri”, que será realizado no dia 25 de março, segunda-feira, na Livraria Ponto do Livro, a partir das 19h. Haverá um debate com a participação de Roberto Tardelli (Procurador de Justiça) , Sérgio Mazina Martins (Juiz de Direito) e de Thiago Gomes Anastácio (advogado).

  • Seminário de Pesquisa “Pra frente Brasil: identidade nacional e futebol: enquadramento, silêncio, resistência (1958-1983)”

    Data do Evento:
    ter, 26/03/2013 – 19:00 – 21:00

     

    O LUDENS – Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas sobre Futebol e Modalidades Lúdicas (Departamento de História FFLCH/USP) convida para o Seminário de Pesquisa “Pra frente Brasil: identidade nacional e futebol: enquadramento, silêncio, resistência (1958-1983)”, que será dirigido pelo Dr. Denaldo Alchorne de Souza, tendo como Debatedora a Dra. Fátima Martin Rodrigues Ferreira Antunes. O seminário será realizado no dia 26 de março, terça-feira, das 19h às 21h30, na Sala de Vídeo do Departamento de História.
    TER | 26.03 | 19 às 21h30 | Convite
    Sala de Vídeo do Departamento de História. Av. Prof. Lineu Prestes, 338, Cidade Universitária, São Paulo
    O LUDENS (Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas sobre Futebol e Modalidades Lúdicas) é um centro de investigação científica criado em 2010 na Universidade de São Paulo (USP) e que congrega pesquisadores dedicados aos estudos dos jogos e esportes em geral, em particular do futebol. Sediado no Departamento de História da USP, ele reúne professores de várias universidades paulistas (UFSCar, UNESP, PUC) e outras instituições relacionadas ao tema (como o Museu do Futebol). No LUDENS eles realizam investigações individuais e coletivas, além de outras atividades acadêmicas e de divulgação científica.
    Agora é possível conhecer parte desta produção e as atividades desenvolvidas pelo núcleo em sua página web http://www.usp.br/ludens. Nela estão identificadas as diversas linhas de pesquisa reunidas no centro e os pesquisadores envolvidos diretamente com elas na produção do conhecimento sobre esportes. Ela conta também com publicações de vários pesquisadores e com uma coluna em que integrantes do núcleo apresentam seus Pontos de Vista a respeito de assuntos e temas relacionados ao esporte. Além disso, mantém uma agenda permanente das atividades do núcleo, um acervo atualizado de noticias e material iconográfico de interesse geral.
    O núcleo mantém também páginas no facebook (https://www.facebook.com/LudensUsp) e no youtube (http://www.youtube.com/ludensusp), nas quais é possível acompanhar atividades e alguns dos trabalhos de pesquisa realizados. Por meio do facebook e no e-mail: ludens@usp.br os interessados podem manter contato com o LUDENS.
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Mapinha procê:


O portão principal, de onde virá o ônibus, está à direita, de onde sai essa avenida grande da rotatória (onde cortei a figura)

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