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Emilia Viotti da Costa


Todo mundo viu a notícia da morte da professora, ontem.

Talvez tenham visto a entrada na Wikipédia a respeito dela.

Mas não há nada melhor do que assistir, na íntegra, esta maravilhosa entrevista dela no Roda Viva:

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Filme assustador


Corrijo: o filme mais assustador que assisti nos últimos anos. E olha que nem é de terror, hein. Quer dizer, em termos…depende do que se considera amedrontador. EU pessoalmente tenho medo do que acontece na vida real, e não na ficção. Tenho mais medo das pessoas ditas normais do que dos psicopatas, pois apesar de ambos os tipos estarem entre nós, as ditas normais estão em maior número.

Preciso assistir mais vezes e analisar cuidadosamente. Mas, assim de cara, já dá para dizer uma coisa: o que é mais aterrorizante neste filme é que não dá para distinguir ficção de realidade, ou seja, o que é atuação e o que não é, o que é comédia e o que é sério. Aposto que o ator que interpretou a personagem principal deve ter ficado com muito, muito medo também, mas não podia expressar. E por isso, minhas palmas para ele!

Quem sabe russo, pode assistir online no seguinte link:

http://spectator.io.ua/v6fa35ff5e127b7dcaa3e16e25606aca3

E, para quem não entende russo, pode assistir no Netflix, legendado.

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Жанр: Комедия
Выпущено: Германия, Claussen Wobke Putz Filmproduktion, Constantin Film Produktion GmbH, Mythos Film
Режиссер: Давид Внендт
В ролях: Оливер Мазуччи, Фабиан Буш, Кристоф Мария Хербст, Катя Риман, Франциска Вульф, Ларс Рудольф, Михаэль Кесслер, Даниэль Аминати, Даги Би, Фред Аарон Блаке
О фильме: Берлин, наши дни. На заброшенном пустыре возвращается к жизни черный кошмар XX века — Адольф Гитлер, кровавый диктатор, погрузивший Германию, а за нею и половину человечества в ужас Второй мировой войны, непосредственный виновник десятков миллионов смертей. Ни власти, ни сторонников, ни жилья, ни денег у него теперь нет, но есть опыт восхождения со дна на вершины и твердая вера в победу национал-социализма. Неподготовленный мир принимает бывшего диктатора за гениального актера, его гневные речи взрывают интернет, и… Гитлер второй раз в жизни обретает статус суперзвезды. Чем же это обернется в наше время?

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In the year 2011, Adolf Hitler wakes up in a vacant lot in Berlin which appears to be the location of the garden outside the bunker where he was burned, with no knowledge of anything that happened following his death in 1945. Homeless and destitute, he interprets everything he sees and experiences in 2011 from a Nazi perspective (for instance, he assumes that Turks in Germany are an indicator of Karl Dönitz having persuaded Turkey to join the Axis, and thinks that Wikipedia is named for “Wikinger”) — and although everyone recognizes him, nobody believes that he is Hitler; instead, they think he is either a comedian or a method actor. He appears on a variety television show called “Whoa, dude!,” going off-script to broadcast his views. Videos of his angry rants become hugely successful on YouTube, and he achieves modern celebrity status as a performer. Newspaper Bild tries to take him down, but is sued into praising him. He is beaten up by far-right extremists who think he is mocking the memory of Hitler, unaware that he is the genuine article. In the end, he uses his popularity to re-enter politics.

The book was priced at €19.33, a deliberate reference to Hitler’s ascent to power in that year. By March 2014 it had sold 1.4 million copies in Germany. The book has been translated into 41 languages. An English-language translation, Look Who’s Back, translated by Jamie Bulloch, was published in April 2014 by MacLehose Press. It was long-listed for the 2015 Independent Foreign Fiction Prize and the 2016 IMPAC award.
The original audiobook version is read by comedian Christoph Maria Herbst and by May 2014 had sold over 520,000 copies. Herbst had played the Hitler-based character of Alfons Hatler in the two comedy films Der Wixxer (2004) and Neues vom Wixxer (2007) before, which landed him the part of reading the audio version of the book written from the first-person POV of Hitler.
Film rights were sold, as were foreign license rights. A feature film premiered in Germany on October 8, 2015, starring Oliver Masucci as Hitler, and directed by David Wnendt (de). As a part of the movie’s promotion campaign, Masucci was made to appear as Hitler in several German cities, including the filming locations Brandenburg and Berlin, testing the public’s reactions; including at least one appearance close to an NPD rally.

In The Jewish Daily Forward, Gavriel Rosenfeld described the novel as “slapstick”, but with a “moral message.” However, while acknowledging that Vermes’s portrayal of Hitler as human rather than monster is intended to better explain Germany’s embrace of Nazism, Rosenfeld also states that the novel risks “glamorizing what it means to condemn”: readers can “laugh not merely at Hitler, but also with him.”

In Süddeutsche Zeitung, Cornelia Fiedler posited that the book’s success may be due less to its literary merits and more to the fact that its protagonist is Adolf Hitler. She stated that focusing on Hitler, “either as a comic figure or as the incarnation of evil”, risks obscuring the historical facts. Fiedler described Vermes’s assumption that readers would agree that Hitler deserved mockery as “surprisingly naive”.

In The Sydney Morning Herald, reviewer Jason Steger interviewed the book’s author, who believes that the way Hitler is seen today “is one that hasn’t too much to do with the real one”. “Most people wouldn’t think it possible that if they would have lived back then they would have thought he was in some way attractive too”, he said.

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Em 2011, Adolfo Hitler acorda num terreno baldio em Berlim, sem saber o que aconteceu após o ano de 1945. Desabrigado e desamparado, Hitler interpreta tudo o que vê em 2011 a partir de uma perspectiva nazi (por exemplo, ele considera que a imigração turca na Alemanha é um indício de Karl Dönitz ter persuadido a Turquia para juntar-se ao Eixo, e pensa que o nome Wikipédia originou-se dos víquingues, “Wikinger”) e, apesar de toda a gente reconhecê-lo, ninguém acredita que ele é o próprio Hitler, e sim um comediante, ou um ator de método. Como resultado, os seus vídeos violentos e furioso tornam-se um enorme sucesso no YouTube, e ele alcança o estatuto de celebridade moderna como um artista. No final, ele usa sua popularidade para voltar à política.

O livro foi vendido a 19,33 euros, sendo uma referência deliberada da ascensão de Hitler ao poder naquele ano. Em março de 2014, foram vendidas 1.4 milhões de cópias na Alemanha. O romance foi listado para o Prémio Independente de Ficção Estrangeira de 2015, e para o Prémio Literário Internacional IMPAC de Dublim de 2016. O livro também foi traduzido em vinte e oito línguas. Em Portugal, o livro foi publicado pela editora Lua de Papel em 2013. No Brasil foi publicado pela editora Intrínseca em 2014. Nos países anglófonos, o livro sob o título de Look Who’s Back, foi traduzido por Jamie Bulloch, e publicado pela MacLehose Press em abril de 2014. O livro falado foi gravado pelo comediante alemão Christoph Maria Herbst, e em maio de 2014 foram vendidas 520.000 cópias.
O filme estreou na Alemanha a 8 de outubro de 2015, sendo realizado por David Wnendt, e protagonizado por Oliver Masucci como Hitler. Para promover a longa-metragem, Masucci apareceu como Hitler em várias cidades alemãs, incluindo Brandemburgo e Berlim.

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Sabino e Andrade


Fernando Sabino lançou seu primeiro livro em 1.941, quando tinha 18 anos, e mal poderia pensar que Mário Raul de Moraes Andrade (09/10/1893 – 25/02/1945)monstro sagrado como papa do modernismo, autor de “Macunaíma”, fosse ler o exemplar que lhe havia sido enviado pelo desconhecido autor. Como era de seu feitio, e mesmo no auge do prestígio literárioMário resolveu escrever-lhe fazendo-o saber sua franca  opinião. Outras vieram e foram mais de 30 cartas ao longo de três anos, só tendo fim com o falecimento do “Mestre”.

As cartas foram transcritas na íntegra, respeitadas a pontuação e a grafia característica de certas palavras. Apenas a acentuação foi atualizada, e constam do livro “De Mário de Andrade a Fernando Sabino – Cartas a um Jovem Escritor”, Editora Record – Rio de Janeiro, 1981. Da pág.15 extraímos a primeira delas, uma verdadeira aula àqueles que escrevem ou pretendem escrever algum dia:

“S. Paulo, 10-01-42

Fernando Tavares Sabino

Si você quiser continuar sendo escritor, antes de mais nada tem que encurtar o nome. Tavares Sabino, Fernando Tavares, Fernando Sabino. O que é impossível é Fernando Tavares Sabino. Me desculpe esta sinceridade e entremos pelas outras.

Muita ocupação, só nesta noite de sábado pude ler os seus contos e lhe escrevo imediatamente, enquanto a impressão é nítida. Saio do seu livro com a convicção de que você é um escritor, é um artista. Não que o livro seja bom, mas é uma estréia excelente, uma estréia promissora, denunciando fartas possibilidades.

Antes de mais nada: eu achava que os estreiantes deviam pôr nos seus livros a idade que têm. Que idade tem você? Isso importa extraordinariamente nesse caso como o seu, por causa justamente das possibilidades fartas. Si você está rodeando os vinte anos, de vinte a vinte e cinco como imagino, lhe garanto que o seu caso é bem interessante, que você promete muito. E o livro, neste caso é bom. Mas si você já tem trinta ou trinta e cinco anos, já estudou muito (você parece de fato se preocupar com a expressão lingüistica) e está homem-feito, não lhe posso dar aplauso que valha. Neste caso o livro fica medíocre, sem o menor interesse. É apenas um dos muitos.

Seu livro já está muito bem escrito. Não há dúvida nenhuma que você, como bom mineiro (?) tem o sentimento da língua, como cultura e principalmente como estilo, como expressão de pensamento. E tem no que escreve um sabor brasileiro, muito firme, muito nítido e muito atilado. De extremo bom gosto. Quero dizer: você não cai em nenhum exagero de brasileirismo falso. Com um bocado mais de apuro estilístico e de conhecimento técnico da linguagem, das linguagens populares do Brasil, você chegará a ótimo, talvez grande escritor. De uma língua que já é, indiscutivelmente, nacional.

O problema, a meu ver, é tanto mais grave no caso de você que nele se intercala o da sua personalidade de ficcionista. Será você de fato um contista?  Este problema é dos mais graves e dos que você precisa resolver pra si próprio. É incontestável que você não tem nenhum conto verdadeiramente forte como assunto.  Cujo assunto imponha o conto por si mesmo, como Os Faroleiros, de Monteiro Lobato, como Pedro o Barqueiro, de Afonso Arinos. Não nego que sejam “contos” os contos de você, mas não parece, pelo livro, que você tenha forte imaginação criadora, grande imaginativa, excepcional faculdade de invenção.

Seus contos são leves e delicadas transposições líricas da vida, como o admirável Verdes Anos, ou irônicas transposições realísticas da vida. Estou pensando em Machado de Assis. Seus contos estão longe de ser impressionantes. Longe de prenderem a gente por uma idealidade humana definitiva qualquer. Aí é que a arte, como beleza de criação técnica, interfere definitivamente para impor e justificar um criador. Si você não fizer coisas maravilhosamente bem feitas como técnica, como estilo, como arte de escrever, como bom gosto espiritual, você será apenas “mais” um.

No gênero dos seus contos, você tem, a meu ver, descaídas lastimáveis, principalmente para o lado anedótico. Apesar das observações, excelentes, no realismo humourístico com que você esteriotipa gestos e expressões verbais, contos como As Rosas iam Murchar e o Padre Venâncio, são simples anedotas simplórias, de lastimável descontrole e nenhuma autocrítica. Mesmo o caso do telefone que, não posso negar, é muito engraçado e me fez rir bastante, é, em última análise grosseiro, tratado sem tacto, sem delicadeza, bacalhoada de Portugal com arrotos e todas as faltas de medida. Quando você tem, pra salvar seus contos na arte, de abandonar qualquer colorido mediterrâneo e se esquipar no senso de medida dos franceses, e na delicadeza espiritual de ingleses e nórdicos.

Mas ainda eu me pergunto si sua tendência é realmente para o conto e não para o romance… Pela faculdade de observação naturalista, pela riqueza de tipos psicológicos, não sei, sinto em muitos dos nossos contistas, e em você, romancistas verdadeiros, que por preguiça, por falta de tomar fôlego, erram de espécie, se dispersam no conto, quando são romancistas legítimos.

Não sei si você consegue perceber que no fundo seu livro me interessou muito.  Mais você que o livro, aliás… Conforme a idade, lhe garanto que você pode ir longe.  Mas não como um Jorge Amado, pouco trabalho, ignorância muita, criação de sobra.  Você tem que trabalhar dia por dia. Como um Machado de Assis.

E não lhe seria possível botar um bocado mais de responsabilidade humana coletiva nas suas obras?…

R. Lopes Chaves, 546 — S. Paulo

Mário de Andrade”

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